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Luan Santana e Bruno Gagliasso serão Leandro e Leonardo

Luan Santana e Bruno Gagliasso serão Leandro e Leonardo

ig

29/10/2011 - 01h00
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De acordo com o site IG, Luan Santana fará o papel de Leandro na cinebiografia “Não aprendi dizer Adeus”, baseado na trajetória da dupla sertaneja Leandro e Leonardo. Como já havia sido divulgado, no papel do irmão Leonardo estará Bruno Gagliasso, que estréia no cinema com essa produção.

No mesmo molde de “Dois Filhos de Francisco”, de 2005, que mostra a dureza por que Zezé Di Camargo e Luciano passaram até ficar famosos, o filme lembra a origem humilde dos cantores que nasceram no interior de Goiás e começaram a vida como plantadores de tomate. Já na infância os irmãos descobriram a música.

Leandro morreu aos 36 anos em decorrência de um câncer em 1998. Leonardo seguiu carreira solo, atingindo o mesmo sucesso da dupla.

A direção será de Mauro Mendonça Filho, que acaba de dirigir “O Astro”. Leonardo, que será um dos produtores, não vai participar do filme.
 

Marcante

Diretor e ator, Dennis Carvalho ajudou a dar forma à TV brasileira

O artista chegou a ficar 20 dias em coma em 2023

01/03/2026 20h00

Foto: Reprodução

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A lista de trabalhos de Dennis Carvalho se mistura à história da televisão brasileira. Dancin' Days, Pecado Capital, Vale Tudo, Roque Santeiro - como ator e, mais tarde, diretor, ele construiu uma trajetória ímpar, que se encerrou neste sábado, dia 28, quando o artista morreu em um hospital do Rio de Janeiro, após um longo período com problemas de saúde.

A família não autorizou a divulgação da causa da morte.

O artista chegou a ficar 20 dias em coma em 2023. À época, ele teve uma septicemia, um quadro de infecção generalizada. Ele também apresentou embolia pulmonar e teve que realizar uma cirurgia para a colocação de um marca-passo.

Dennis Carvalho iniciou sua carreira como ator: seu primeiro trabalho foi na primeira versão da novela Roque Santeiro, que acabou censurada pela ditadura militar (1964-1985) - ela ganharia uma versão definitiva em 1985, da qual também fez parte do elenco.

Carvalho trabalhou ainda nas novelas O Meu Pé de Laranja Lima, Ídolo de Pano, Pecado Capital, O Casarão, Brilhante e Brega & Chique, entre outras. A curiosidade sobre como fazer o trabalho artístico o levou a estrear como diretor em 1977, com Sem Lenço, Sem Documento.

Foi o início de uma longa carreira atrás das câmeras, que incluiu novelas como Eu Prometo, Corpo a Corpo, Roda de Fogo, Vale Tudo, Fera Ferida, Explode Coração, Celebridade e Paraíso Tropical, além de minisséries como Anos Rebeldes e Dalva e Herivelto - Uma Canção de Amor e dos seriados Malu Mulher, Amizade Colorida e A Justiceira. Também foi um dos diretores do programa semanal de grande êxito Sai de Baixo, que marcou época no humor na TV brasileira.

Carvalho enfrentou ainda problemas com a censura, como no seriado Malu Mulher, que trazia Regina Duarte como uma mulher que cuidava da própria vida e da filha sem a ajuda de um marido ou namorado. Tratava de questões polêmicas, como aborto, drogas, homossexualidade, problemas reais, que as pessoas não estavam acostumadas a ver retratados na televisão.

Com Malu Mulher, Carvalho firmou-se como diretor, revezando-se com Paulo Afonso Grisolli e Daniel Filho, que dirigiu os episódios iniciais da produção.

O artista participou da criação e também atuou na série. "Tinha uma cena forte, uma briga violenta entre a Regina Duarte, a protagonista Malu, e eu, o ex-marido. O episódio ganhou sete prêmios internacionais, nos deu muito orgulho", contou em uma entrevista.

Carvalho teve diversos parceiros na criação, mas seu mais fiel foi o autor Gilberto Braga (1945-2021), com quem dirigiu a maioria de seus trabalhos na televisão, inclusive sua penúltima novela, Babilônia, em 2015, que não conquistou o sucesso de público e crítica de outros de seus trabalhos.

Ele também exerceu durante anos a função de dublador, sendo a voz de Roger "Race" Bannon, de Jonny Quest, Capitão Kirk, em Jornada nas Estrelas, e Jerry, em O Túnel do Tempo. Era dele também a voz do cabo Rusty, o amigo inseparável do cachorro Rin-tin-tin, no seriado de mesmo nome.

"Minha voz começou a mudar e comecei a pegar papéis maiores. Aí me entusiasmei pela dublagem e também comecei a dirigir por uns dois anos trabalhos de dublagem. Havia atores como Lima Duarte e outros conhecidos na época realizando esse tipo de trabalho", lembrou ao programa Memória, da TV Globo.

Missão

"Ser diretor, além de ser uma profissão gratificante e com a qual eu sempre sonhei, significava a missão de contribuir com o próximo, com o meio em que trabalhamos, de lançar novos talentos, formar diretores e atores", explicou ele ao site da Globo.

Com o tempo, Carvalho desenvolveu artimanhas própria com os diversos elencos com os quais trabalhou.

No programa Lady Night, comandado por Tata Werneck, ele revelou, em 2019, curiosidades dos bastidores de gravação. Entre elas, o fato de gostar de pregar peças nos atores. "Faço cenas falsas a novela inteira, só de sacanagem com os elencos. Combino com um ator e o outro colega não sabe. Daí o ator regrava, falava absurdos e o outro não entendia nada. Tem uma fita na minha casa que não pode sair do cofre", divertiu-se.

Carvalho recordou também uma cena icônica da TV brasileira que dirigiu: o assassinato de Odete Roitman (Beatriz Segall) na novela Vale Tudo (1988). Ele teve que lidar com imprevistos nas gravações e mudou o assassino da vilã de última hora. "Na versão original, os autores tinham decidido que Marco Aurélio (Reginaldo Faria) seria o assassino de Odete. No entanto, eles tiveram que alterar o desfecho depois que o segredo foi revelado pela imprensa. À época, também havia um concurso promovido por uma marca de alimentos, que sortearia 5 milhões de cruzados entre os participantes que acertassem a identidade do assassino "

Foi então que decidiram que Leila, vivida pela atriz Cássia Kiss, seria a responsável pela morte. Ela matou a vilã por engano, acreditando que se tratava de Maria de Fátima (Glória Pires), que tinha um caso com Marco Aurélio. "Uma semana antes do final, o Gilberto Braga me perguntou: quem é que tem cara de louca no elenco? A Cássia (Kiss), claro, eu respondi. Então é ela que vai matar, ele me disse", contou Carvalho em entrevista ao jornal O Globo em 2024. "A gente só gravou no dia em que o capítulo foi ao ar, para que o desfecho não vazasse novamente. Gravamos por volta de uma da tarde, para ir ao ar às oito da noite."

No ano passado, um remake da novela, escrito por Manuela Dias, foi ao ar e mudou o destino de Odete. Interpretada por Débora Bloch, a vilã continuou viva depois de Marco Aurélio (Alexandre Nero) tentar matá-la. O último trabalho de Dennis Carvalho na televisão foi na novela Segundo Sol, de 2018. Escrita por João Emanuel Carneiro, a produção teve nomes estelares como Giovana Antonelli, Emílio Dantas, Deborah Secco e Adriana Esteves no elenco.

Iniciantes

Carvalho começou cedo na vida artística, aos 11 anos, quando fez um teste na antiga TV Paulista para participar da novela Oliver Twist. Quem ficou com o papel principal foi outro iniciante, Osmar Prado. E Carvalho ficou com o papel do amigo de Oliver Twist. "A novela era ao vivo, não havia VT. Era fascinante ver o empenho das pessoas, fazendo televisão com as mínimas condições possíveis. Foi uma experiência muito bacana, que me marcou", recordou o ator e diretor ao Memória, em depoimento gravado em 2008.

Em 1968, ele entrou na TV Tupi, na qual participou de vários teleteatros e principalmente da novela Antônio Maria, na qual contracenou com uma lenda da atuação brasileira, Sérgio Cardoso, e também com outros nomes importantes, como Aracy Balabanian, Tony Ramos e Paulo Figueiredo. Em Ídolos de Pano (1974), ainda na Tupi, interpretou o papel do vilão, contraponto para o mocinho Tony Ramos.

Em vez de apenas fazer maldades, sugeriu ao autor Teixeira Filho um passado, questões não resolvidas que justificassem o comportamento do personagem, que, a partir daí, cresceu e ganhou bastante importância na trama.

"Fui indicado ao prêmio de melhor ator pela Associação Paulista de Críticos de Televisão", lembrou. Após a novela, recebeu um convite de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, para se mudar para a Globo. O que pesou na balança foi a promessa de mais tarde poder atuar como direção. Em 1975, assinou com a emissora.

Também nos anos 1970, Dennis Carvalho pisou pela primeira vez no palco no musical Hair, em 1970. Por intermédio de Aracy Balabanian, que participava do elenco, fez teste para a peça e passou. "Estreei ficando pelado em cena. Nem preciso dizer que a peça foi o maior sucesso. E eu, aos 20 e poucos anos, já trabalhava feito louco, fazendo televisão e teatro ao mesmo tempo", lembrou.

Ele estreou como diretor de teatro em 2013, no espetáculo Elis - A Musical, sobre a cantora Elis Regina. E, em 2022, dirigiu O Clube da Esquina, sobre a criação do grupo musical mineiro no qual se destacou Milton Nascimento. Em 2024, ele voltou a dirigir Elis - A Musical em uma versão comemorativa em São Paulo, que comemorava os 10 anos da estreia.
 

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Coluna Entre Costuras & CuLtura. Quem Pode Vestir um Mito?

A atriz Lily Collins vai interpretar Audrey Hepburn no cinema sobre os bastidores de Breakfast at Tiffany's

01/03/2026 16h00

A atriz Lily Collins vai interpretar Audrey Hepburn no cinema

A atriz Lily Collins vai interpretar Audrey Hepburn no cinema Foto: Divulgação

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A escolha de Lily Collins para interpretar Audrey Hepburn em um filme sobre sua trajetória e os bastidores de Breakfast at Tiffany’s não é apenas uma decisão de elenco, é um gesto cultural.

Audrey Hepburn não pertence somente à história do cinema, ela pertence ao imaginário da elegância. Sua imagem ultrapassou o roteiro, a personagem e até mesmo a própria biografia, tornou-se linguagem estética.

Quando pensamos em Breakfast at Tiffany’s, não pensamos apenas em Holly Golightly, mas pensamos no vestido preto, na silhueta alongada, no colar de pérolas, nos óculos escuros que ocultam e revelam ao mesmo tempo. Pensamos, sobretudo, na consolidação de um ideal de sofisticação que redefiniu o minimalismo como poder simbólico.

A parceria entre Hepburn e Hubert de Givenchy transformou figurino em arquitetura cultural. O vestido preto deixou de ser apenas peça de roupa para se tornar código permanente. A imagem não estava ali para ilustrar a personagem, ela a estruturava.

É justamente, por isso, que reinterpretar Audrey é um risco delicado. Não se trata de reproduzir traços físicos, mas de tocar um mito visual, e mitos não são apenas lembrados, são protegidos pela memória coletiva.

A escolha de Lily Collins revela algo interessante sobre o nosso tempo. Sua imagem pública já carrega traços de delicadeza controlada, elegância editorial e uma feminilidade que dialoga com contenção, não com excesso. Em uma era dominada por maximalismos e estímulos visuais incessantes, há algo simbólico na retomada de uma estética pautada pela precisão.

Mais do que revisitar o passado, o projeto indica uma possível revalorização da coerência estética. Audrey nunca foi sobre abundância, foi sobre constância. Seus códigos eram reconhecíveis porque eram repetidos com intenção. A assinatura visual não era um acidente; era construção.

O filme sobre os bastidores de Breakfast at Tiffany’s também reabre uma discussão fundamental: como o cinema fabrica permanência? A moda, quando capturada pela câmera, deixa de ser efêmera e passa a habitar o território da memória cultural. Algumas imagens sobrevivem porque possuem coerência interna suficiente para atravessar décadas.

Talvez a questão central não seja se Lily Collins pode “ser” Audrey, a pergunta mais interessante é: o que significa, hoje, desejar a volta de Audrey? O que buscamos quando revisitamos um ícone de elegância em tempos de aceleração estética?

Entre Costuras & CuLTURA, aprendemos que estilo não é sobre novidade constante, mas sobre direção clara. Audrey consolidou um repertório visual que resistiu ao tempo porque era consistente. Se Lily Collins conseguirá reinterpretar esse legado, veremos.

Mas uma coisa é certa: não se trata apenas de vestir um figurino. Trata-se de sustentar um mito.

Vou deixar aqui cinco dicas para te ajudar a construir sua própria assinatura de estilo:

• Defina três códigos visuais fixos (cores, silhueta, acessório ou textura) e mantenha os como eixo da sua imagem.

• Repita com intenção. Reconhecimento nasce da constância, não da variação aleatória.

• Edite antes de comprar. Cada nova peça deve fortalecer seu repertório, não fragmentá-lo.

• Estabeleça uma silhueta-base. Proporção consistente cria identidade.

• Pense a longo prazo. Estilo não é impacto momentâneo, é permanência.

Imagem não é improviso.

É construção!

A atriz Lily Collins vai interpretar Audrey Hepburn no cinemaGabriela Rosa é consultora de imagem e estilo - Foto: Divulgação

 

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