Terça, 21 de Novembro de 2017

Médica alerta para riscos a fumantes passivos e defende legislação

31 MAI 2010Por 08h:38
É principalmente a saúde do fumante passivo que a lei antifumo busca proteger. De acordo com a médica pneumologista Eliana Setti Albuquerque Aguiar, que atua em Campo Grande, a fumaça do cigarro é mais tóxica do que o cigarro, e pior, não há distâncias seguras entre quem fuma e o fumante passivo. “O problema é que as substâncias contidas no cigarro ficam impregnadas nos ambientes, e assim, interferem na saúde de todos que frequentam o local onde alguém fumou um cigarro”, afirmou.

Ela alerta para o risco ainda maior à saúde dos fumantes passivos. “Quem fuma ainda tem a proteção do filtro do cigarro. O passivo inala a fumaça sem filtragem alguma das 6 mil substâncias tóxicas contidas num único cigarro”. Para a médica, além de proteger quem não fuma, a lei também deve desestimular os fumantes. “Isso é uma vitória. As cidades do Brasil estavam carentes de uma legislação como essa”, apontou.    
Dados

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o fumo passivo é a terceira maior causa de mortes evitáveis no mundo. No Brasil, além do estado de São Paulo e a cidade de Campo Grande, já existem leis antifumo nos estados do Ceará, no Maranhão, no Espírito Santo, no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais e na cidade de Curitiba (PR). A medida acompanha uma tendência internacional de restrição ao fumo, já adotada em cidades como Nova York, Londres, Paris e Buenos Aires.

Segundo a OMS, o fumo passivo faz 600 mil mortes por ano, enquanto o número de fumantes que morrem por ano em razão de doenças causadas pelo cigarro chega a 5 milhões. O cigarro é a maior causa de câncer (todos os tipos) e pode ainda causar infarte, Acidente Vascular Cerebral (AVC), dentre outras causas de morte. (Veja mais sobre o assunto no Caderno B) (MR) 

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