Terça, 21 de Novembro de 2017

Manutenção da Selic deixa juros altos

3 SET 2010Por 20h:05
VERA HALFEN

A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), em manter a taxa básica de juros (Selic) inalterada (10,75%) era esperada pelo mercado, depois de elevar, por duas vezes seguidas, o índice referencial. Por consequência, as taxas de juros permanecerão em patamares elevados e os alimentos também não apontam tendência de queda. De acordo com o economista Sérgio Bastos, a linha de crédito para pessoa física e jurídica, vai continuar elevada nos próximos meses. Ele cita que esta medida era esperada pelo mercado, após duas altas nas reuniões anteriores.
As elevações anteriores da Selic refletiram a preocupação do Banco Central do Brasil com a aceleração da inflação, depois que alguns indicadores demonstraram elevação acima do esperado para itens como alimentação”. Com o arrefecimento da inflação e sem indicadores claros de efeitos negativos da economia de outros países sobre o Brasil, o Banco Central decidiu por não alterar a taxa de juros, com tendência a mantê-la como está, nos próximos meses.
Para o presidente da Fiems, Sérgio Longen, a manutenção da Selic, em 10,75% ao ano, não atende às expectativas do setor industrial de Mato Grosso do Sul. “A decisão do Copom frustrou a todos, pois os industriais do Estado esperavam uma redução dos juros como uma disposição do Governo Federal para incentivar a produção”, analisou. Ele espera que o Banco Central retome os cortes na taxa básica de juros já na próxima reunião, mantendo o ciclo de redução dos juros, pois a inflação e a atividade econômica perderam ritmo, abrindo espaço para a revisão do aperto monetário.

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