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Médico diz que ex-vice de Lula, José Alencar está sedado

Médico diz que ex-vice de Lula, José Alencar está sedado

g1

29/03/2011 - 09h37
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O médico Raul Cutait, um dos coordenadores das equipes médicas que acompanham José Alencar no Hospital Sírio-Libanês, afirmou na manhã desta terça-feira (29) que o ex-vice-presidente está sedado e respira sem ajuda de aparelhos.

Um boletim médico deve ser divulgado na manhã desta terça-feira, segundo o médico. Cutait conversou rapidamente com os jornalistas por volta das 9h da manhã e informou que, no horário, Alencar estava dormindo e que recebeu medicação contra a dor.

O ex-vice foi internado na tarde desta segunda-feira (28) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. De acordo com o boletim médico divulgado pelo hospital nesta tarde, Alencar foi internado "com quadro de suboclusão intestinal, em condições críticas", que significa uma obstrução do intestino com sangramento.

José Alencar tinha recebido alta no dia 16 de março, após ter sido internado no dia 9 de fevereiro por causa de uma peritonite, que é uma inflamação no peritônio - membrana que reveste as paredes do abmônen - causada por uma perfuração no intestino. Ele luta há anos contra um câncer no abdômen.
 

Homenagem

No dia 25 de janeiro, o ex-vice-presidente foi um dos homenageados no aniversário de São Paulo, depois de 33 dias de internação.

Ele se encontrou na ocasião com a presidente Dilma Rousseff, que entregou a medalha de 25 de Janeiro, no prédio da Prefeitura de São Paulo.

No dia seguinte à solenidade, ele recebeu uma autorização da equipe médica do hospital para permanecer em casa. Mas depois voltou a ser internado.

Ação conjunta

Polícia desmantela grupo envolvido em furtos de caminhonetes na fronteira de MS

Investigações, conduzidas de forma integrada entre unidades regionais, apontaram que os criminosos atuavam em diferentes municípios

28/04/2026 18h15

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul desarticulou parte de uma organização criminosa especializada em furtos de caminhonetes na região sul do Estado. A operação, realizada na segunda-feira (27), resultou na prisão em flagrante de dois suspeitos e apreensão de materiais que podem ajudar a identificar outros integrantes do grupo.

Segundo a polícia, o grupo focava em um modelo específico de caminhonete, bastante utilizado no campo, explorando falhas técnicas para facilitar os furtos. As imagens divulgadas pela polícia destacam que o modelo preferido dos assaltantes seria de caminhonetes moelo SW4. As investigações, conduzidas de forma integrada entre unidades regionais, apontaram que os criminosos atuavam em diferentes municípios, causando prejuízos e aumentando a sensação de insegurança, principalmente entre produtores rurais.

A ação contou com a participação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), Delegacias Regionais e do Setor de Investigações Gerais (SIG) de Dourados. Com o uso de inteligência policial e tecnologia, os investigadores conseguiram identificar um veículo utilizado no apoio logístico das ações criminosas.

A partir do cruzamento de dados, equipes localizaram o automóvel em outro município e iniciaram monitoramento. A vigilância levou à identificação dos suspeitos, apontados como responsáveis pelo suporte às ações do grupo.

Durante a operação, um homem foi preso ao sair de um imóvel investigado, enquanto dirigia um veículo. No mesmo momento, outra equipe realizou buscas no local e encontrou uma mulher, que também foi presa em flagrante. No imóvel, foram apreendidos objetos ligados à investigação, que serão submetidos à perícia.

De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa possuía estrutura definida, com divisão de funções entre os integrantes, incluindo execução dos furtos, logística e coordenação. Os dois presos teriam papel no apoio operacional.

As investigações continuam para localizar outros envolvidos já identificados. A polícia não descarta novas prisões nos próximos dias.

A instituição reforçou, em nota, o compromisso com o combate aos crimes patrimoniais, especialmente aqueles que afetam diretamente o setor produtivo do Estado. 

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Ivinhema

Estudantes de escola agrícola tinham aulas em barracão Insalubre 

MPMS acionou a Justiça após constatar condições precárias em escola agrícola de Ivinhema; ação pede medidas urgentes, prevê multa diária e cobra a realocação dos alunos ou a reforma da unidade em até três meses

28/04/2026 17h55

Estudantes de escola agrícola tinham aulas em barracão Insalubre 

Estudantes de escola agrícola tinham aulas em barracão Insalubre  Foto: Laudo de vistoria

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) acionou a Justiça após constatar condições consideradas precárias na estrutura da escola agrícola vinculada à Escola Estadual Reynaldo Massi, no município de Ivinhema. A ação pede medidas urgentes, com prazo para solução e previsão de multa diária em caso de descumprimento.

De acordo com a Ação Civil Pública, proposta pela 2ª Promotoria de Justiça da comarca, estudantes estariam tendo aulas em um barracão originalmente destinado à realização de eventos sociais, sem condições adequadas para o funcionamento de uma unidade de ensino.

A ação, que tramita na 2ª Vara da Comarca de Ivinhema, é resultado do Inquérito Civil nº 06.2026.00000332-9 e aponta uma série de irregularidades estruturais no local.

Entre os problemas identificados estão a climatização inadequada, salas improvisadas com divisórias sem isolamento acústico e a ausência de espaços essenciais, como biblioteca, refeitório e ambientes apropriados para o aprendizado. Professores chegaram a utilizar ventiladores próprios para amenizar o calor, diante da precariedade do local.

Relatórios técnicos elaborados por órgãos de fiscalização também reforçam o cenário de precariedade. Segundo o MPMS, a Vigilância Sanitária constatou a ausência de alvará para funcionamento escolar, enquanto o Corpo de Bombeiros identificou inconsistências no certificado de segurança, que estaria vinculado à utilização do espaço como salão de festas, e não como unidade educacional.

Ainda conforme a investigação, antes da transferência para o barracão, a escola funcionava em um prédio municipal que já apresentava diversos danos e havia sido alvo de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), instrumento jurídico consensual firmado entre órgãos públicos (como o Ministério Público) e responsáveis por danos a direitos coletivos, difusos ou individuais homogêneos, com o objetivo de adequar condutas ilegais às normas sem a necessidade de um processo judicial prolongado.

Na fundamentação da ação, o promotor de Justiça Allan Thiago Barbosa Arakaki argumenta que a situação configura violação ao direito constitucional à educação de qualidade, previsto na Constituição Federal, além de desrespeitar normas estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

O representante do MPMS também sustenta que a chamada “reserva do possível”, que estabelece que o Poder Público só é obrigado a prestar serviços na medida de sua capacidade orçamentária, não se aplica ao caso e não pode ser utilizada como justificativa para manter alunos em um ambiente considerado inadequado e inseguro.

Providências

Na ação, o Ministério Público solicita, em caráter liminar, que o poder público providencie, no prazo de até três meses, o remanejamento dos estudantes para um local adequado ou a realização de reforma completa na estrutura atual.

As medidas incluem a instalação de climatização apropriada, isolamento acústico e a regularização de toda a documentação exigida pelos órgãos competentes.

Em caso de descumprimento, o MPMS pede a aplicação de multa diária de R$ 20 mil. A ação também prevê a reforma estrutural da antiga unidade escolar municipal, caso o espaço volte a ser utilizado, além da adequação às normas sanitárias e de segurança.

O processo aguarda análise do Poder Judiciário quanto ao pedido de tutela de urgência, que poderá determinar a adoção imediata das medidas antes do julgamento final do caso.

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