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Ambiente

Marina Silva cobra empenho do governo por Código Florestal

Marina Silva cobra empenho do governo por Código Florestal

Laís Camargo

01/06/2011 - 06h00
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Marina Silva (PV) cobrou mais empenho do governo nas negociações para ajustes no texto do novo Código Florestal. Para a ex-senadora pelo Acre e ex-ministra do Meio Ambiente, uma política florestal só é possível com apoio do governo. A ex-ministra afirmou que é preciso apresentar contrapartidas ao agronegócio.

"Nós precisamos de uma política florestal que só é possível com apoio do governo. O governo pode criar incentivos econômicos, pode estabelecer pagamentos por serviços ambientais, o crédito para recuperar as áreas degradadas, a tecnologia para aumentar produção por ganho de produtividade e não por desmatamento."

Após encontro com senadores ligados à área ambiental, Marina afirmou que o Senado tem a chance de reverter o trabalho da Câmara que transformou o Código Florestal em um código agrário.

Ela voltou a criticar pontos da proposta, com a isenção da reserva legal para as propriedades com até quatro módulos fiscais. "A dispensa da reserva legal em até quatro módulos vai fazer com que deixemos de recuperar mais de 70 milhões de hectares de área já degradada, já desmatada e promova ainda o desmatamento em mais 70 milhões de hectares."

No encontro, os senadores começaram a traçar uma estratégia para a tramitação da reforma no Senado. Para fazer frente à bancada ruralista, os ambientalistas defendem que, das três comissões que devem analisar o texto, a última seja a de Ambiente. A proposta também deve passar pelas comissões de Agricultura e de Constituição e Justiça.

Senado

O texto aprovado pela Câmara ainda não chegou ao Senado. A expectativa é que seja entregue até o final da semana.

A principal preocupação do governo é com a manutenção pelo Senado da medida que legaliza todas as atividades agrícolas em APPs (Áreas de Preservação Permanente), como várzeas e topos de morros, mantidas até julho de 2008.

Esse ponto foi aprovado a partir de uma emenda apresentada pelo PMDB, com aval de alguns líderes governistas e da oposição, impondo a primeira derrota do governo Dilma Rousseff na Câmara.

O senador Lindberg Farias (PT-RJ) disse que essa anistia não é aceitável. O petista afirmou ainda que outro problema grave do texto é uma redação que abriria brecha para futuros desmatamentos. "Parece que foi inserido por um advogado."

Ele afirmou que a discussão do texto no Senado será diferente porque a presidente assumiu as negociações em torno da proposta. "Ela [presidente] falou nos verdes produtivos, conciliar potência agrícola com potência ambiental. O agronegócio está dando um tiro no pé. A manutenção do texto da Câmara vai trazer uma repercussão internacional e barreiras para produtos agrícolas no país."

Com informações da Folha

operação sicarius

Operação desmantela quadrilha de contrabandistas que tinha participação de servidores públicos

Organização criminosa atuava em MS e outros seis estados, especialmente com o contrabando de cigarros e agrotóxicos na fronteira entre Brasil e Paraguai

09/06/2026 15h32

Operação teve objetivo de desarticular uma organização criminosa transnacional

Operação teve objetivo de desarticular uma organização criminosa transnacional Foto: Divulgação / Polícia Federal

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Uma organização criminosa transnacional especializada em contrabando de cigarros, importação ilegal de agrotóxicos, falsificação de documentos e de placas veiculares, lavagem de dinheiro e corrupção de servidores, que agia em Mato Grosso do Sul e outros seis estados, foi alvo das Operações Sicarius I e Sicarius II, deflagrada nesta terça-feira (9) pela Polícia Federal e Receita Federal.

Não foram divulgados os nomes e cargos dos servidores públicos que faziam parte da quadrilha, nem qual a atuação deles no esquema criminoso.

No total, foram cumpridos 44 mandados de prisão preventiva, 14 de prisão temporária, 62 de busca e apreensão, 45 de sequestro e bloqueio de contas bancárias, cinco ordens judiciais de cancelamento de CPFs, sete ordens judiciais de cancelamento de CNPJs e 67 ordens judiciais para instauração de procedimentos administrativos.

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal da Justiça Federal de Guaíra (PR).

Em Mato Grosso do Sul, os mandados foram cumpridos em Nova Andradina, Maracaju, Mundo Novo e Eldorado.

Esquema criminoso

De acordo com a Receita Federal, as investigações que culminaram nas operações tiveram início a partir da constatação do envolvimento da organização criminosa em diversos delitos que resultaram em prisões em flagrante, principalmente enquanto transportavam cigarros contrabandeados do Paraguai.

A partir de análises, foram identificadas infrações penais que poderiam ser enquadradas como antecedentes do crime de lavagem de dinheiro.

Segundo a Polícia Federal, a quadrilha atuava principalmente na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, com o contrabando de cigarros provenientes do país vizinho e a posterior ocultação ou dissimulação dos recursos obtidos com a atividade ilegal.

O grupo criminisos tinha uma estrutura com divisão de funções e com atuação em diversos estados, mediante empresas de fachada, laranjas e mecanismos de ocultação patrimonial para dissimular a origem ilícita dos recursos obtidos com as atividades criminosas.

Os investigados ocultavam os bens adquiridos em transações utilizando laranjas e empresas de fachada, sendo que as movimentações financeiras seriam realizadas por meio de um doleiro.

O doleiro, que não teve a identidade divulgada, teria movimentado mais de R$ 375 milhões entre 2019 e 2024, sendo mais de R$ 114 milhões movimentado apenas em suas contas bancárias pessoais,

Ele é apontado como figura central nas operações de lavagem de dinheiro da organização criminosa em ainda segundo as investigações, o doleiro controlava contas em nome de laranjas e de empresas de fachada.

Operação

Além de Mato Grosso do Sul, a operação cumpriu mandados nos estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Pará, nos seguintes municípios:

  • Guaíra (PR)
  • Mandirituba (PR)
  • Piraquara (PR)
  • Fazenda Rio Grande (PR)
  • Cascavel (PR)
  • Ubiratã (PR)
  • Londrina (PR)
  • Maringá (PR)
  • Cianorte (PR)
  • Umuarama (PR)
  • Praia Grande (SP)
  • Canelinha (SC)
  • Imaruí (SC)
  • Não-Me-Toque (RS)
  • Jandaia (GO)
  • Belém (PA).

A justiça também determinou a realização de procedimentos fiscais em empresas que receberam aportes financeiros provenientes do doleiro investigado e o cancelamento de CPF e CNPJ de pessoas físicas e jurídicas envolvidos nos esquemas fraudulentos.

Participam da ação 220 policiais federais, sete auditores-fiscais e dois analistas-tributários da Receita Federal.

Também foram autorizadas medidas voltadas à cooperação jurídica internacional, destinadas ao aprofundamento das investigações e à identificação de ativos, de pessoas e de estruturas criminosas eventualmente localizadas no exterior.

Rodovias

Operação policial no feriadão apreende quase 10 toneladas de drogas em MS

Foram apreendidos maconha, haxixe, skunk e cigarros contrabandeados, estimando um prejuízo de quase R$ 26 milhões

09/06/2026 15h00

O prejuízo ao crime estimado pelos batalhões é de R$ 25,9 milhões

O prejuízo ao crime estimado pelos batalhões é de R$ 25,9 milhões Divulgação Sejusp/MS

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A Operação Corpus Christi envolvendo o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), que atuou no enfrentamento aos crimes nas áreas de fronteira em Mato Grosso do Sul apreendeu quase 10 toneladas de drogas em 7 dias de operação. 

Do dia 1º ao dia 7 de junho, o DOF retirou de circulação 9,1 toneladas de maconha, 129,2 quilos de skunk, 57,5 quilos de haxixe dry e 19,7 quilos de haxixe marroquino, além de 25 mil pacotes de cigarros contrabandeados. 

O prejuízo estimado ao tráfico chega a quase R$ 26 milhões, totalizando R$ 25,99 milhões. 

A operação resultou na prisão de seis pessoas, além do cumprimento do mandado de prisão, na recuperação ou identificação de adulteração em cinco veículos e na apreensão de mais 15 automóveis utilizados em atividades criminosas. 

Durante o feriadão, entre 4 a 7 de junho, o Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) empregou 150 policiais e 48 viaturas, abordando 3.464 pessoas e fiscalizando 2.485 veículos e 235 motocicletas nas rodovias estaduais. 

As ações do Batalhão resultaram em cinco prisões em flagrante, dois Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO), seis pessoas conduzidas à Delegacia de Polícia e no cumprimento de um mandado judicial. 

No trânsito, foram aplicadas 502 multas de infração, sete veículos foram apreendidos e um veículo com registro de furto ou roubo foi recuperado.

Além disso, o BPMRv atendeu 11 sinistros de trânsito nas rodovias estaduais, com registro de uma vítima fatal, 11 pessoas feridas e oito ilesas. Foram registradas três ocorrências envolvendo motoristas embriagados e dois condutores foram presos.  

Ainda foram apreendidos 1.750 pacotes de cigarros, perfumes, eletrônicos, celulares, malas, relógios inteligentes e tablets, de origem estrangeira.

"Os resultados demonstram a atuação integrada das forças de segurança pública de Mato Grosso do Sul durante o feriado prolongado, aliando ações preventivas voltadas à preservação da vida nas rodovias estaduais ao enfrentamento qualificado dos crimes transfronteiriços e ao combate às organizações criminosas", afirmou o Governo do Estado. 

Rodovias federais

O feriadão foi violento nas rodovias federais e estaduais de Mato Grosso do Sul, com seis mortes em acidentes. É o maior número de vítimas nos últimos dois anos, comparando com o mesmo período.

Conforme balanço da Polícia Rodoviária Federal, durante a Operação Corpus Christi, deflagrada dos dias 3 a 7 de junho, apenas nas rodovias federais foram registrados 22 acidentes de trânsito, sendo que seis foram considerados graves. Nestes sinistros, 22 pessoas ficaram feridas e cinco pessoas morreram. 

Com relação ao número de acidentes, o número registrado foi menor que o do ano passado, quando a PRF registrou 24 acidentes, sendo seis graves, com 24 pessoas feridas. 

Já com relação às mortes, em 2026 morreram mais vítimas, já que em 2025 foi registrado apenas um óbito por acidente nas rodovias federais. Em 2024, foram três mortes e, em 2023, seis óbitos, mesmo número registrado neste ano.

Nas fiscalizações, a PRF flagrou 96 condutores e/ou passageiros sem o cinto de segurança. 21 crianças estavam sendo transportadas fora do dispositivo de segurança. 378 ultrapassagens indevidas foram notificadas. No total, 2.009 autuações foram registradas.

Nos comandos de alcoolemia, os policiais rodoviários federais realizaram 3.470 testes de alcoolemia. 77 condutores foram flagrados dirigindo após consumir álcool. Três pessoas foram presas por alcoolemia durante a operação.

Durante as ações de combate ao crime, foram apreendidas 4,1 toneladas de maconha, 135 Kg  de cocaína e seis veículos foram recuperados. 

Durante as fiscalizações, a PRF também flagrou 1.314 casos de excesso de velocidade, 104 ocorrências de não utilização do cinto de segurança e de transporte irregular de crianças sem o dispositivo de retenção adequado, além de 151 ultrapassagens proibidas, resultando em 1.539 autuações.

Com relação às fiscalizações de motoristas embriagados ao volantes, os policiais autuaram 25 condutores por dirigir sob influência do álcool. Destes, sete foram presos. No total, foram realizados 4.148 testes de etilômetro (bafômetro). 

 

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