Segunda, 20 de Novembro de 2017

Longas do “Cine Brasil” falam de amor, guerra, tragédia e família

23 MAR 2010Por 08h:02
Quatro longa-metragens serão exibidos na edição de março do projeto “Cine Brasil – curtas e longas no centro”, entre hoje e sexta-feira, na sala Rubens Corrêa do Centro Cultural José Octávio Guizzo. Os filmes que compõem a mostra abordam aspectos como a guerra, o amor, a tragédia e a família. As exibições acontecerão às 18h30min e são gratuitas. O projeto é realizado sempre na última semana de cada mês, por meio do Núcleo de Audiovisual da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS). O primeiro filme a ser exibido é “Aleluia Gretchen”, obra mais conhecida do cineasta brasileiro Silvio Back. A história gira em torno de uma família que se refugia no Brasil, depois de deixar a Alemanha nazista alguns anos antes da Segunda Guerra Mundial. Eles adquirem um hotel, que se torna ponto de encontro de simpatizantes nazistas brasileiros. Os problemas de adaptação da família Kranz e seus encontros com os nazistas são o mote da obra. Amanhã, “O cineasta da selva”, de Aurélio Micheles, representa o gênero documental na seleção. Nele, é retratada a vida do documentarista Silvino Santos, que viveu de 1886 a 1970. Fatos são misturados à realidade inventada pelo menino, que nasceu em Portugal mas se apaixonou pela região amazônica. Ele viaja para o Brasil com 13 anos e inicia sua carreira como cineasta em 1913, testemunhando grandes acontecimentos, como a queda do monopólio borracheiro na região. A produção do Rio Grande do Sul, “Anahy de las missiones”, dirigida por Sérgio Silva, será exibida na quinta-feira. Em meio à Revolução Farroupilha, uma mulher chamada Anahy tenta prover sustento aos quatro filhos. A trama gira em torno da força e dos conflitos com os quais a mulher tem de lidar para manter a família unida em meio a tantas dificuldades. “Brasa adormecida”, de Djalma Limongi Batista, encerra a mostra. O filme, uma comédia romântica ambientada nos anos 60, coloca um triângulo amoroso no centro da trama. A peculiaridade está no fato de que os apaixonados são primos. O longa conta com a participação de atores famosos, como Maitê Proença e Edson Celulari nos papéis principais. João Benevenuto, organizador da mostra, alega que os filmes foram selecionados por já terem saído do circuito comercial. “São filmes difíceis de serem encontrados e desconhecidos do público mais novo. Pessoas com menos de 30 anos, provavelmente, não conhecem essas obras”, acredita. Segundo ele, em razão do horário das exibições, a classificação etária é de 16 anos.

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