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Mantega diz que governo vai vetar salário mínimo acima de R$ 540

Mantega diz que governo vai vetar salário mínimo acima de R$ 540

FOLHA ONLINE

04/01/2011 - 16h48
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O governo vai vetar qualquer reajuste que leve o salário mínimo para mais de R$ 540, disse o ministro Guido Mantega (Fazenda).

O valor, defendido pelo governo, não embute nenhum ganho real e apenas corrige o mínimo do ano passado pela inflação.

"Neste momento, é temerário nós aumentarmos [o mínimo] para mais de R$ 540. Se vier alguma coisa diferente, nós vamos simplesmente vetar", disse o ministro, citando a necessidade de conter os gastos públicos para, entre outras coisas, facilitar uma queda maior nos juros e evitar uma maior valorização do real.

"É o cumprimento de uma política de aumento salarial que foi acertada com os trabalhadores. Ela deve ser posta em prática, se não vira uma brincadeira, uma hora a gente acerta uma coisa e, depois, não fica conveniente e muda", disse o ministro.

O mínimo de R$ 540 foi calculado com base numa política que considera, para os reajustes anuais, o crescimento da economia ocorrido dois anos antes do aumento ser concedido.

Como em 2009 a expansão da economia brasileira ficou perto do zero por causa da crise internacional, o ganho real do mínimo em 2011 também seria de zero.

Os R$ 540 estão em vigor desde o começo do ano por força de uma medida provisória editada pelo governo, mas para vigorar definitivamente ainda é necessária aprovação no Congresso.

Insatisfeito com a partilha de cargos no governo Dilma, o PMDB já fala em modificar o valor.

eleições 2026

PT oficializa Lula como candidato à reeleição para a Presidência

Geraldo Alckmin será novamente vice na chapa; Oficialização ocorreu na Convenção Nacional do PT, na Expo Center Norte, em São Paulo

02/08/2026 14h16

Convenção Nacional do PT oficializa candidatura de Lula e Alckmin à reeleição

Convenção Nacional do PT oficializa candidatura de Lula e Alckmin à reeleição Foto: Ricardo Stuckert

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O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, disse na manhã deste domingo, 2, que a sigla homologou a candidatura da chapa do presidente Lula e do vice-presidente, Geraldo Alckmin, à reeleição para o Executivo. A declaração foi dada durante a Convenção Nacional do PT, na Expo Center Norte, em São Paulo.

Edinho destacou que os coordenadores de campanha, partidos da coligação e movimentos sociais se reuniram ontem para debater os rumos da campanha que mira a reeleição de Lula. "Vamos fazer a disputa nos territórios. Vamos identificar, em cada cidade e em cada estado do Brasil, aquilo que o governo do presidente Lula fez para mudar a vida do povo brasileiro", salientou.

 

No evento, Lula repetiu o discurso de defesa da soberania e disse que não vai deixar nem a China nem os Estados Unidos interferirem em temas como a exploração de terras raras. "Tem muita gente metendo o dedo no nosso nariz", disse, acrescentando: "Essas terras raras, nem chinês, nem americano, nem francês, vão meter o dedo nas nossas terras raras", afirmou

O presidente prometeu mais investimentos na área da Defesa. Ele destacou o tamanho das fronteiras e das riquezas naturais brasileiras. "Eu quero estar preparado para ninguém invadir esse País para levar esse presidente, como eles invadiram (a Venezuela). Eu quero estar preparado para a paz, não para a guerra. Eu quero estar preparado para ninguém ousar se fazer de besta com a gente", discursou.

Ele também prometeu "brigar" com os parlamentares por causa de emendas parlamentares. O petista criticou uma "inversão" no Orçamento, em que deputados podem indicar bilhões enquanto o Poder Executivo tem que fazer cortes milionários em programas de saúde e educação. Ele prometeu até mesmo vetar uma indicação de emendas do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP).

"A minha quarta Presidência é pra mudar muita coisa nesse País. Vai ter briga com emenda parlamentar. Vai ter briga com o papel que tem hoje o Poder Legislativo", discursou a apoiadores reunidos na Zona Norte de São Paulo.

"Eu sou triste com a política de hoje. Esse negócio de fundo partidário não me agrada. Está levando os partidos à promiscuidade", afirmou. "Tem partido que recebe R$ 1 bilhão, sem prestar contas ao povo brasileiro. Muitas vezes no Poder Executivo temos que cortar R$ 10 milhões de uma escola, de um programa de saúde".

Lula criticou o que vê como uma perda de poder do Executivo. "Eu não posso permitir que o presidente da República vá perdendo os seus direitos. Vai perdendo o direito de criar agência, de indicar ministro da Suprema Corte... Ou seja, daqui a pouco, qual é o direto que tem o presidente da República? Nenhum!"

Apesar de prometer "briga" e "ousadia" nessas duas questões, no restante do discurso Lula prometeu diálogo e união. Ele destacou sua longa trajetória política, afirmando estar jogando a "sétima Copa" do Mundo e querendo ser "tetra". "Preparar a campanha é que nem preparar a Seleção. Tem que ser melhor que o Ancelotti. Nós temos time, nós temos futebol, temos o que entregar, temos argumento", brincou.

Ao longo da fala, Lula citou muitos aliados históricos, como Eduardo Campos, Miguel Arraes, Antônio Cândido, Henfil, Betinho e Paulo Freire. O petista buscou posicionar seu partido como representante da democracia.

"A essência do PT é um partido político que ensinou a esquerda a viver democraticamente na diversidade. A esquerda não conversava", afirmou. "Quando eu criei o Foro de S. Paulo em 1990, eu achei que a gente podia educar a esquerda da América Latina. Para tentar dizer para toda a esquerda que a melhor via não era da luta armada, era da organização do povo, da eleição direta. E assim ganhamos vários países da América Latina, pela democracia, sem matar e sem morrer ninguém".

Ele acrescentou que a ideia de criar o PT ajudou a construir o Brasil. "A gente conseguiu criar um partido em que é quase todo mundo sindicalista. Quase toda a esquerda revolucionária passou a trabalhar conosco, mesmo tendo divergências, cada um continuou com sua tese revolucionária, mas todos acatam as decisões que o partido toma, porque o partido é o guarda-chuva que unificou a esquerda", disse.

Novato

Renan Santos é oficializado em ato com ingresso de até R$ 7 mil e livro de propostas 'de luxo'

Ingressos mais básicos para o ato, que ocorreu no Komplexo Tempo, centro de convenções na Mooca, zona leste de São Paulo, foram vendidos a R$ 94

01/08/2026 19h00

Foto: Divulgação

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O Partido Missão lançou neste sábado, 1º, a candidatura de Renan Santos à Presidência, em evento marcado pela venda de suvenires como forma de arrecadação de recursos para a campanha dos candidatos da sigla.

Os ingressos mais básicos para o ato, que ocorreu no Komplexo Tempo, centro de convenções na Mooca, zona leste de São Paulo, foram vendidos a R$ 94, enquanto outras categorias saíram por até R$ 7 mil, incluindo, além da entrada no evento, acesso a um mezanino com visão privilegiada, "open bar" e um almoço com lideranças da legenda.

Os suvenires vendidos variaram de itens de moda a pelúcias de onça, mascote da legenda. Além disso, também foi anunciada uma edição "de luxo" do Livro Amarelo, obra que reúne o ideário do partido e serviu de base para o plano de governo de Renan Santos A versão mais cara do livro, como parte de um 'kit para patronos', foi a R$ 7 mil.

O deputado federal Kim Kataguiri foi o responsável por fazer o lançamento da "versão definitiva' do Livro Amarelo no palco, durante o evento. O parlamentar também anunciou a criação da fundação partidária do Missão, batizada de Instituto Livro Amarelo.

Os seis fascículos do Livro Amarelo foram convertidos em 14 capítulos, divididos em três tomos.

A edição mais básica do Livro Amarelo "definitivo" foi vendida a R$ 140. Os seis fascículos da versão anterior também estavam disponíveis por R$ 100 cada, ou R$ 500 se comprados em conjunto

Segundo a legenda, o valor arrecadado será usado para financiar o primeiro ano da fundação partidária. Estreante em eleições, o Missão vai dispor de R$ 3,3 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o Fundo Eleitoral. A parcela é menor que a recebida por seus concorrentes, que já contam com bancadas no Congresso, base de cálculo para a distribuição do fundo.

Lançamento de candidatos ao Legislativo e aos governos

O congresso também marcou lançamento de candidatos a cargos do Legislativo e aos governos estaduais.

Em São Paulo, são 72 candidatos à Assembleia Legislativa (Alesp) e 57 postulantes para a Câmara dos Deputados.

O partido ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL) tem a missão de superar a cláusula de barreira para seguir tendo acesso a recursos públicos, como Fundo Partidário, Fundo Eleitoral e tempo de rádio e TV. Para superá-la, é preciso eleger, ao menos, 13 deputados federais, ou obter um porcentual de 2,5% dos votos válidos no pleito para a Câmara, com um mínimo de 1,5% dos votos em ao menos nove unidades da federação.

Como mostrou o Estadão, desde que o dispositivo passou a valer, em 2017, apenas um partido estreante em eleição conseguiu superá-lo, enquanto outros três fracassaram.
 

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