Cidades

Sem autorização

Loja é condenada a indenizar cliente por compra indevida

Loja é condenada a indenizar cliente por compra indevida

DA REDAÇÃO

03/10/2013 - 14h39
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Sentença da 7ª Vara Cível de Campo Grande condenou uma loja de móveis e eletrodomésticos da Capital ao pagamento de R$ 7.000,00 de danos morais a uma cliente, como também ao cancelamento da inscrição do nome da autora nos órgãos de proteção ao crédito, além de declarar inexistente o débito R$ 349,11 referente ao valor de um aparelho de som que a cliente pesquisou na loja, porém a venda foi concretizada sem sua autorização.

Afirma a autora que no dia 21 de outubro de 2009 foi até a loja localizada no centro de Campo Grande com a intenção de comprar um aparelho de som, sendo que já possuía crediário no local. Narra que, após ser informada do valor do produto e das condições de pagamento, foi solicitado que aguardasse enquanto era feita a verificação da possibilidade de liberar a compra, ocasião em que o vendedor levou seu RG.

Como a cliente não podia ficar na loja, ela solicitou seu documento e afirmou que voltaria outro dia para efetuar a compra, de modo que saiu do local sem assinar qualquer documento. No entanto, no dia posterior foi surpreendida com a entrega do produto em sua casa. Conta que não aceitou a mercadoria, contudo, no dia 25 de outubro, o caminhão da loja retornou novamente com um documento assinado, assinatura que ela sustenta ser falsa.

Após outros percalços, a cliente foi até a loja e recebeu um documento onde constava o número do pedido e o motivo “venda indevida”. Todavia, em fevereiro de 2010 foi surpreendida ao ser informada que seu nome estava inscrito nos órgãos de proteção ao crédito.

A ré contestou afirmando que, embora a autora tenha afirmado que a compra não foi finalizada, ela recebeu o produto, abriu e tentou utilizá-lo, pois constatou problema no som.

Para a juíza Gabriela Müller Junqueira, documento juntado aos autos e assinado por gerentes da loja, demonstra que o pedido foi devolvido, mesma solicitação pela qual o nome da autora foi inscrito no SPC. Assim, afirmou a juíza: “Se tratando de devolução de mercadoria por motivo de venda indevida, indevida também é a inscrição do nome da autora nos órgãos de proteção ao crédito”.

17 VAGAS

IFMS: seleção de estágio remunerado tem bolsa de R$ 787

Com inscrições gratuitas, interessados devem se matricular até o próximo dia 27

09/03/2026 14h15

Reprodução, Alexandre Oliveira / IFMS

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O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) oficializou a abertura de um novo processo seletivo para estágio remunerado não obrigatório. A seleção oferece 17 vagas imediatas, além de formação de cadastro reserva, para atuação nos campi Campo Grande, Jardim, Naviraí, Ponta Porã e na reitoria da instituição. Confira a relação de vagas aqui!

O programa é destinado a estudantes que buscam aliar a formação acadêmica à prática profissional, permitindo a aplicação de conhecimentos em setores estratégicos do IFMS.

Os selecionados cumprirão uma jornada de 20 horas semanais (4 horas diárias), em turnos que não conflitem com as aulas. Os valores de remuneração são:

  • Nível Superior: bolsa de R$ 787,98 + auxílio-transporte (R$ 10,00 por dia estagiado)
  • Nível Médio: bolsa de R$ 486,05 + auxílio-transporte (R$ 10,00 por dia estagiado).
  • Seguro: O estagiário terá cobertura de seguro contra acidentes pessoais custeado pelo IFMS.

Inscrições - São gratuitas e devem ser feitas na Página do Candidato da Central de Seleção de 7 a 27 de março.

Podem se candidatar estudantes com idade mínima de 16 anos, matriculados em instituições públicas ou privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC).

No ato da inscrição, é indispensável anexar o RG, CPF, comprovante de matrícula e o histórico escolar atualizado.

O IFMS garante a reserva de vagas para políticas de ações afirmativas: 30% para candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas e 10% para Pessoas com Deficiência (PcD). A definição das unidades contempladas pelas cotas ocorrerá por sorteio.

Seleção - A escolha dos candidatos será realizada em duas etapas:

Análise de histórico escolar: avaliação classificatória baseada no rendimento acadêmico (notas ou CRA).
Entrevista: avaliação do perfil e conhecimentos básicos pela banca examinadora do setor da vaga.
Os resultados preliminar e final estão previstos para 27 e 30 de abril, respetivamente.

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Escândalo

Alvo de medida protetiva, diretor-presidente da Funesp é exonerado do cargo

Sandro Benites é o segundo secretário de alto escalão da gestão de Adriane Lopes a ser exonerado por violência de gênero em menos de um mês

09/03/2026 13h47

Sandro Benites cumpre medida protetiva por violência psicológica contra companheira

Sandro Benites cumpre medida protetiva por violência psicológica contra companheira FOTO: Marcelo Victor/Arquivo Correio do Estado

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Após ser alvo de medida protetiva e boletim de ocorrência por violência psicológica contra uma mulher no último domingo (8), o médico e diretor-presidente da Secretaria Municipal de Esporte (Funesp), Sandro Benites, pediu exoneração do seu cargo.

Em nota, a Prefeitura anunciou a saída do ex-vereador nesta segunda-feira (9), a pedido do próprio funcionário para "esclarecer fatos de caráter pessoal". 

O caso ganhou repercussão após a denúncia de uma mulher de 43 anos que afirmava ser companheira de Benites há seis anos marcado por humilhações, ameaças, repressões e controle emocional. 

De acordo com fontes, no dia seguinte de seu retorno da Europa, Sandro teria ido até a casa da mulher, com quem mantinha um relacionamento há seis anos, e proferido ameaças e palavras que a diminuíssem. 

Benites teria a chave da casa da mulher, já que dormiam juntos esporadicamente. Assim, entrou enquanto ela dormia e iniciou a discussão, alegando que ela estaria com “outro namorado”, que era uma “inútil” e “imprestável” por, aproximadamente, duas horas. 

A motivação para o acesso de fúria teria sido a própria viagem de Benites para a Europa, já que ele teria dito à companheira que a ida para Dubai seria para um encontro de amigos do grupo Legendários, o qual ele faz parte.

Porém, na verdade, a viagem era com os filhos e a atual esposa, com quem o ex-vereador alegava ter um casamento apenas de fachada, para cunho político. A esposa de Benites é diretora de nutrição da Secretaria Municipal de Assistência Social. 

Com a descoberta, segundo amigos próximos da vítima, ela teria enviado uma mensagem terminando o relacionamento entre eles. Pouco tempo depois, a mulher foi exonerada de seu cargo na Câmara Municipal de Campo Grande, onde trabalhava como Assessora. 

A demissão da mulher também fez parte das ofensas proferidas por Benites ao retornar da viagem, que dizia que ela “não conseguiu segurar seu emprego na Câmara” e que ela “perdeu o emprego porque era imprestável”. 

Segundo as fontes, esta não foi a primeira vez que Benites ameaçou a mulher. Em discussão no final do ano de 2024, ele teria dito a ela que se não parasse, ele “daria um tiro na sua cabeça”. 

Segundo caso 

Este é o segundo caso envolvendo assédio sexual abusivo e violência de gênero envolvendo assessores do alto escalão da prefeita Adriane Lopes (PP) em um mês. 

No final do mês de fevereiro, de acordo com informações registradas em boletim de ocorrência, um ex-servidor municipal procurou a 3ª Delegacia de Polícia Civil e denunciou o, então secretário-executivo da Juventude, Paulo Lands, por assédio sexual e estupro de vulnerável.

O denunciante, de 22 anos, relatou que teria sido alvo de investidas sexuais e condutas abusivas por parte do secretário enquanto era subordinado de Lands.

Segundo a denúncia, os fatos teriam ocorrido entre julho de 2025 e janeiro de 2026, em diferentes locais, incluindo o ambiente de trabalho, vias públicas e até mesmo a casa do investigado.

Na última terça-feira (3), Paulo Lands também foi exonerado do cargo, com a mesma justificativa de "esclarecimento dos fatos". 

Cabe destacar que Lands foi empossado vereador de Campo Grande em 2022, em cerimônia realizada no plenário da Câmara Municipal.

Ele assumiu a cadeira deixada pelo próprio ex-vereador Sandro Benites em dezembro daquele ano, que na época passou a comandar a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). 

 

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