Liberada a caça 'assistida' aos javalis no Estado

Os animais se adaptaram bem à zona rural onde há água farta e alimento (na lavoura) e nenhum predador (já que são raras as onças na região)

BRASIL 247 30/07/2011 16h35

Os javalis viraram uma “praga” nas lavouras do Mato Grosso do Sul nos últimos três anos. Embora seja comum na região o ataque de javalis a grandes extensões da lavoura, o fato vem se agravando com a proliferação da espécie em criatórios clandestinos.

Os animais se adaptaram bem à zona rural onde há água farta e alimento (na lavoura) e nenhum predador (já que são raras as onças na região). Diante deste quadro, a secretaria de Produção e de Justiça do Estado tenta frear o crescimento dessa população de javalis, e já estabeleceu medidas emergenciais de controle ambiental permitindo o abate assistido dos animais, por serem considerados nocivos à agricultura ou à saúde pública.

Existem, no entanto, regras claras para a caça: os produtores rurais precisam, antes de capturar o animal, comunicar a ocorrência em agências da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do Mato Grosso do Sul (Iagro), ou Polícia Militar Ambiental, Polícia Militar ou escritório do Ibama. Mediante licença de qualquer um desses orgãos, poderá, então, fazer abate “assistido”.

Outro temor desencadeado pelos ataques de javalis é a transmissão de doenças aos rebanhos, já que eles são vetores de febres.

A estimativa geral na região é que em cada mil hectares vivem pelo menos cem javalis, que destroem uma faixa de 50 hectares do milho, acarretando um prejuízo de três a quatro mil sacos do produto.
 


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