Política

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Lula diz não querer cargo e avisa que Dilma vai ganhar

Lula diz não querer cargo e avisa que Dilma vai ganhar

otempo

28/04/2014 - 07h00
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Em entrevista à emissora portuguesa RTP, veiculada neste domingo, o ex-presidente Lula reafirmou que não vai concorrer a cargo eletivo em 2014. “Já cumpri com a minha tarefa no Brasil. Eu sonhava em ser presidente porque queria provar que eu tinha mais competência para governar que a elite brasileira, e provei. A Dilma é uma mulher de extrema competência. Ela vai ganhar as eleições”, disse.

Questionado sobre seu futuro, o ex-presidente respondeu que continuará fazendo política mesmo sem cargo. “Eu vou para rua fazer campanha para a Dilma. Eu não quero cargo político. Quero ser importante pela minha capacidade de trabalho. Não preciso de cargo”.

Além de trabalhar como cabo eleitoral da atual presidente, Lula disse que também quer atuar no exterior. “Tenho compromisso com a minha consciência de levar para a África e a América Latina as experiências bem sucedidas do meu governo.”

Em relação à política econômica de sua sucessora, Lula rebateu as críticas: “Qual país conseguiu manter a inflação na meta durante dez anos consecutivos, aumentando a renda dos trabalhadores e com pleno emprego?”, indagou.

Protestos

Na entrevista, Lula também foi questionado sobre a insatisfação popular com a Copa do Mundo, demonstrada nas manifestações. “Deixa o povo protestar. É um povo indo pra rua protestar e outro indo pro estádio ver o jogo”, respondeu. “Acho extraordinário que o povo queira mais. Escola padrão Fifa, saúde padrão Fifa, transporte padrão Fifa. Quanto mais reivindicam, mais eu tenho o que fazer.”

Na primeira avaliação direta do petista sobre a sentença que levou à prisão ex-dirigentes do PT, Lula disse que “não se trata de gente da minha confiança”, ao falar sobre os condenados. O ex-presidente negou a existência do mensalão. “O que eu acho é que não houve mensalão. Foi um massacre para destruir o PT e não conseguiram”.

Recado

Trump: única razão pela qual iranianos estão vivos hoje é para negociar

Declarações ocorrem em meio a um cessar-fogo ainda frágil e a esforços diplomáticos para avançar em negociações entre Washington e Teerã

10/04/2026 22h00

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Foto: Divulgação

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o Irã nesta sexta-feira, 10, véspera do início de negociações bilaterais, afirmando que o país "não tem cartas na manga", além de realizar uma "extorsão de curto prazo do mundo" por meio do controle de vias marítimas internacionais, em referência ao Estreito de Ormuz. Em publicação na Truth Social, Trump disse ainda que "a única razão de estarem vivos hoje é para negociar".

As declarações ocorrem em meio a um cessar-fogo ainda frágil e a esforços diplomáticos para avançar em negociações entre Washington e Teerã.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, viajou ao Paquistão para reuniões com autoridades iranianas, enquanto persistem tensões no Oriente Médio e dúvidas sobre a manutenção da trégua.

Trump também voltou a criticar a atuação iraniana no fluxo de petróleo pela região, acusando Teerã de permitir apenas parcialmente a passagem de navios por Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia. O bloqueio tem pressionado os preços do petróleo e aumentado a volatilidade nos mercados.

Na mesma publicação, o presidente americano afirmou que os iranianos "são melhores em lidar com a mídia de fake news e relações públicas do que em lutar", reforçando o tom crítico em relação ao país.

As negociações enfrentam obstáculos adicionais, incluindo ataques contínuos de Israel contra o Líbano e exigências de Teerã para avanços concretos antes do início do diálogo.

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"Farto"

Primeiro-ministro do Reino Unido diz estar 'farto' de Trump e de Putin

Comentário foi uma demonstração de frustração por parte do líder

10/04/2026 21h00

Comentário foi uma demonstração de frustração por parte do primeiro-ministro, que raramente critica Trump

Comentário foi uma demonstração de frustração por parte do primeiro-ministro, que raramente critica Trump Foto: Divulgação

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O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, criticou Donald Trump, dizendo estar "farto" do presidente dos Estados Unidos - e também do presidente russo, Vladimir Putin, por terem provocado o aumento do preço da energia.

"Estou farto do fato de famílias em todo o país verem suas contas de energia subirem e descerem, as contas de energia das empresas subirem e descerem, por causa das ações de Putin ou Trump em todo o mundo", disse ele em entrevista na quinta-feira à agência de notícias ITN.

O comentário foi uma demonstração de frustração por parte do primeiro-ministro, que raramente critica Trump nominalmente em público.

O preço do petróleo está subindo ligeiramente, à medida que os investidores permanecem cautelosos quanto à durabilidade do cessar-fogo entre os EUA e o Irã.

Mas esses preços amplamente citados referem-se a contratos futuros, com entrega prevista para junho. Para os compradores que precisam de petróleo imediatamente, os preços no mercado à vista são muito mais altos, rondando recentemente os 145 dólares por barril. Isso reflete a crise de oferta decorrente das interrupções na navegação no Estreito de Ormuz, que não diminuíram desde o cessar-fogo.

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