Sábado, 18 de Novembro de 2017

Livro discute a literatura sobre o homem pantaneiro

15 ABR 2010Por 03h:21
OSCAR ROCHA

Como a literatura constrói a identidade do homem pantaneiro? Foi esse questionamento que norteou a realização do livro “Cancioneiro do Pantanal”, que será lançado hoje, às 19h30min, no Memorial da Cidadania e da  Cultura Popular Apolônio de Carvalho – Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559.
As responsáveis pela obra são as professoras da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Marly Teixeira Morettini (Departamento de Educação) e Sônia da Cunha Urt (Departamento de Ciências Sociais). As duas integram o Grupo de Estudo e Pesquisa em Psicologia e Educação (Geppe), que conta com várias frentes de investigação científica.
A proposta foi verificar como escritores locais descrevem o homem pantaneiro e suas características. Foram selecionados títulos na área de educação, de cultura e que abordavam a população da região. Num primeiro momento, 90 obras foram catalogadas. Após avaliações, centraram-se em 45, destacando escritores como Augusto César Proença, Abílio Leite de Barros, Manoel de Barros e Albana Xavier Nogueira, entre outros.
“Mesmo com o aparecimento de alguns trabalhos sobre o assunto, o número ainda pode ser considerado baixo. Na maioria das vezes os livros, quando enfocam  o Pantanal, destacam mais a natureza, detalhando os animais, as plantas, os rios, mas não o homem pantaneiro. A bandeira da ecologia é a parte maior do material publicado”, aponta Marly.
O livro é resultado da pesquisa iniciada na “Constituição do sujeito que vive na região do Pantanal” que, por sua vez, é um recorte do projeto “A educação no processo de constituição de sujeitos: o dito nas produções e o feito no cotidiano”, desenvolvido pelo Geppe, que tem como objetivo “investigar a constituição dos sujeitos que vivem na região do pantanal sul- mato-grossense, explicitando como se dá o processo de apropriação da cultura que se faz por meio e pela educação”.
Para Marly, no aspecto geral, “não existe o homem pantaneiro, ele é universal, apenas apresenta características próprias do seu modo de vida, do seu trabalho”. As pesquisas das autoras na região prosseguem. O próximo assunto a ser destacado serão as escolas pantaneiras. A publicação de “Cancioneiro do Pantanal” foi feita com recursos do Fundo de Investimentos Culturais do Estado (FIC).

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