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Médico de Michael Jackson pode cumprir parte da pena em casa

Médico de Michael Jackson pode cumprir parte da pena em casa

r7

01/12/2011 - 04h00
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O médico de Michael Jackson, Conrad Murray, condenado a quatro anos de prisão pela morte do Rei do Pop, em 2009, poderá cumprir parte da pena em casa. O motivo é a superlotação das prisões californianas, o que obriga o médico a cumprir somente dois anos de detenção no Condado de Los Angeles.

Murray foi considerado culpado de uma série de graves negligências que causaram a morte de Michael por uma intoxicação aguda de um anestésico hospitalar chamado Propofol.

Na decisão, Pastor desprezou o pedido da defesa para que seu cliente ficasse em liberdade pagando uma fiança por ausência de histórico criminal antes da morte de Jackson.

O juiz falou com dureza e acusou Murray de mentir repetidas vezes e de não demonstrar nenhum sentimento de culpa.

- Em um momento chegou a dizer que se sentia traído por Michael Jackson. Não só não se arrepende, mas culpa a vítima.Qualquer um que olhe para isto de forma objetiva tem que chegar à conclusão que Conrad Murray abandonou seu paciente e isso é uma vergonha para a profissão médica.

Pastor qualificou as ações de Murray como "medicina horrível" e "loucura médica" e especulou sobre as razões que o levaram a ignorar os padrões do cuidado sanitário, entre as quais citou "dinheiro", "fama" e "prestígio".

Pastor acrescentou: "Michael Jackson morreu não por causa de uma ocorrência única e isolada ou um incidente. Ele morreu por causa da totalidade das circunstâncias que são diretamente atribuídas ao Dr. Murray".

A Promotoria pediu ao juiz que condenasse Murray a pagar uma indenização de US$ 100 milhões ao fundo fiduciário de Jackson pelo cancelamento dos shows que o artista faria em Londres, mas essa decisão foi adiada para o dia 23 de janeiro do ano que vem.

Família

O juiz disse que o Dr Murray terá que indenizar os filhos e os herdeiros do cantor, mas indicou que o valor será decidido em uma próxima audiência, marcada para 23 de janeiro.

A mãe de Jackson, Katherine aclamou a sentença, mas acrescentou "quatro anos não é suficiente pela vida de alguém".

- Quatro anos não vai trazer meu filho de volta, mas essa é a lei, então, eu agradeço ao juiz. Pelo menos ele pegou a pena máxima. Eu acho que o juiz foi muito justo.

aposentado

Desembargador que liberou megatraficante teve R$ 357 mil de salários e penduricalhos em 3 meses

Divoncir foi punido com aposentadoria compulsória, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço

13/02/2026 18h00

Desembargador Divoncir Schreiner Maran foi punido com aposentadoria compulsória

Desembargador Divoncir Schreiner Maran foi punido com aposentadoria compulsória Valdenir Rezende / Arquivo

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O desembargador do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul, Divoncir Schreiner Maran, aposentado compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça na última terça-feira, 10, sob suspeita de receber propinas para conceder prisão domiciliar ao super traficante Gérson Palermo, o "Pigmeu" - chefão do PCC na região -, sem sequer conferir alegação da defesa sobre suposta enfermidade do acusado, recebeu R$ 357,3 mil líquidos no último trimestre, entre salários e "penduricalhos" liberados pela Corte.

O Estadão pediu manifestação do desembargador, via Tribunal de Justiça. O espaço está aberto.

Os conselheiros disciplinares do Judiciário decidiram, de forma unânime, aplicar ao desembargador a sanção mais grave prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional - a aposentadoria compulsória. Divoncir foi aposentado compulsoriamente, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço.

Ao impor o afastamento definitivo de Divoncir Maran, o CNJ decidiu encaminhar cópias do processo à Procuradoria-Geral do Estado do Mato Grosso do Sul para propositura de ação de cassação da aposentadoria e de todos os direitos remuneratórios do desembargador.

Divoncir se aposentou, de fato, em 8 de abril de 2024, quando completou 75 anos de idade.

Mesmo na inatividade ele continua recebendo salários que, acrescidos de vantagens pessoais e verbas indenizatórias, chegam a quase três vezes o teto salarial do funcionalismo, de R$ 46,3 mil (ou cerca de R$ 35 mil líquido), valor pago aos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Em janeiro, Divoncir embolsou R$ 45.271,80 de salário, mais R$ 46 mil em "penduricalhos", totalizando R$ 91.271,80 líquidos. Em dezembro, o contracheque do magistrado acusado de corrupção somou R$ 136.212,34, com R$ 44.212,34 de salário e mais R$ 92 mil em verbas adicionais.

Já em novembro, o desembargador recebeu R$ 129.885,64, sendo R$ 83.885,64 acrescidos de R$ 46 mil classificados como "Gratificação de Acúmulo de Acervo Retroativo", com a qual ele foi contemplado mesmo na inatividade há quase dois anos.

A reportagem pediu manifestação do Tribunal sul-mato-grossense sobre os contracheques de Divoncir que extrapolam o teto constitucional. O espaço está aberto.

O caso 'Pigmeu'

O traficante e "batizado" do PCC, Gerson Palermo, de menos de 1,60 de altura, estava preso desde abril de 2017, em regime fechado em Campo Grande. A Polícia Federal o deteve na Operação All In, em março daquele ano, quando foram apreendidos 810 quilos de cocaína.

Uma das condenações impostas a Palermo, de 66 anos de prisão, se deu no processo em que ele foi acusado pelo sequestro de um Boeing da Vasp, em agosto de 2000, logo após a decolagem do avião do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba.

Piloto de avião e liderança do PCC, ele rompeu a tornozeleira e fugiu poucas horas depois de ser contemplado com a decisão do desembargador. "Pigmeu" nunca mais foi localizado.

O benefício ao megatraficante foi concedido durante a pandemia de Covid-19, com base na informação da defesa sobre quadro de saúde supostamente debilitado do prisioneiro, mesmo sem laudo médico comprovando tal alegação.

Divoncir Maran, então desembargador de Câmara Cível, concedeu a prisão domiciliar durante plantão forense determinou a 'Pigmeu' o uso de tornozeleira eletrônica.

Segundo a investigação, no dia seguinte à decisão de Divoncir Maran, o relator sorteado do habeas corpus, desembargador Jonas Hass Silva Júnior, revogou a liminar deferida pelo colega e restabeleceu a prisão de 'Pigmeu' - oportunidade na qual Jonas Hass apontou que inexistia nos autos informações de que o preso se encontrava segregado em presídio com excedente de lotação ou que houvesse registro de deficiência sanitária ou incidência do vírus da Covid-19.

'Irregularidades graves'

Segundo o relator do Processo Administrativo Disciplinar (PAD), conselheiro João Paulo Schoucair, "o caso extrapola os limites da independência judicial e revela grave desvirtuamento da função jurisdicional".

"Não se trata de punir juiz ou desembargador por decidir, mas sim de um caso absolutamente singular, que envolve a concessão de prisão domiciliar a um criminoso notório, integrante de organização criminosa, condenado a mais de 120 anos de prisão", afirmou Schoucair.

O relator destacou que Gérson Palermo possuía 'extensa trajetória criminal, com condenações por tráfico internacional de drogas, além de ser conhecido na região por sua elevada periculosidade'.

Ainda assim, a prisão domiciliar foi concedida sem laudo médico que comprovasse o estado de saúde debilitado. "A decisão reconheceu a enfermidade sem qualquer prova nos autos que sustentasse esse movimento", ressalta o conselheiro.

João Paulo Schoucair também aponta "irregularidades graves" na tramitação do habeas corpus, como o conhecimento prévio do conteúdo do pedido antes mesmo de sua distribuição formal e a alteração do fluxo de procedimentos do gabinete.

Habeas corpus de 208 páginas decidido em 40 minutos

Segundo o relator, a decisão já estaria orientada antes mesmo de o processo ser designado ao magistrado. "Houve determinação antecipada quanto ao provimento, comprometendo a imparcialidade e a normalidade do procedimento", disse.

Outro ponto destacado foi o tempo incomum de análise do caso. De acordo com o relator, o habeas corpus, com cerca de 208 páginas, foi decidido em aproximadamente 40 minutos.

Para ele, o fato evidencia a ausência da cautela e da prudência exigidas. "Trata-se de decisão flagrantemente inadequada, configurando grave violação aos deveres funcionais inerentes ao exercício da atividade jurisdicional", afirmou.

O conselheiro anotou haver indícios de terceirização indevida da atividade jurisdicional, ao relatar que servidores teriam assinado decisões em nome do desembargador, além de citar elementos colhidos em investigação da Polícia Federal que apontam movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada.

Ao concluir seu voto, João Paulo Schoucair afirmou que "os fatos apurados demonstram ofensa à imparcialidade, à prudência, à honra e ao decoro da função judicante".

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Anta que caiu em caixa d'água é resgatada em Campo Grande

Animal silvestre foi encontrado dentro de reservatório e mobilizou equipes especializadas para o resgate em Campo Grande

13/02/2026 17h22

Divulgação PMA

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A Polícia Militar Ambiental (PMA), em ação conjunta com o Grupo de Resgate Técnico de Animais do Pantanal (GRETAP), realizou o resgate de uma anta (Tapirus terrestris) no bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande.

O GRETAP/Unidade UCDB auxiliou na operação na tarde desta sexta-feira (13). O animal silvestre caiu em uma caixa-d’água com capacidade aproximada de 5 mil litros.

A caixa-d’água, conforme pode ser verificado em vídeo feito no local, está posicionada em um buraco no chão.

Após a análise da ocorrência, o manejo do resgate ficou sob responsabilidade do GRETAP/UCDB, enquanto a Polícia Militar Ambiental prestou apoio operacional durante toda a ação.

Foi necessária a contenção química, realizada por um veterinário do grupo da universidade, conforme estabelece o protocolo para fauna silvestre de grande porte.

O animal foi retirado com cintas apropriadas e o auxílio de um guincho hidráulico, utilizado para remover a anta da estrutura de armazenamento de água.

A anta passou por avaliação clínica. Foi constatado que não apresentava ferimentos e, posteriormente, foi devolvida a uma área compatível com seu habitat natural.

 

 

 

Outro resgate

A Polícia Militar Ambiental (PMA) foi acionada para capturar um tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) na área de acesso ao elevador do último piso do Shopping Campo Grande.

No vídeo feito pela equipe que atendeu à ocorrência, os policiais encostam uma caixa de madeira na porta, enquanto outro utiliza uma espécie de gancho, conhecido como cambão, para enlaçar o pescoço do animal silvestre.

A captura ocorre seis dias após outro episódio, também em uma sexta-feira (6), que chamou atenção nas redes sociais, quando um tamanduá foi encontrado dentro de uma agência do Itaú, localizada na Avenida Mato Grosso.

 

 

 

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