Quinta, 23 de Novembro de 2017

TERMÔMETRO

Mercado de imóveis aquecido aumenta arrecadação em 40%

1 JUL 2010Por 07h:50
Carlos Henrique Braga

Termômetro do comércio de imóveis, o pagamento de impostos sobre operações de venda em Campo Grande deu um pulo no primeiro quadrimestre de 2010, refletindo o aquecimento do setor dos últimos anos. O valor financiado pela Caixa, outro indicador da forte demanda por imóveis, dobrou entre 2008 (R$ 297,6 milhões) e 2009 (R$ 592,2 milhões) no Estado.

Na comparação com os primeiros quatro meses de 2009 e 2010, a prefeitura arrecadou 40% a mais em Imposto sobre Trasmissão de Bens Imóveis (ITBI), totalizando R$ 6,7 milhões frente R$ 4,8 milhões registrados no mesmo período do ano anterior, morno para o setor. É o melhor quadrimestre dos últimos cinco anos.

Para o especialista paranaense em avaliação imobilária, José Plínio Silva Filho, que veio à Capital para palestra no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci/MS), no último dia 29, o crescimento é explicado pelo mercado aquecido local. “Em Campo Grande vende-se duas vezes mais imóveis do que no resto do País”, disse o especialista, que credita o bom momento ao desenvolvimento regional e à boa localização da cidade, próxima a grandes centros urbanos.

O presidente do Sindicato das Empresas Imobilárias do Estado (Secovi/MS), Marcos Augusto Netto, confirma o índice de arrecadação como “melhor forma de controlar” a movimentação do setor, mas faz duas ressalvas: “esse montante não leva em conta as isenções tributárias e os lançamentos, que só irão refletir nos índices daqui a dois anos, quando os compradores pegarem suas chaves e pagarem o imposto”. Por isso, o índice de 2010 leva em conta arrecadação de lançamentos imobiliários mais antigos.

Segundo levantamento da Secretaria de Receita de Campo Grande, a emissão de guias para pagamento de ITBI cresceu 6,56% entre 2005 e 2009. A alíquota de 2% sobre o valor total do imóvel é paga pelo comprador antes de escriturá-lo.

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