Terça, 21 de Novembro de 2017

Médico “foge” do posto e pode ser demitido

24 ABR 2010Por 07h:19
Nathalia Barbosa

O médico ginecologista Wilson Roberto Cardoso, que sofreu censura pública e afastamento de suas atividades, acusado de atos libidinosos contra duas pacientes, pode ser demitido caso não se apresente à prefeitura.
Segundo a assessoria da Secretaria de Saúde Pública (Sesau), o ginecologista é classificado até o momento como funcionário faltoso e tem aproximadamente 20 dias para se apresentar e justificar o motivo da ausência. “Caso ele apareça e não apresente atestado médico que comprove que ele realmente está faltando ao trabalho porque está doente, ele será demitido por justa causa”.  
Mesmo que o médico compareça à prefeitura e comprove que estava ausente por motivos de saúde, ele não receberá remuneração pelos dias faltados, medidas administrativas, com base no Estatuto do Servidor, serão tomadas e ele será afastado durante o período estipulado pelo Conselho Regional de Medicina.
A prefeitura informou que a partir da semana que vem providenciará um novo ginecologista para a unidade do Bairro Mata do Jacinto, na Capital.

Afastamento
De acordo com o advogado André Borges, assessor jurídico do Conselho Regional de Medicina (CRM), havia dois processos acontecendo paralelamente contra o ginecologista. O primeiro resultou na censura pública do médico, que ainda tinha o direito de exercer a profissão. Já o segundo, levou em consideração os antecedentes de Wilson, gerando o afastamento de suas atividades por 30 dias, de 3 de maio a 1º de junho. “A gravidade da acusação é a mesma nos dois casos, porém o último deles levou em conta o primeiro processo”, explicou André.
Após o período do afastamento, o ginecologista poderá exercer a profissão normalmente; no entanto, caso haja nova acusação e esta se comprove, ele poderá receber pena máxima: ter o diploma cassado pelo CRM.

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