Política

ELEIÇÕES 2014

Líder do PMDB ataca presidente do PT nacional

Líder do PMDB ataca presidente do PT nacional

FOLHAPRESS

04/03/2014 - 16h45
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Líder do PMDB na Câmara, o deputado Eduardo Cunha (RJ) defendeu hoje o rompimento da aliança nacional do partido com o PT.

Com críticas ao presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, Cunha disse que o PMDB "não é respeitado pelo PT" por isso os peemedebistas devem repensar a união com o principal aliado para as eleições de outubro. "A cada dia que passo me convenço mais que temos de repensar está aliança, porque não somos respeitados pelo PT", afirmou em seu perfil no Twitter.

Em entrevista, o peemedebista reiterou as críticas e a defesa do fim da aliança ao afirmar que Falcão desrespeitou o PMDB ao fazer críticas a lideranças da sigla. "Não preciso xingá-lo como fizeram outras lideranças do PMDB porque não sou igual a ele. Mas por onde passa o Rui Falcão, mais difícil fica a aliança", afirmou.

Cunha reagiu a supostas declarações do presidente do PT que, durante sua passagem no Sambódromo no último domingo, teria afirmado que o grupo liderado pelo deputado peemedebista está "insatisfeito" porque não foi contemplado na reforma ministerial da presidente Dilma Rousseff.

O deputado disse que a bancada do PMDB da Câmara, como decidiu coletivamente, não vai indicar nenhum nome na reforma ministerial mesmo que o governo decida contemplá-la com uma pasta no primeiro escalão. "A bancada do PMDB na Câmara já decidiu que não indicará qualquer nome para substituir ministros. Pode ficar tudo para o Rui Falcão", alfinetou.

Cunha também disse que Falcão age de "má fé" ao propagar versão de que a ala ligada ao deputado esteja negociando a liberação de emendas parlamentares para destrancar a pauta de votações da Câmara. "Não me compare com o que o partido dele fazia no Rio de Janeiro, doido atrás de boquinhas", disse o peemedebista. O presidente do PT não foi encontrado para comentar as declarações de Cunha.
Ameaças

Liderada por Cunha, a bancada do PMDB da Câmara decidiu adotar postura "independente" nas votações no Congresso desde que Dilma manifestou a intenção de retirar do grupo uma pasta na reforma ministerial. Os deputados decidiram não indicar nenhum nome à presidente e articulam a formação de um "blocão" com partidos insatisfeitos com o PT.  

Apuração

Quem é Gorete Pereira, deputada que usará tornozeleira após operação sobre fraudes no INSS

Ação é um desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados

17/03/2026 21h00

Deputada federal Gorete Pereira

Deputada federal Gorete Pereira Foto: Câmara dos Deputados

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A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) foi alvo de busca e apreensão durante a Operação Indébito, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira, 17.

A ação é um desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em milhares de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Gorete também teve o uso de tornozeleira eletrônica determinado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

O Estadão pediu manifestação à deputada, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto.

Aos 73 anos, Gorete é natural de Juazeiro do Norte (CE). Ela cursou graduação em Fisioterapia, nos anos 1970, e pós-graduação em Tecnologia Educacional, nos anos 1980, ambos na Universidade de Fortaleza (Unifor), onde também lecionou entre 1976 e 2002.

Ela também trabalhou nas secretarias de Saúde do município de Fortaleza (CE), entre 1981 e 2002, e do Estado do Ceará, entre 1985 e 2000, de acordo com informações disponíveis em seu perfil na Câmara dos Deputados.

Antes de chegar à Câmara, Gorete foi vereadora de Fortaleza, entre 1988 e 1994, e deputada estadual pelo Ceará, entre 1994 e 2002.

Ela é suplente em exercício desde 29 de dezembro do ano passado, quando assumiu a vaga do deputado federal Yury do Paredão (MDB-CE). No início deste ano, ela se filiou ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

Na semana passada, a Câmara aprovou um projeto de sua autoria que regulamenta a venda e o uso de aerossóis de extratos vegetais, como o spray de pimenta, por mulheres a partir de 16 anos para defesa pessoal. O texto seguiu para o Senado.

Desdobramentos da operação

No âmbito da Operação Indébito, policiais federais e auditores da Controladoria-Geral da União (CGU) cumprem 19 mandados de busca e apreensão, dois de prisão e outras medidas cautelares, no Ceará e no Distrito Federal.

O objetivo é apurar a prática de crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação e dilapidação de patrimônio.

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voltaram atrás

Geraldo e Dagoberto recuam e vão continuar no PSDB

Beto Pereira abandona o tucanos e vai para o Republicanos

17/03/2026 18h00

Geraldo e Dagoberto ficam no PSDB

Geraldo e Dagoberto ficam no PSDB Divulgação

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Os deputados federais Geraldo Resende e Dagoberto Nogueira recuaram as negociações e afirmaram que irão continuar no PSDB. 

O partido, que já está na lista dos nove partidos que correm risco de serem extintos nas eleições gerais de outubro caso haja baixo desempenho nas votações nacionais, estava com a situação pendurada com o risco de perder os três deputados federais em Mato Grosso do Sul. 

O Correio do Estado havia adiantado que as possibilidades eram que Geraldo Resende fosse para o PV, Dagoberto Nogueira fosse para o PP - inclusive, já teria encaminhado o ingresso -, e Beto Pereira estivesse em negociação com o Republicanos.

No entanto, ao Correio do Estado, o deputado Dagoberto afirmou que a situação tomou outro formato. Dos três pendurados, dois decidiram pela permanência. 

“Eu e o Geraldo vamos ficar no PSDB e o Beto está indo para o Republicanos. Nós estamos montando a chapa do PSDB de deputados federais e a estadual já está praticamente pronta”, contou. 

Antiga superpotência, que disputou a hegemonia do poder com o PT entre a década de 90 até 2014, o PSDB enfrenta uma crise sem precedentes e está na zona de risco da cláusula de barreira, lutando para não se tornar um partido “nanico”.

Os tucanos estão encerrando uma federação com o Cidadania e agora buscam um novo partido para federar, já que uma tentativa recente de união com o Podemos acabou fracassando.

Agora, a bancada do PSDB conta com 13 parlamentares na Câmara dos Deputados, sem contar com os deputados federais do Cidadania, que fazem parte da federação criada em 2022. 

Em 2022, o vaivém entre partidos provocou a migração de 120 dos 513 deputados federais.

 

 


 

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