Política

CANDIDATURA

Marina descarta presidência do PV

Marina descarta presidência do PV

FOLHA ONLINE

26/04/2011 - 09h12
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Em meio às articulações para mudar o atual comando do PV, a ex-senadora Marina Silva descartou nesta segunda-feira disputar a presidência da sigla.

Apesar de liderar o movimento que tenta retirar José Luiz Penna da presidência do PV, Marina disse que não será candidata.

"Não pretendo. Desde sempre, falei que eu não estava disputando cargo. Se não, a gente faz o reducionismo no candidato a presidente. O que queremos é pensar o partido como um todo, em rede", afirmou.

Ao afirmar que não existe o "grupo da Marina" dentro do PV, a ex-presidenciável disse que seria desrespeito com outros nomes da legenda falar em sua liderança na sigla.

"O [Fernando] Gabeira, o [Alfredo] Sirkis, essas pessoas têm idéias próprias, provocaram esse movimento antes da minha filiação."

A ex-senadora vem percorrendo o país em reuniões para defender a reestruturação do PV, com mudanças que incluem a eleição interna na sigla para a escolha o seu comando.

No modelo atual, a coordenação nacional elege o grupo que preside as ações do PV. Marina luta contra a reeleição de Penna, mas nega que o movimento tenha como foco retirá-lo do cargo.

"O expediente da reeleição não seria mais, e isso não é só para o Penna, mas para todos os diretórios que estão aí."

Marina se reuniu nesta segunda-feira com dirigentes e militantes do PV em Brasília para defender o movimento de reestruturação do partido.

Cercada de aliados, disse que os 20 milhões de votos recebidos na campanha presidencial de 2010 não são um legado pessoal, mas do PV.

"O legado não pode ser apropriado por uma pessoa, por um grupo, mas por todos. Espero fazer esse debate de forma aberta, fraterna. Não somos os donos da verdade. O Gabeira e o Sirkis estão nesse movimento e nós estamos com eles. Cada Estado está aprofundando a sua nova forma de fazer política."

Em contrapartida ao movimento de Marina, aliados do presidente do PV iniciaram ofensiva para tentar sufocar o grupo da ex-presidenciável na disputa pelo comando do partido. Apesar do racha, a ex-senadora disse acreditar numa saída conciliatória para o PV.

"A gente não pode achar que tem cisão de medula e espinha. O que está sendo discutido agora é que espero que essas pessoas que dizem que são favoráveis [à reestruturação] traduzam isso na prática. E que a gente possa estruturar o partido em rede, com a contribuição dos diversos segmentos da sociedade."

Recado

Trump: única razão pela qual iranianos estão vivos hoje é para negociar

Declarações ocorrem em meio a um cessar-fogo ainda frágil e a esforços diplomáticos para avançar em negociações entre Washington e Teerã

10/04/2026 22h00

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Foto: Divulgação

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o Irã nesta sexta-feira, 10, véspera do início de negociações bilaterais, afirmando que o país "não tem cartas na manga", além de realizar uma "extorsão de curto prazo do mundo" por meio do controle de vias marítimas internacionais, em referência ao Estreito de Ormuz. Em publicação na Truth Social, Trump disse ainda que "a única razão de estarem vivos hoje é para negociar".

As declarações ocorrem em meio a um cessar-fogo ainda frágil e a esforços diplomáticos para avançar em negociações entre Washington e Teerã.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, viajou ao Paquistão para reuniões com autoridades iranianas, enquanto persistem tensões no Oriente Médio e dúvidas sobre a manutenção da trégua.

Trump também voltou a criticar a atuação iraniana no fluxo de petróleo pela região, acusando Teerã de permitir apenas parcialmente a passagem de navios por Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia. O bloqueio tem pressionado os preços do petróleo e aumentado a volatilidade nos mercados.

Na mesma publicação, o presidente americano afirmou que os iranianos "são melhores em lidar com a mídia de fake news e relações públicas do que em lutar", reforçando o tom crítico em relação ao país.

As negociações enfrentam obstáculos adicionais, incluindo ataques contínuos de Israel contra o Líbano e exigências de Teerã para avanços concretos antes do início do diálogo.

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"Farto"

Primeiro-ministro do Reino Unido diz estar 'farto' de Trump e de Putin

Comentário foi uma demonstração de frustração por parte do líder

10/04/2026 21h00

Comentário foi uma demonstração de frustração por parte do primeiro-ministro, que raramente critica Trump

Comentário foi uma demonstração de frustração por parte do primeiro-ministro, que raramente critica Trump Foto: Divulgação

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O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, criticou Donald Trump, dizendo estar "farto" do presidente dos Estados Unidos - e também do presidente russo, Vladimir Putin, por terem provocado o aumento do preço da energia.

"Estou farto do fato de famílias em todo o país verem suas contas de energia subirem e descerem, as contas de energia das empresas subirem e descerem, por causa das ações de Putin ou Trump em todo o mundo", disse ele em entrevista na quinta-feira à agência de notícias ITN.

O comentário foi uma demonstração de frustração por parte do primeiro-ministro, que raramente critica Trump nominalmente em público.

O preço do petróleo está subindo ligeiramente, à medida que os investidores permanecem cautelosos quanto à durabilidade do cessar-fogo entre os EUA e o Irã.

Mas esses preços amplamente citados referem-se a contratos futuros, com entrega prevista para junho. Para os compradores que precisam de petróleo imediatamente, os preços no mercado à vista são muito mais altos, rondando recentemente os 145 dólares por barril. Isso reflete a crise de oferta decorrente das interrupções na navegação no Estreito de Ormuz, que não diminuíram desde o cessar-fogo.

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