Sábado, 18 de Novembro de 2017

Ladrões invadem casa de desembargador

28 JUL 2010Por 05h:16
karine cortez e vânya santos

Três dias depois de ser criada a Comissão Permanente de Segurança Institucional, destinada a cuidar da integridade de juizes e servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul, o vice-presidente do Tribunal de Justiça, desembargador João Batista da Costa Marques, 66 anos, foi vítima de assalto. Na noite de segunda-feira (26), por volta das 20h, cerca de três homens armados invadiram a sua residência, situada no Jardim Autonomista, em Campo Grande.
Além de agredir João Batista, os ladrões ainda roubaram um relógio da marca Rolex, um notebook, cerca de R$ 8 mil e uma pistola ponto 40.  
De acordo com informações repassadas por amigos do desembargador, os bandidos estavam em um carro, renderam o vigia do imóvel e ao entrarem na residência acabaram agredindo João Batista, que ficou bastante machucado e em estado de choque. Apesar do depoimento de amigos, a assessoria de comunicação do Tribunal negou que o magistrado tenha sido agredido.
Informações extraoficiais dão conta de que o segurança particular também foi agredido quando tentou reagir com uma faca. Há suspeita de que os assaltantes não sabiam que se tratava da residência do vice-presidente do Tribunal de Justiça.
João Batista estava sozinho no imóvel, onde mora com a esposa, que se encontrava viajando. O boletim de ocorrência sobre o assalto não foi disponibilizado para a imprensa e a Polícia Civil informou que a investigação está sob sigilo e, por isso, não se pronunciará sobre o assunto.
De acordo com a Delegacia de Repressão ao Tráfico de Armas, da Polícia Federal, o porte de uma pistola ponto 40, mesmo calibre encontrado na casa do desembargador, pode ser concedido apenas para magistrados, auditores da Receita Federal e policiais.

Comissão
Por meio da assessoria de comunicação, o Tribunal de Justiça informou que a Comissão Permanente de Segurança Institucional só atuará quando o profissional do órgão estiver em risco em decorrência do exercício de sua função. E, de acordo com o departamento, o assalto ocorrido na residência do magistrado trata-se de um crime contra o cidadão João Batista e não contra o desembargador e vice-presidente do TJ.

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