Cidades

DIA DAS BRUXAS

Lendas urbanas povoam imaginário dos sul-mato-grossenses

Lendas urbanas povoam imaginário dos sul-mato-grossenses

Taryne Zottino

31/10/2011 - 17h00
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Contos, mitos e superstições permeiam o imaginário de milhares de brasileiros em todos os cantos do País. O cenário folclórico e cultural sul-mato-grossense não poderia ser mais rico, repleto de “causos” contados de geração em geração e lendas urbanas que metem medo em crianças e adultos. Na data em que se comemora o Dia das Bruxas, nada melhor do que recordar personagens regionais como o Pé de Garrafa, a Mulher de Branco, o Come-Língua e também a misteriosa Carolina.

Um dos mitos mais conhecidos do Estado, a lenda do Pé de Garrafa fala de um homem-bicho, com o corpo coberto de pelos, exceto ao redor do umbigo e, claro, um dos pés tem o formato do fundo de uma garrafa, por isso se locomove aos pulos, deixando pegadas redondas, assustando com seu grito e com os assobios que indicam que é dono do território. Ele é capaz de hipnotizar quem encará-lo, arrasta as vítimas para sua caverna e as devora.

A famosa Mulher de Branco ganhou uma nova identidade, por aqui ela é pantaneira e seduz os homens com sua beleza alva em estradas noturnas, fazendo-os perder o controle e desaparecendo sem deixar rastros. Em outra versão, ela os leva até uma mansão luxuosa e no dia seguinte, eles acordam nus e enrolados em espinhos. No lugar onde antes havia a casa, não há mais nada.

Na região do bolsão, outro bicho mete medo nos moradores: o Come-Língua. Personagem que é uma variação do Arranca-Língua, lenda nascida em Goiás; em Mato Grosso do Sul é descrito como um menino-bicho. Em vida, ele era muito mentiroso e, por causa disso, sua mãe lhe rogou uma praga. Tempos depois, foi encontrado morto e sem língua. Desde então, o menino-bicho atormenta os animais, que são encontrados mortos e com as línguas arrancadas no pasto.

Variante da “Maria Sangrenta”, Carolina ficou conhecida nas escolas do interior sul-mato-grossense e quando invocada, revela segredos e prevê o futuro. Porém, para chamar o espírito da moça é preciso estar sozinho em um banheiro, com as luzes apagadas e a torneira aberta, encarar fixamente o espelho e dizer seu nome três vezes. A imagem da moça aparece no espelho e responde todas as dúvidas. Para mandá-la embora, basta jogar a água no espelho.

No período em que videogames e computadores invadem a imaginação, lendas urbanas e “causos” antigos persistem, assustam, são repetidos e reinventados, amedrontando, divertindo e enriquecendo a cultura popular.  

(Com informações do site Educamor.net)

inquérito civil

No 13º mandato, deputado ignora multa ambiental e vira alvo do MP

Por manter represa supstamenet irregular em sua propriedade, Londres Machado foi um dos multados após o rompimento da barragem do Nasa Park, em agosto de 2024

20/02/2026 12h20

Enxurrada proveniente da represa do Nasa Park destriu trecho da BR-163, na saída de Campo Grande para Cuiabá

Enxurrada proveniente da represa do Nasa Park destriu trecho da BR-163, na saída de Campo Grande para Cuiabá Paulo Ribasd (arquivo

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Prestes a concluir seu 13º mandato como deputado estadual por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul,  Londres Machado, 84 anos, parece ter feito pouco caso de uma multa ambiental de R$ 20 mil que levou em setembro de 2024 e por conta disso acabou virando alvo de inquérito civil instaurado pelo Ministério Público.

Aplicada dias depois dos estragos provocados pelo rompimento da represa do condomínio Nasa Park, ocorrido em 20 de agosto daquele ano, o deputado foi punido por supostas irregularidades em represas junto com outras 46 propriedades em Campo Grande.

E, como não existem registros de que tenham regularizado estas represas, nesta sexta-feira (20), quase um ano e meio depois da aplicação das punições, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul tornou público, por meio do diário oficial, a abertura de 15 inquéritos civis para investigar os riscos que estas represas representam, já que existe o temor de que ocorram outros ropimentos semelhantes aos do Nasa Park. 

Além do deputado, outros "famosos" estão sendo alvo dos inquéritos, como o ex-juiz Paulo Tadeu  Haendchen e o luxuoso loteamento Soul Corpal Living Resort, que apresenta seus "dois grandes lagos" como atrativos para a venda de terrenos.

Os herdeiros de Eduardo Machado Metello, ex-presidente da Famasul, também aparecem na relação dos punidos pelo Imasul e que agora são investigados pela promotoria. 

A multa ao decano da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul foi aplicada em setembro de 2024, mas o deputado protocolou recurso somente no final de novembro do ano passado. Neste recurso em que pede o cancelamento ele argumenta que a autoridade pública precisaria levar em consideração a "situação econômica do infrator". 

E, ao estipular o valor em R$ 20 mil, a defesa do deputado alega que o valor é exagerado e teve "caráter confiscatório", não levando em consideração a situação econômica do autuado. Por isso, caso não consiga cancelar por completo a punição, pede para que o valor seja reduzido e convertido em benfeitorias ambientais no próprio imóvel que abriga a barragem. 

O deputado já foi notificado pelo Ministério Público e já apresentou suas alegações. Neste documento seus  advogados deixam claro que a situação econômica do recordista nacional em número de mandatos é invejável e que os R$ 20 mil, caso ele realmente seja obrigado a desembolá-los, não fariam muita diferença.

Alegam que no documento emitido pelo Imasul não existem as coordenadas geográficas da represa e nem a localização exata do imóvel.  Por conta disso, defendem a anulação da multa. Eles dizem que "tal circunstância é especialmente relevante, considerando que o autuado possui diversas propriedades rurais e múltiplas barragens, todas regularmente licenciadas". 

Além disso, os advogados do deputado dão a entender que os fiscais do Imasul simplesmente pegaram o cadastro dos imóeis e aplicaram as multas sem fazerem vistorias nos locais para tentar saber se as represas representam ou não algum risco de acidente. 


 

Maus-Tratos

Homem que deixou cachorros amarrados sem comida é preso em MS

Após denúncia anônima, a polícia esteve na casa e encontrou três cachorros desnutridos e debilitados

20/02/2026 12h00

Crédito: PCMS

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu um homem, de 35 anos, que não teve o nome divulgado, por manter cachorros amarrados, sem acesso à água e comida, no bairro Cristo Rei, em Anastácio, município localizado a 138 quilômetros de Campo Grande.

A prisão ocorreu após denúncia anônima. Ao verificar a situação, na manhã de quinta-feira (19), a equipe encontrou três cachorros (dois machos e uma fêmea) amarrados, em visível estado de desnutrição e condição debilitada.

Os animais foram recolhidos por uma equipe do Centro de Controle de Zoonoses, que providenciou atendimento veterinário e demais cuidados necessários.

Diante dos fatos, o proprietário dos animais foi levado à Delegacia de Polícia Civil de Anastácio, onde teve a prisão em flagrante ratificada pela autoridade policial.

Denuncie

A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população por meio de denúncias, que são fundamentais para a repressão de crimes de maus-tratos e para a proteção dos animais.

As denúncias podem ser realizadas de forma anônima.
 

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