Quarta, 22 de Novembro de 2017

Mato Grosso do Sul t em 1.200 renais crônicos que se submetem à hemodiálise

5 FEV 2010Por 01h:22
Enquanto as autoridades de saúde não decidem de quem é a responsabilidade pelo procedimento de transplante de rins e efetivamente comecem a fazê-lo, renais crônicos enfrentam longas horas de hemodiálise na esperança de estar vivo quando surgir um órgão compatível. De acordo com a associação, existem atualmente 1.200 renais crônicos em hemodiálise no Estado, mas apenas 330 estão aptos a receber o transplante. Um exemplo é Demétrio da Cruz, 60 anos, que desde 2006 está na fila à espera de um rim compatível. “Eu trabalhava de pedreiro e segurança. Hoje não posso fazer mais nada, porque três vezes na semana faço hemodiálise e o procedimento dura quatro horas. Só peço a Deus que me ajude a aparecer algum órgão compatível com o meu”, contou. O diretor da Associação de Renais Crônicos de Mato Grosso do Sul (Recromasul), José Roberto Ost, 56 anos, está na fila de transplante há quatro anos e disse que, se for chamado “hoje” para se submeter ao procedimento, não aceitará. “Do jeito que está a Santa Casa, o meu medo é morrer lá dentro. Eles não têm condições de fazer a cirurgia e muito menos de dar o atendimento necessário no pós-operatório ao paciente”, enfatizou. José Roberto explicou que o tempo de espera do transplante não pode ultrapassar três anos porque o procedimento de hemodiálise é muito invasivo e deixa o paciente debilitado. Pressão da imprensa De acordo com o médico André Paulo Oliveira, no próximo dia 18, a Santa Casa fará a primeira cirurgia de transplante de rim de doador vivo. Ele admitiu que, se não fosse a imprensa, nem mesmo esse tipo de procedimento seria possível. “Por pressão de vocês da imprensa é que decidimos retomar a cirurgia”, afirmou. (KC)

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