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Leão se diz tranquilo no São Paulo, mas afirma: 'Nada me segura aqui'

Leão se diz tranquilo no São Paulo, mas afirma: 'Nada me segura aqui'

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23/05/2012 - 06h00
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Em meio a divergências com a diretoria do São Paulo, Emerson Leão concedeu longa entrevista na manhã desta terça-feira, no CT da Barra Funda. O treinador se mostrou tranquilo sobre seu futuro e trabalho, mas se irritou quando perguntado se o jogo desta quarta-feira, contra o Goiás, seria o seu último pelo clube.

Com elegância, Leão perguntou se o repórter era Juvenal Juvêncio, presidente do Tricolor, e disse que não responderia à questão. Mas o técnico não fugiu das perguntas. E falou abertamente da situação.

“Eu acho que quando um grupo de trabalho não está fechado com um clube que é superior, tem coisa errada. Nós fazemos parte de uma equipe. Quando uma pessoa não gosta do seu trabalho, tem todo direito. Às vezes não gosto de alguns também, é normal. Eu me exponho, falo a verdade sempre e não preciso estar em penumbra nenhuma. Para resolver, o melhor é o diálogo, e por isso há várias salas nesse CT. O mais importante é o que a torcida sabe, que estamos trabalhando pelo São Paulo. Nada me segura aqui, a não ser a vontade do São Paulo. O São Paulo não precisa me pagar nada de multa, nem eu para ele”, declarou o comandante.

Questionado sobre o que poderia fazê-lo sair do Tricolor, Leão disse: “O que me tiraria? Acho que dez derrotas seguidas me tiraria, aí não tem conversa. Eu caio, você cai, cai todo mundo”.

O técnico ainda fez questão de ressaltar que o elenco não está sendo atrapalhado pelos bastidores do clube.

“O clima que está dentro dessa sala (de imprensa) não é o que está dentro do gramado. Nós treinamos com sorrisos e da melhor maneira possível. O jogador joga para ajudar a si próprio. E eles estão tranquilos”, concluiu.

Caminhos distintos

Da Itália aos EUA: coincidência histórica liga Muller e Éderson em Copas

Muller foi tetracampeão mundial em 1994, torneio disputado nos Estados Unidos, sede deste ano

09/06/2026 18h30

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Chamado às vésperas da estreia do Brasil na Copa do Mundo, a convocação de Éderson marca não somente o retorno de um campo-grandense ao mundial após 32 anos, mas estrelaça a carreira do jovem de 26 anos a Muller, último sul-mato-grossense a vestir a amarelinha em um torneio deste calibre. 

Após início distinto tanto por clubes quanto na seleção, a carreira de ambos é marcada pelo futebol italiano e passagens por gigantes do futebol Brasileiro. 

Caminhos distintos 

Nascido em 31 de janeiro de 1966, em Campo Grande [no então estado de Mato Grosso], Muller, ao contrário de Éderson, ascendeu de forma "meteórica" na carreira. 

Após breve início no Operário, se transferiu ao São Paulo ainda nas categorias de base. Por lá, venceu o estadual de 1985 e o Campeonato Brasileiro de 1986, ano de sua primeira Copa do Mundo. 

Com apenas 20 anos, disputou cinco partidas e deu três assistências na competição, vencida pela Argentina, atual campeã. O belo início no Tricolor o levou ao Torino, clube da Itália, sede do mundial de 1990. 

Com certa bagagem internacional naquele momento, foi titular na Copa seguinte e figura central na campanha do Brasil. Protagonista, foi responsável pelos gols nas vitórias magras diante da Costa Rica e Escócia, adversária também neste ano. Na ocasião, a campanha foi interrompida pelos "hermanos". 

Caminho difícil

Diferentemente do conterrâneo, o jovem de origem terena chega à seleção sem participar de grande parte do ciclo de Ancelotti para o torneio que se inicia já no próximo dia 13. Éderson conquistou a vaga só após baixa de Wesley, cortado por lesão.

Antes de atender "o chamado" de Ancelotti, meio-campista havia sido lembrado na seleção apenas para um amistoso em 2024, além de comparecer apenas na primeira lista de Ancelotti. 

Titular inconstestável da Atalanta, também joga na "terra da bota" e chega à Copa após trilhar um caminho mais árduo na carreira. 

Aos 13, começou em uma escolinha do bairro Tiradentes, região leste da Capital. Pouco tempo depois, foi levado para o clube Desportivo Brasil (SP), para então seguir carreira profissional.

Do interior paulista, em 2019 chegou ao Cruzeiro após transferência de cerca de R$ 1,6 milhão. Após sete meses no clube mineiro, se transferiu para o Corinthians a custo zero. 

No clube alvinegro, obteve altos e baixos, disputou 25 jogos e marcou 3 gols, sendo parte do elenco vice-campeão do Campeonato Paulista em 2020. Contestado e sem sequência, foi emprestado ao Fortaleza, onde finalmente obteve destaque em 2021. 

Após um de empréstimo ao clube nordestino, foi vendido a Salernitana (Itália) por 6,5 milhões de euros. 

No clube italiano, se destacou rapidamente e em menos de seis meses, despertou o interesse da Atalanta, também da Itália, que pagou cerca de 22,9 milhões de euros pelo volante. 

Glória nos Estados Unidos

Após pouco destaque na Europa e o fracasso na copa de 1990, Muller voltou ao Brasil diretamente para São Paulo, onde conquistou o Campeonato Brasileiro de 1991 e foi bicampeão da Libertadores e do Mundial de Clubes em 1992 e 1993. 

A retomada na carreira foi coroada com a convocação para sua terceira Copa do Mundo, torneio disputado nos Estados Unidos, um dos países sede deste ano e palco do tetra do Brasil em 1994.

Copa do Mundo

De garoto de projeto social a convocado para a Copa: a história de Éderson

Volante da Atalanta foi chamado por Carlo Ancelotti após corte de Wesley e tem trajetória marcada pelo Instituto Bola de Ouro, em Campo Grande.

08/06/2026 18h02

Foto: Arquivo do Instituto Bola de Ouro.

Foto: Arquivo do Instituto Bola de Ouro. Foto: Arquivo

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A convocação do volante Éderson para a Seleção Brasileira que disputará a Copa do Mundo de 2026 teve um significado especial para Campo Grande.

Natural da capital sul-mato-grossense, o jogador da Atalanta, da Itália, foi chamado pelo técnico Carlo Ancelotti para substituir o lateral-direito Wesley, cortado da competição após sofrer uma lesão muscular na coxa esquerda durante amistoso da Seleção.

A notícia mobilizou não apenas torcedores e familiares, mas também aqueles que acompanharam de perto os primeiros passos do atleta. Entre eles está o Instituto Bola de Ouro, projeto social esportivo onde Éderson iniciou sua formação ainda criança e construiu os alicerces que o levariam ao futebol profissional.

Para os responsáveis pelo instituto, a convocação representa muito mais do que uma conquista individual. É a confirmação de que um trabalho desenvolvido há mais de duas décadas, voltado à formação esportiva e cidadã de crianças e adolescentes, pode transformar vidas.

Segundo o presidente do Instituto Bola de Ouro, professor Jairo Cesar, que conversou com a reportagem do Correio do Estado, Éderson chegou ao projeto aos seis anos de idade e rapidamente chamou a atenção pelo talento acima da média.

"Falar sobre a trajetória do Éderson é, para nós, reviver a essência do que construímos ao longo de 21 anos no Instituto Bola de Ouro. Ver um dos nossos pupilos vestir a camisa da Seleção Brasileira não é apenas um feito esportivo; é a materialização de um compromisso social que iniciamos quando ele tinha apenas seis anos", afirmou.

De acordo com o educador, o volante já apresentava características que o diferenciavam dos demais atletas da mesma idade.

"O Éderson sempre foi um garoto singular. Dentro de campo, demonstrava uma maturidade técnica notável, atuando sempre em categorias superiores à sua faixa etária. Fora dele, cultivava valores raros: era prestativo, empático e comprometido com o bem da comunidade, como bem lembramos de suas ações voluntárias no Asilo São João Bosco", recordou.

Foto: Arquivo do Instituto Bola de Ouro.Foto: Arquivo do Instituto Bola de Ouro.

Além dos treinamentos, o atleta participou de ações sociais promovidas pela instituição, incluindo atividades voluntárias junto ao Asilo São João Bosco, experiências que ajudaram a moldar valores que, segundo os educadores, permanecem presentes em sua trajetória.

Superação antes do sucesso

A caminhada rumo ao futebol de alto rendimento, porém, esteve longe de ser simples.

Em um dos momentos mais delicados da juventude, Éderson enfrentou uma reprovação em uma avaliação realizada em São Paulo. O resultado abalou sua confiança e o fez considerar abandonar o sonho de se tornar jogador profissional.

Foi nesse período que o suporte recebido no Instituto Bola de Ouro se tornou decisivo.

"No entanto, o futebol é um caminho de provações. Em um momento crucial, após uma reprovação em um teste em São Paulo, Éderson sentiu o peso do desânimo e cogitou interromper sua caminhada. Foi então que o nosso trabalho de base, que vai muito além da bola, entrou em cena", relatou Jairo.

Segundo ele, o jovem recebeu orientação para compreender que os obstáculos fazem parte da formação de qualquer atleta.

"Reforçamos a ele que o esporte, tal qual a vida, é uma construção feita de degraus. Ensinamos que o fracasso é um professor necessário e que a resiliência é o maior talento de um atleta."

Com disciplina e perseverança, Éderson retomou o caminho do desenvolvimento esportivo e começou a construir uma trajetória que o levaria aos principais centros do futebol nacional e internacional.

De Campo Grande para a Europa

Após deixar Mato Grosso do Sul, Éderson iniciou sua carreira nas categorias de base do Desportivo Brasil. O volante ganhou projeção nacional no Cruzeiro, passou por Corinthians e Fortaleza antes de seguir para o futebol italiano.

Na Europa, atuou pela Salernitana e posteriormente se transferiu para a Atalanta, clube onde alcançou o melhor momento da carreira. Com atuações consistentes no Campeonato Italiano e em competições europeias, tornou-se um dos principais meio-campistas brasileiros em atividade no exterior.

A convocação para a Copa do Mundo veio após Wesley sofrer uma lesão muscular e ser cortado da Seleção Brasileira. Diante da baixa, Carlo Ancelotti optou por chamar Éderson para integrar o elenco brasileiro.

Orgulho para Campo Grande

No Instituto Bola de Ouro, a convocação foi recebida como uma conquista coletiva.

"Ele acolheu cada palavra. Com disciplina e foco, superou cada obstáculo, trilhando um caminho sólido pelo Desportivo Brasil, Cruzeiro, Corinthians, Fortaleza e, mais recentemente, pela Atalanta. Hoje, ao vê-lo convocado para a Copa do Mundo, o Instituto Bola de Ouro está em festa. Celebramos a vitória da persistência e o sucesso de um campo-grandense que nunca esqueceu suas raízes", destacou Jairo Cesar.

Foto: Arquivo do Instituto Bola de Ouro.Foto: Arquivo do Instituto Bola de Ouro.

O dirigente afirma que o sentimento é de orgulho por ter participado dos primeiros passos da carreira do atleta.

"Seguimos em torcida vibrante, honrados por termos feito parte dos primeiros degraus dessa história e na expectativa de vê-lo brilhar nos gramados, quem sabe presenteando nossa cidade e nosso projeto com um gol que eternizará essa jornada de superação."

Convocação surpreendeu jogador em Campo Grande

A chamada da Seleção pegou Éderson de surpresa. O volante passava férias em Campo Grande, sua cidade natal, quando recebeu a notícia da convocação emergencial para a Copa do Mundo.

Segundo relatos da imprensa internacional, ele precisou reorganizar rapidamente a viagem para se apresentar ao grupo nos Estados Unidos.

O episódio reforçou o vínculo que o atleta mantém com suas origens. Mesmo consolidado no futebol europeu, Éderson continua sendo lembrado como um dos principais exemplos de sucesso surgidos no esporte sul-mato-grossense.

Segundo jogador sul-mato-grossense em Copa

O volante Éderson, 27 anos, será o segundo jogador sul-mato-grossense a defender a seleção brasileira em uma Copa do Mundo. Antes dele, o atacante Mueller - também nascido em Campo Grande - participou das copas de 1990 e de 1994. 

Novo Clube

A convocação para a Copa do Mundo ocorre em um momento de ascensão na carreira de Éderson. O volante sul-mato-grossense está prestes a dar um dos maiores passos de sua trajetória ao trocar a Atalanta, da Itália, pelo Manchester United.

Segundo a imprensa europeia, o clube inglês chegou a um acordo com a equipe italiana para a contratação do jogador por cerca de 40,5 milhões de euros, com bônus que podem elevar o valor da negociação.

A transferência coloca Éderson em um dos maiores palcos do futebol mundial e reforça a rápida evolução de quem começou em um projeto social de Campo Grande antes de alcançar a Seleção Brasileira
 

 

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