Cidades

MANIFESTAÇÃO

Marcha pela descriminalização da maconha reúne mais de 3.000

Marcha pela descriminalização da maconha reúne mais de 3.000

FOLHAPRESS

10/05/2014 - 18h45
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A Marcha da Maconha, realizada hoje na orla de Ipanema, zona sul do Rio, reuniu 3.500 pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar.

Ativistas pela legalização da droga e também mães que defendem o uso da erva para fins medicinais iniciaram a marcha que começou às 16h20, considerada a hora mundial da maconha.

Os ativistas defendem a legalização como forma de reduzir o poder do tráfico e também para que haja uma política de redução de danos para o usuário.

Os ativistas dizem ainda que a política de repressão ao tráfico no varejo serve mais para vitimar a população negra e pobre das periferias onde a droga é distribuída.

A despeito da simpatia de parte da sociedade em relação à liberação da maconha e também do movimento mundial nessa direção, com o exemplo de Uruguai, que estatizou o plantio e a distribuição, e dos Estados Unidos, onde 20 estados permitem o uso medicinal e pelo menos dois para o uso recreativo, os ativistas não creem na legalização no curto prazo da droga no Brasil.

"Enquanto houver a pressão da bancada fundamentalista religiosa no Congresso nacional, não vai haver nenhum movimento nesse sentido no país", disse o vereador Renato Cinco (PSOL).

"Eu não vejo nenhum contra em relação à legalização. Apenas prós. Em Portugal e na Holanda houve redução dos usuários por conta de as pessoas passarem a se sentir mais à vontade para buscar ajuda."

A comerciante Júlia Merquior, 48, trouxe sua filha, Eliana, 7, que sofre de epilepsia. Ela pretende entrar na Justiça do Rio para pedir a importação do óleo de cannabis, recomendado para o uso medicinal.

"Eu acho que se é para ajudar a milha filha a ter uma vida melhor, por que não tentar?", disse ela.

Ela disse não ver nos governos em geral qualquer disposição de abrir um diálogo nesse sentido. "As informações que eu tenho são as que pego na internet e com as outras mães."
Merquior se disse favorável ainda à liberação para o uso além do medicinal, "como quase todas as substâncias legalizadas e que fazem mal".

O deputado estadual Carlos Minc (PT) afirmou que já participou da marcha como ministro do Meio Ambiente, como secretário e deputado.

Ele lembrou que está para avaliação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, uma lei que prevê a descriminalização do usuário da droga no país.

"Hoje o uso está despenalizado, ou seja, não dá cadeia, mas o que vemos é que a Polícia Militar pega quatro jovens fumando e imputa associação para o tráfico, já que a lei não estipula uma quantidade específica. Aí, se forem garotos brancos e de classe média, eles são liberados. O pobre e preto da periferia vai para a cadeia", disse o deputado.

A marcha virou também um grande local para o consumo da droga em Ipanema, bairro conhecido por ter trechos de suas areias frequentados por usuários. Várias pessoas enrolavam cigarros e consumiam a droga durante a marcha.

Diferentemente da edição ocorrida em 2012, quando a PM reprimiu a manifestação com bombas e spray de pimenta após um tumulto, a polícia e a Guarda Municipal apenas acompanham de longe a marcha.

Até o fim da tarde de hoje, nenhum tumulto havia sido registrado.

Conhecido como advogado da Marcha da Maconha, André Barros, questiona principalmente a política de repressão à distribuição no varejo da droga.

"A guerra às drogas é uma farsa no Brasil. São negros e pobres que convivem com a polícia, formada também por negros e pobres, que sofrem com essa guerra. Sabemos que a droga consumida no Brasil vem prensada de maneira industrial do Paraguai. São toneladas que geram milhões, mas você não vê grandes barões da droga sendo presos, apenas tiro diariamente nas favelas", afirmou.

O cinegrafista Marcus Vinícius Freitas, 40, se disse usuário há 20 anos e carregava um cartaz com a pergunta: "Posso plantar?".

Ele diz que a maconha prensada que vem do Paraguai é de baixa qualidade, o que a torna inclusive potencialmente mais perigosa por não se saber que tipos de químicas são usadas no processo industrial.

"A gente tem direito de plantar para o próprio consumo. O discurso de que o usuário alimenta o tráfico é burro. Eu quero usar. Compro onde?".

Imunização

Mais quatro municípios de MS vão receber vacina contra chikungunya

Doses destinadas a Dourados serão realocadas para os outros municípios, que estão com incidência alta de casos prováveis da doença

06/05/2026 12h00

Vacinação contra chikungunya busca conter surto da doença em mais cidades do Estado

Vacinação contra chikungunya busca conter surto da doença em mais cidades do Estado FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) ampliou a cobertura de vacinação contra a chikungunya  para mais quatro municípios de Mato Grosso do Sul: Amambai, Batayporã, Douradina e Sete Quedas. 

A expectativa é que as doses já seja distribuídas ainda esta semana, dando início à nova etapa de imunização no Estado. 

No entanto, não serão enviadas doses a mais para os novos municípios. As doses serão remanejadas das 45 mil destinadas inicialmente ao município de Dourados. 

Está prevista a disponibilização de 14.400 doses para os municípios incluídos na estratégia, sendo feita de maneira proporcional à população de cada município. 

Para a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, a estratégia busca ampliar a proteção à mais locais de Mato Grosso do Sul. 

“Estamos atuando de forma estratégica para garantir que todas as doses disponíveis sejam utilizadas dentro do prazo adequado, ampliando o acesso à vacinação em municípios definidos pelo Ministério da Saúde. Essa medida fortalece a resposta do Estado frente às arboviroses e contribui para a proteção da população”, destacou.

De acordo com o último boletim epidemiológico da SES, divulgado no dia 30 de abril, os quatro municípios incluídos na estratégia estão com incidência alta de casos prováveis da Chikungunya. Sete Quedas lidera a lista, com 442 casos para uma população de 10,9 mil habitantes, ou seja, uma incidência de mais de 4 mil casos a cada 100 mil habitantes. 

Em todo o Estado, são 8.894 casos prováveis da doença e 3.997 casos confirmados. Apenas em Dourados, epicentro de casos, até a última terça-feira (5), eram 2.418 casos confirmados e 3.141 casos suspeitos. 

Mato Grosso do Sul concentra 14 óbitos em decorrência da doença, sendo 9 em Dourados, 2 em Bonito, 1 em Jardim e 1 em Fátima do Sul. Duas mortes estão em investigação. 

Recuo em aldeias indígenas

De acordo com os números divulgados pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o avanço da Chikungunya em aldeias do município e no perímetro urbano, houve um recuo da doença nas aldeias Bororó e Jaguapiru. 

A redução pode ser observada na queda do número de notificações e atendimentos de pacientes com sintomas da doença.

Na segunda-feira (4), a Equipe 2 da Aldeia Bororó realizou 54 consultas clínicas e identificou quatro pacientes com sintomas da fase aguda da doença (entre 1 e 14 dias), seis na fase subaguda (15 a 90 dias) e nenhum caso na fase crônica (acima de 90 dias).

A Equipe 1 da mesma aldeia não precisou realizar remoções hospitalares nem busca ativa de novos casos.

Na Aldeia Jaguapiru, a Equipe 1 realizou 82 atendimentos, com três pacientes na fase aguda, oito na fase subaguda e um na fase crônica. Também não houve necessidade de encaminhamentos hospitalares, e foram coletadas três amostras para exames PCR.

Já a Equipe 2 contabilizou 29 consultas, sem registro de casos agudos, apenas cinco subagudos e um crônico, sem remoções.

No assentamento Nhuvera, localizado dentro da reserva, foram realizadas 29 consultas clínicas, sem identificação de casos na fase aguda. Três pacientes apresentaram sintomas da fase subaguda e não houve necessidade de encaminhamento hospitalar.

“Esse resultado é fruto das ações firmes definidas pelo COE, sobretudo os decretos de emergência e calamidade, que permitiram reforço na atenção à saúde, mutirões de limpeza, contratação de profissionais e implementação da vacina contra a Chikungunya na rede básica”, destacou o secretário municipal de saúde, Márcio Figueiredo.
 

IRREGULAR

MPE investiga irregularidade de horas extras em Secretaria de Assistência Social no interior

Denúncia anônima apontou favorecimento de servidores desde julho de 2025 para operar nos regimes de escala de sobreaviso

06/05/2026 11h48

Divulgação: MPMS

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O Ministério Público do Estado (MPE) divulgou por meio do Diário Oficial desta quarta-feira que investiga possíveis irregularidades no favorecimento de servidores públicos no cumprimento de carga-horária na Secretaria Municipal de Assitência Social de Bodoquena, a 265 quilômetros de Campo Grande.

Conforme o documento, três servidores lotados no órgão público estariam sendo beneficiados com a escala e funcionamento do sistema de sobreaviso e horas extras.

A denúnica anônima relatou que desde julho de 2025, os servidores estariam recebendo 100% de horas extras, com valores equivalentes a feriados e finais de semanas trabalhados de forma ininterrupta. Ainda informando que pelo tamanho da cidade não é necessário que três pessoas fiquem juntos à disposição para possíveis atendimentos.

No documento, foi indicado que a psicóloga Alinne da Silva Oliveira, bem como outros dois assistentes sociais Francielly Pereira dos Santos Espindola e Germânio Vieira dos Santos Silva cumpriram mais de 200 horas de sobreaviso na escala.

A investigação fornece documentos do mês de outubro, em que apenas os três servidores cumpriram carga horária extra, ou regime de escala. A psicóloga por exemplo, esteve 120 horas no período da escala de sobreaviso, mas realizou 5h27min de horas extras durante o mês.

Assim como ela, o outro assistente social também operou no mesmo regime, trabalhando nos quatro finais de semanas do mês, incluindo o feriados durante dois dias de final de semana (um sábado e um domingo), além de mais um feriado que ocorreu durante a semana.

No documento foram apresentados que ao final do mês ele operou no sistema de sobreaviso por 108h, mas cumpriu como hora extra 7h40min. Já a outra assistente social foi escalada de sobreaviso por 24h durante o mês, e cumpriu 6h24min.

O regime de pagamento para as horas extras acontece apenas se o funcionário for trabalhar, porém a denúncia aponta que com a escala apenas dos mesmos funcionários durante todo o mês impede que outros servidores também tenham a oportunidade de fazer hora extra. 

O MPE notificou a Secretária Municipal de Assistência Social do Município de Bodoquena, Karen Alves Barbosa Lopes, e busca apurar a possível irregularidade no cumprimento de carga horária de servidores.

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