Política

CASA SANASA

Marcha pela liberdade vira protesto político

Marcha pela liberdade vira protesto político

PORTAL RAC, CAMPINAS

28/05/2011 - 17h41
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Cerca de 300 manifestantes se reuniram na tarde deste sábado, 28, no Largo do Rosário, no Centro, para reivindicar a liberdade de expressão após a proibição da Marcha da Maconha. A marcha que seria realizada hoje no mesmo local foi proibida por uma determinação judicial na última quarta-feira e passou a ser chamada de Marcha pela Liberdade de Expressão. Porém, ao contrário do propósito inicial que discutiria o descriminalização da erva, a praça foi tomada por protesto políticos.

Nas redes sociais também foram convocados manifestantes para a participação da 'Marcha dos Com Vergonha', em protesto contra os escândalos envolvendo a cúpula de Prefeitura de Campinas e da Sanasa. Os manifestantes levaram às ruas faixas e cartazes pedindo Justiça e contra a corrupção e fraudes na administração municipal.

Renata Rosica reuniu cerca de 20 pessoas para gritar a 'Marcha dos com vergonha' , cujo objetivo era cobrar explicações da Câmara Municipal e dos partidos políticos quanto aos casos de corrupção deflagrados na última semana. 'É um alerta para população, que vota e depois esquece de sua participação no governo' , afirmou. 

Os manifestantes percorreram as vias Francisco Glicério, Conceição e na Avenida Anchieta sentaram e pararam o trânsito. Os protestantes ainda caminharam em direção ao Centro de Convivência Cultural onde encerraram a manifestação.

A Polícia Militar (PM) acompanhou o protesto com 150 homens e cada praça tinha duas viaturas fixas. 'Não é nossa intensão quebrar as janelas dos bancos e provocar tumulto. Queremos um debate aberto sobre a política e a violência. Não estamos aqui para defender o uso da maconha, mas para discutir a regulamentação' , disse o estudante de história Sebastian Silva, 20 anos. Até o fechamento desta edição, não houve confronto entre as partes envolvidas, muito pelo contrário, manteve-se um clima bastante amistoso. 

Já Carlos Alberto Cruz Neto, conhecido na internet como Doutor Clandestino, foi mais ousado no seu discurso. Para ele, deve ser implantado o sistema de 'democracia direta digital' , que eliminaria o poder legislativo. As leis seria, portanto, elaborada pela população. Ainda mais polêmico, compara o uso da maconha com a homossexualidade. 'É uma tendência natural, não pode haver proibição. Essa moralidade política foi desencadeada pela Lei Seca, nos Estados Unidos' , disse. 

 

ELEIÇÕES 2026

Em MS, Lula vence em cidades com forte presença indígena

O petista obteve maioria dos votos em Miranda, Japorã, Paranhos, Taquarussu, Tacuru, Dois Irmãos do Buriti, Selvíria, Vicentina, Itaquiraí e Corumbá

26/10/2026 09h30

Cidades de MS com forte presença da população indígena escolheram Lula ao invés de Flávio Bolsonaro

Cidades de MS com forte presença da população indígena escolheram Lula ao invés de Flávio Bolsonaro Valdenir Rezende / Arquivo Correio do Estado

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Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente do Brasil, na noite deste domingo (25), com 64.256.232 votos(51,79%), sendo 628.973 em Mato Grosso do Sul. Lula terminou vitorioso em 10 cidades sul-mato-grossenses, com algumas delas tendo forte presença da população indígena. Miranda, Japorã, Paranhos, Taquarussu, Tacuru, Dois Irmãos do Buriti, Selvíria, Vicentina, Itaquiraí e Corumbá.

No primeiro turno, Lula ganhou em Miranda, Dois Irmãos do Buriti, Vincentina, Paranhos, Sete Quedas e Japorã. Em Corumbá, quinto maior colegiado do Estado, o presidente conseguiu uma virada, terminando com 25.229 votos (50,73%), contra 24.501 (49,27%) de Flávio Bolsonaro (PL).

Em Miranda, onde residem cerca de 9 mil indígenas, Lula venceu com 8.590 votos (58,71%) contra 6.041 votos (41,29%) de Flávio Bolsonaro. Dos 20.067 eleitores aptos a votar no município, 5.199 não compareceram no 2º turno, o que corresponde a uma abstenção de 25,91%. 

Em Japorã, onde cerca de 58% da população é composta de povos indígenas, o maior percentual do Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Lula conseguiu 3.632 votos (70,98%) contra 1.485 votos (29,02%) de Flávio. 

Neste 2º turno, Paranhos, que abriga seis principais comunidades e aldeias indígenas dos povos Guarani Kaiowá e Guarani Ñandeva, Lula obteve vitória com 4.088 votos, o que representa 61,09% do total. Flávio Bolsonaro teve 2.604 votos (38,91%). 

Em Dois Irmãos do Buriti (MS), Lula terminou com 3.886 votos (60,30%). Flávio Bolsonaro (PL) teve 2.558 votos (39,70%). Dos 8.599 eleitores do município, 2.056 não compareceram no 2º turno, o que corresponde a uma abstenção de 23,91%.

Em Taquarussu, foram 1.522 votos (51,06%) para Lula e 1.459 votos para Flávio Bolsonaro. Em Vicentina, município próximo a Dourados, que tem a maior população indígena do Estado, o petista teve 2.554 votos (52,70%) e o seu adversário teve teve 2.292 votos (47,30%). 

Itaquiraí, que possui um longo histórico de atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Lula obteve 5.507 votos (51,15%) e Flávio Bolsonaro, 5.259 votos (48,85%). 

Lula teve 3.189 votos em Tacuru e Flávio Bolsonaro teve 1.939 votos. Dos 7.003 eleitores aptos a votar em Tacuru, 1.769 não compareceram no 2º turno, o que corresponde a uma abstenção de 25,26%.

Em Selvíria, foram 2.625 votos para Lula e 2.450 votos para Flávio Bolsonaro. Dos 7.236 eleitores aptos a votar em Selvíria, 2.006 não compareceram no 2º turno, o que corresponde a uma abstenção de 27,72%.

Abstenção caiu

 

A abstenção no 2º turno das eleições caiu de 21,08% para 19,20% em relação ao 1° turno. Esse número representa que cerca de 30 milhões de eleitores não apareceram para votar. No dia 4 de outubro, foram 33 milhões de ausentes, quando foi registrado o recorde de abstenção desde 1998.

Porém, desta vez, com dois pontos percentuais a menos que no turno anterior, a abstenção teve o menor índice desde 2006.

Os primeiros resultados chegaram do exterior. Em 11 dos 134 países onde há brasileiros aptos a votar, foram às urnas mais de nove mil eleitores que não votaram na primeira etapa da eleição.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, destacou a participação de mais de 128 milhões de eleitores neste segundo turno em todo o Brasil. 

O número de votos válidos também foi maior, porque houve uma redução no votos brancos e nulos, que caíram, em média, dois milhões no segundo turno das eleições. 

ELEIÇÕES 2026

Após eleição, 175 escolas amanhecem sem aula em Campo Grande

Suspensão das aulas ocorre devido a utilização do espaço escolar para preparação das eleições gerais de 2026

26/10/2026 08h10

Escola Municipal Professora Hilda de Souza Ferreira fechada

Escola Municipal Professora Hilda de Souza Ferreira fechada MARCELO VICTOR

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Escolas municipais e estaduais amanheceram fechadas e sem aula, na manhã desta segunda-feira (26), em Campo Grande.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação (Semed), 71 unidades da Rede Estadual e 104 da Rede Municipal (Escolas Municipais de Educação Infantil e Centros de Educação Infantil) estão sem aulas no período matutino e também ficaram sem aula na tarde de sexta-feira (23).

As aulas foram suspensas por conta da utilização do espaço escolar para preparação das eleições gerais de 2026 (instalação e desinstalação das urnas eletrônicas, limpeza e organização do mobiliário).

Os servidores não são liberados, assim como os alunos. Inclusive, eles trabalharam na preparação do ambiente escolar, além de abrirem escolas e acompanharem as atividades ao longo deste domingo (26).

Alunos, professores e servidores retornam às aulas e ao trabalho normalmente a partir desta tarde.

A suspensão provoca mudanças na rotina dos estudantes e familiares. Confira quais são as escolas que tiveram as aulas suspensas na sexta-feira (23) e segunda-feira:

Escola Municipal Professora Hilda de Souza Ferreira fechada
Escola Municipal Professora Hilda de Souza Ferreira fechada
Escola Municipal Professora Hilda de Souza Ferreira fechada
Escola Municipal Professora Hilda de Souza Ferreira fechada
Escola Municipal Professora Hilda de Souza Ferreira fechada
Escola Municipal Professora Hilda de Souza Ferreira fechada
Escola Municipal Professora Hilda de Souza Ferreira fechada

SEGUNDO TURNO

No segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado em 25 de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL) e foi reeleito presidente do Brasil.

Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula recebeu 64.256.232 votos, correspondentes a 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 59.826.041 votos, equivalentes a 48,21%.

A diferença foi de 4.430.191 votos, resultado que oficializou a derrota de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial e garantiu a Lula o quarto mandato à frente do governo federal.

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