Segunda, 20 de Novembro de 2017

Liminar barrou atuação da PF na Caixa Preta

2 FEV 2010Por 23h:43
A Polícia Federal avalia que o conjunto de provas da Operação Caixa Preta – investigação que aponta superfaturamento de R$ 991,8 milhões em obras de reformas e ampliações em 10 aeroportos, contratadas entre 2003 e 2006 – poderia ser muito mais “robusto” se a Justiça não tivesse ordenado a suspensão das diligências de buscas em endereços de empreiteiras e escritórios da Infraero. No relatório final da operação, documento de 188 páginas, a PF anota que o embargo atingiu etapa vital da missão que mirava documentos contábeis e arquivos de mídia. O impedimento foi decretado liminarmente em 2 de outubro pelo ministro Napoleão Nunes Maia Filho, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). “Vazamento de informações sigilosas, aliado à suspensão da medida cautelar de buscas, trouxe incalculáveis prejuízos ao que poderia ser ainda descoberto a respeito do conluio montado entre empreiteiras, altos funcionários da Infraero, projetistas e fiscais, num dos maiores casos já investigados sobre desvio de verbas públicas da história do País”, advertem os delegados César Leandro Hübner e Felipe Alcântara de Barros Leal.

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