Terça, 21 de Novembro de 2017

Líderes defendem transferir sessão de quinta para segunda

12 AGO 2010Por 07h:45
lidiane kober

Não há consenso entre os líderes de bancada no projeto de reduzir o número de sessões por semana para não atrapalhar a campanha eleitoral. Um grupo de deputados considera ser possível manter as atividades em dia adotando o esforço concentrado, enquanto outros parlamentares rejeitam a ideia, mas querem transferir a sessão de quinta para segunda-feira. Dessa forma, eles teriam mais liberdade para angariar votos dos eleitores do interior do Estado, nos finais de semana.
O líder da bancada do PT, deputado estadual Amarildo Cruz, planeja apresentar nos próximos dias proposição para concentrar as sessões no início da semana. “Ao transferir a sessão de quinta para segunda-feira os trabalhos não seriam prejudicados e teríamos mais tempo para percorrer o interior”, alegou. “A grande maioria dos parlamentares aproveita o final de semana para viajar e, com a quinta-feira livre, teríamos mais dias para andar pelos municípios”, completou. “Sem contar que, geralmente, na segunda-feira todos os deputados estão em Campo Grande”, concluiu.
A ideia conta com o apoio do líder da bancada do PR, deputado estadual Antônio Carlos Arroyo. “Fomos eleitos para estar aqui nos dias de sessões, portanto, discordo com o plano de reduzir o número de encontros semanais. Agora, acho que não causaria nenhum problema transferir a sessão de quinta para segunda-feira”, opinou. “Eu sou um dos parlamentares que aproveita o final de semana para viajar e, como tenho base eleitoral em 37 municípios do interior, aproveitaria a quinta-feira para pedir votos”, acrescentou.
O vice-líder da bancada do PMDB, deputado estadual Júnior Mochi, também não vê problemas em mudar os dias de sessões. “É a alternativa mais viável”, comentou. Ele também não descartou a sugestão de realizar esforço concentrado nas terças e quartas-feiras durante o mês de setembro. “Se não houver prejuízo na tramitação dos projetos não vejo problemas”, ressaltou.
Mais enfático foi o líder da bancada do PSDB, deputado estadual professor Rinaldo Modesto. Ele defendeu claramente a adoção do esforço concentrado. “No período eleitoral, duas sessões são o suficiente”, declarou. Para explicar seu ponto de vista, o parlamentar citou a queda na apresentação de projetos tanto por parte dos deputados quanto do Executivo. “Eleição é igual Copa do Mundo, ou seja, todo mundo se prende na Copa”, comparou.
Por parte do governo, as propostas diminuem porque no período eleitoral a Justiça veda algumas proposições, como, por exemplo, alterações no salário dos servidores. Já os parlamentares estão focados na corrida atrás de votos. “A produção de projetos cai (no período eleitoral) porque a atenção dos deputados está voltada para a reeleição”, reconheceu o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jerson Domingos (PMDB).
“Tem dia que não tem matéria para votar, então, acho que de nada adianta ficar aqui (em plenário) só para dizer que está presente em plenário”, ressaltou Rinaldo. “Mas é lógico que, se tiver que estar aqui nos três dias de sessão, estarei”, finalizou.
Anteontem, Jerson informou aceitar o pedido de esforço concentrado se os líderes de bancada fecharem acordo. Desde o fim das férias de julho, o Congresso Nacional aderiu ao sistema ao decidir se reunir três dias em agosto e três em setembro para apreciar as matérias em pauta.

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