Domingo, 19 de Novembro de 2017

Colônia Penal Agrícola

Menores fazem rebelião com refém na Unei

3 SET 2010Por 08h:09
Vânya Santos e silvia tada

Internos da Unidade Educacional de Internação (Unei) Dom Bosco, que funciona provisoriamente na antiga Colônia Penal Agrícola (CPA), instalada na região do Núcleo Industrial, em Campo Grande, rebelaram-se ontem à tarde. Aproveitando o momento do banho de sol, cerca de 90 menores queimaram colchões e começaram a depredar o local.
Depois da intervenção da Polícia Militar, o movimento foi controlado, reiniciando-se logo em seguida, quando um grupo de aproximadamente 30 adolescentes tomou um outro interno como refém e passou a impedir a entrada dos policiais nos alojamentos. Equipes da Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe), Corpo de Bombeiros, 1º Batalhão da Polícia Militar e Companhia de Guarda e Escolta, totalizando 40 homens, estiveram no local.
Há uma semana os adolescentes protestavam na hora de voltar para os alojamentos, após o banho de sol, o que deixava o clima tenso na antiga CPA. Ontem, por volta das 14h30min, os internos da ala principal recusaram-se a entrar nos alojamentos e os agentes educacionais, cerca de 12, pediram ajuda dos policiais da Companhia de Guarda, que fazem a segurança externa.
No pavilhão, os adolescentes começaram a queimar os colchões. Um buraco foi aberto na parede, mas os militares chegaram antes que os menores conseguissem fugir. Quatro veículos dos bombeiros foram enviados ao local para debelar o incêndio. Policiais dispararam dezenas de tiros de borracha e bombas de efeito moral para conter os internos.
Uma equipe de negociadores da Cigcoe esteve na Unei  para dialogar com os rebelados, que exigiram a presença da imprensa para libertar o interno. A rebelião só terminou por volta das 20h.
De acordo com militares, os internos portavam chuchos – arma branca artesanal. Segundo informações de funcionários da Unei, os menores produzem as armas utilizando os arames de sustentação da estrutura das camas de concreto. Removidos para a antiga CPA em razão da interdição do prédio da Unei, na saída para Três Lagoas, os menores reclamam da localização da unidade, distância que estaria dificultando a visita dos familiares. Eles também reclamam da infraestrutura do local.

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