Cidades

Tenzin Gyatso

Líder espiritual Dalai Lama diz que sucessor pode ser mulher

Líder espiritual Dalai Lama diz que sucessor pode ser mulher

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13/06/2013 - 17h00
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O líder espiritual tibetano Dalai Lama disse, nesta quinta-feira, não excluir a possibilidade de que uma mulher possa sucedê-lo, ressaltando que atualmente o mundo enfrenta "uma crise moral". Tenzin Gyatso, o 24º Dalai Lama, de 77 anos, indicou que o mundo precisa de líderes que incorporem compaixão, função em que, de acordo com o tibetano, as mulheres teriam mais potencial, já que são "mais sensíveis ao bem-estar das pessoas".

"Se as circunstâncias fazem com que um Dalai Lama mulher seja mais útil, haverá um Dalai Lama mulher", disse o Prêmio Nobel da Paz de 1989 durante uma visita à Austrália. Em declarações aos jornalistas locais, porém, ele evitou falar das imolações registradas no Tibete como forma de protesto contra o domínio da China sobre o território.

As declarações do tibetano vieram após a primeira-ministra australiana, Julia Gillard, acusar a oposição conservadora de comportamento misógino e promover políticas que marginalizam as mulheres.

Acidente

Idoso fica inconsciente após acidente envolvendo quatro veículos na Capital

Imagens de câmeras de segurança flagraram o carro avançando sem frear; indícios apontam que motorista sofreu um mal súbito

06/08/2026 17h48

Acidente aconteceu na Avenida Mascarenhas de Morais

Acidente aconteceu na Avenida Mascarenhas de Morais Foto: Gerson Oliveira

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Um idoso ficou inconsciente após se envolver em um acidente que atingiu outros três veículos na tarde desta quinta-feira (6), no cruzamento das ruas Mascarenhas de Moraes e Rua do Seminário, em Campo Grande.

Imagens de câmeras de segurança mostram que o carro conduzido pelo idoso atravessou a avenida em alta velocidade, sem qualquer tentativa de frear, e atingiu veículos que aguardavam no semáforo. O momento registrado pelas câmeras indica que o motorista teria sofrido um mal súbito antes da colisão, perdendo o controle da direção.

As vítimas precisaram ser retiradas dos veículos pelas equipes de resgate. Uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e duas do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para a ocorrência.

Segundo o primeiro-tenente do Corpo de Bombeiros, Wellington Pereira Gomes, três pessoas ficaram feridas, sendo o idoso a vítima em estado mais grave.

"No local nos deparamos com três vítimas. O senhor idoso é a vítima mais grave. O casal do outro veículo estava consciente e orientado, mas também precisava de atendimento", afirmou.

O militar informou que o idoso permaneceu inconsciente durante o atendimento e foi encaminhado pelo Samu para uma unidade hospitalar. As outras duas vítimas estavam conscientes e estáveis, mas também foram levadas para avaliação médica.

"A princípio, o idoso continuava inconsciente. Já as outras vítimas estavam estáveis, mas precisavam de exames para avaliar possíveis lesões", explicou.

Os condutores de outros dois veículos envolvidos não se feriram e recusaram atendimento médico.

A Polícia Militar esteve no local para registrar a ocorrência e apurar as circunstâncias do acidente.

Nova Bahia

Ministério Público vai à Justiça por regularização em centro de saúde

Sentença obriga a Prefeitura de Campo Grande a corrigir as falhas estruturais, sanitárias e de atendimento da unidade

06/08/2026 17h20

Ministério Público realizou diversas fiscalizações na unidade antes de ir à Justiça

Ministério Público realizou diversas fiscalizações na unidade antes de ir à Justiça Foto: Divulgação / MPMS

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Diante da persistência de irregularidades no Centro Regional de Saúde (CRS) do bairro Nova Bahia, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) pediu à Justiça o cumprimento da sentença que obriga a Prefeitura de Campo Grande a corrigir as falhas estruturais, sanitárias e de atendimento da unidade.

O órgão também requer a aplicação de multa diária de R$ 50 mil, limitada a R$ 20 milhões, caso as determinações judiciais sigam descumpridas.

O pedido foi protocolado após o MPMS constatar que, mesmo com decisão judicial definitiva em vigor desde junho de 2022, diversos problemas permanecem sem solução.

A ação busca garantir o cumprimento integral das obrigações impostas ao município, o que inclui a adequação da estrutura física da unidade, disponibilização de equipamentos obrigatórios, a regularização das escalas médicas e a correção das irregularidades sanitárias.

A atuação do Ministério Público teve início após a instauração de procedimento para investigar deficiências no funcionamento do CRS. Em 2016, o órgão ajuizou uma Ação Civil Pública para exigir melhorias na unidade de saúde.

Após a produção de provas, a Justiça determinou que o município equipasse adequadamente o centro de saúde, mantivesse escalas regulares de profissionais e sanasse as falhas sanitárias identificadas durante as fiscalizações.

Posteriormente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) ampliou as obrigações ao dar provimento ao recurso do MPMS e determinou a realização de manutenções preventivas e corretivas nos equipamentos e a regularização das escalas de médicos clínicos gerais e pediatras. A decisão transitou em julgado em junho de 2022.

Mesmo após o encerramento da fase de conhecimento do processo, o ministério público seguiu o caso por meio de inquérito civil, diligências, reuniões técnicas, notificações e inspeções realizadas por órgãos especializados.

As fiscalizações mais recentes apontaram que diversas irregularidades persistem na unidade. Relatórios do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS), da Assessoria Técnico-Pericial do MPMS e do Conselho Municipal de Saúde registraram falta de medicamentos essenciais, insuficiência de equipamentos, déficit de profissionais, falhas na climatização dos ambientes, dificuldades para realização de exames e problemas estruturais que comprometem o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre as principais falhas identificadas estão a existência de apenas um monitor multiparamétrico em funcionamento para atender três leitos de emergência, ausência de medicamentos básicos para suporte à vida, insuficiência de exames considerados essenciais, falta de comprovação da presença de pediatras em parte das escalas médicas, além de problemas em equipamentos e inadequações nas áreas de atendimento e de descanso dos profissionais.

Diante desse cenário, o Ministério Público concluiu que o município não cumpriu integralmente as determinações judiciais e ingressou com pedido de execução da sentença.

O órgão requer que a Prefeitura comprove a adoção de todas as medidas determinadas pela Justiça, o que  inclui a disponibilização dos equipamentos previstos nas normas do Ministério da Saúde, a regularização do quadro de profissionais e a adequação sanitária da unidade.

Além do cumprimento das obrigações, o MPMS pede a aplicação da multa diária de R$ 50 mil, limitada a R$ 20 milhões, e a adoção de medidas coercitivas para assegurar a efetividade da decisão judicial.

Para o Ministério Público, a permanência das irregularidades após anos de fiscalização demonstra a necessidade de uma intervenção judicial mais rigorosa para garantir que as determinações sejam efetivamente cumpridas e que a população atendida pelo SUS tenha acesso a serviços de saúde dentro dos padrões estabelecidos pela legislação.

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