Maioria dos brasileiros não sabe onde fica o Pantanal

EDUARDO MIRANDA 22/10/2013 10h00

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Foto: Correio do Estado / Arquivo
Pantanal é planície alagável, mas 37% acredita tratar-se de uma floresta fechada

Pesquisa inédita realizada pelo Ibope, sob encomenda da WWF-Brasil, realizada em todo o Brasil, revela que a grande maioria da população nacional sabe que o Pantanal existe, mas não sabe apontar exatamente, onde ele fica. Conforme o levantamento, 93% dos entrevistados já ouviu falar da paisagem natural brasileira, localizada nos Estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, contudo, duas em cada três pessoas ouvidas na pesquisa, não sabem apontar em qual região do Brasil o bioma está localizado. A mesma pesquisa também demonstra que somente metade da população brasileira sabe descrever a paisagem pantaneira, considerada pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Patrimônio Natural Mundial e reserva da biosfera.

A forma mais adequada de conservar o Pantanal, conforme verificado na pesquisa, é a união de esforços entre governos (federal, estaduais e municipais), empresas e a sociedade é a forma mais adequada de conservar o bioma, conforme opinião de 82% dos entrevistados. A pesquisa também mostrou que o brasileiro ainda confunde a vegetação pantaneira com a amazônica: 37% dos entrevistados descrevem o Pantanal como uma floresta fechada, enquanto o bioma, na verdade, é uma planície alagável, formada por rios, matas e lagoas. 

Para chegar a estas conclusões, o Ibope ouviu 2.002 pessoas em 26 estados brasileiros. A pesquisa foi uma iniciativa da organização não governamental WWF Brasil e do banco HSBC.
“Quando considerada a disposição de apoiar ações de conservação do Pantanal, mais de 80% da população é simpática à causa. Para os brasileiros, está claro que o esforço conjunto é a melhor alternativa para preservação do Pantanal”, afirma Glauco Kimura de Freitas, coordenador do Programa Água para a Vida da WWF-Brasil. Para desenvolver ações de recuperação e proteção nas nascentes da cabeceira do Pantanal, serão avaliadas no mínimo 30 nascentes, envolvendo 25 municípios da região e com o engajamento de 270 mil pessoas em campanhas de conscientização. 


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