Sábado, 25 de Novembro de 2017

Mais 173 proprietários de imóveis notificados

23 FEV 2010Por 03h:47
O l i xo acumulado nos imóveis da Capital representa 31% dos criadouros do mosquito da dengue, segundo dados do índice de infestação do Aedes aeg ypti (Liraa), divulgado pelo Ministério da Saúde. Na guerra contra a dengue, a Prefeitura de Campo Grande notificou proprietários de 173 imóveis por falta de manutenção e limpeza nesses locais e nas calçadas. Proprietários têm o prazo de 30 dias para comunicar à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) a limpeza do imóvel. As intimações foram publicadas na edição de ontem do Diário Oficial de Campo Grande e são baseadas nos artigos 18 e 98 da Lei 2.909/92, que determinam multa por “não-limpeza de propriedade urbana” e por “não-limpeza do passeio fronteiriço” (calçada), respectivamente. A multa para quem não resolver o problema vai de R$ 263,70 até R$ 5.274,00, dependendo da reincidência. O maior número de terrenos abandonados está localizado nos bairros São Conrado, Caiobá, Taveirópolis, Tarumã e Jardim Batistão. Segundo informou a assessoria de imprensa da prefeitura, todos os proprietários já receberam a notificação pelos Correios e agora devem informar à administração a limpeza, caso ela seja feita. Se isso não acontecer, eles serão multados. A prefeitura esclarece que a obrigação de manter limpos os terrenos, prédios e calçadas é do proprietário. A administração informou ainda que não faz a limpeza a pedido dos contribuintes, exceto em casos de mutirão. Essas ações acontecem quando alguma localidade apresenta situação crítica ou muitos focos do mosquito da dengue, o que é identificado pelos agentes de saúde. Perigo O acúmulo de lixo e entulho dentro nos imóveis pode aumentar o risco de focos de proliferação do mosquito Aedes aeg ypti, já que em alguns materiais acumulam-se água, tornando-se ambientes ideais para depósito das larvas. Quando o imóvel não é habitado, o risco aumenta, pois os agentes de saúde encontram mais dificuldade para combater os focos. Segundo o Ministério da Saúde, além dos 31% dos focos do mosquito da dengue em que estão no lixo acumulado, outros 39,4% apresentam- se em depósitos domiciliares (vasos de planta, pratos, ralos, lajes, piscinas, entre outros) e 29,6% dos criadouros do mosquito estão ligados ao abastecimento de água (caixas d’água, tonéis, etc.).

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