Segunda, 20 de Novembro de 2017

Laboratório de análises volta a operar na terça-feira

28 MAI 2010Por 06h:23
VERA HALFEN

Ontem, o diretor do Labcom, professor Luiz Henrique Viana, disse que o mesmo pessoal que trabalhava no laboratório já foi recontratado. Viana destaca que até terça-feira os equipamentos estarão em fase de manutenção e calibragem.
As coletas feitas na Capital e interior do Estado são analisadas no Labcom, da UFMS, catalogadas e enviadas à Agência Nacional do Petróleo, Gás natural e Biocombustíveis (ANP), no Rio de Janeiro, com quem o Labcom mantém contrato. No caso da constatação de irregularidades na gasolina comum, álcool combustível ou óleo diesel, o órgão envia fiscais aos postos, que autuam o proprietário.

Interrupção
O Labcom entrou em operação em maio de 2005 e encerrou as atividades em outubro de 2007. Por conta do acompanhamento da qualidade dos combustíveis, os índices médios de qualidade fora dos padrões caíram. Porém, a falta de renovação do contrato interrompeu o serviço por quase três anos e os índices de irregularidades aumentaram.
No primeiro trimestre de 2010, pesquisa divulgada pela ANP apontou que a adulteração de álcool combustível aumentou sete vezes, comparada com o trimestre anterior. Na época, as amostram foram coletadas pelo Centro de Pesquisa e Análises Tecnológicas – CPT/ANP. No mesmo período, o Procon informou que oito postos foram autuados e que apenas um deles tinha voltado a operar, por ter cumprido as exigências do órgão.

Custo
O custo da implantação do laboratório, em 2005, foi de R$ 1,5 milhão. A ANP repassava R$ 700 mil por ano pelos serviços de análises e pagamento dos técnicos contratados.

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