Cidades

Sidrolândia

Justiça suspende reintegração de posse e indígenas criticam a polícia

Justiça suspende reintegração de posse e indígenas criticam a polícia

DA REDAÇÃO

22/05/2013 - 10h00
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A Justiça Federal de Mato Grosso do Sul decidiu nesta semana pela suspensão do cumprimento do mandado de reintegração de posse da Fazenda Buriti, no distrito de Quebra Coco, em Sidrolândia. Desde 15 de maio, cerca de 500 indígenas Terena ocupam o local, reivindicando a demarcação do território.

A decisão é do juiz Espolio de Afrânio Pereira Martins da 1ª Vara Federal. O magistrado considerou a possibilidade de conflito entre os indígenas e a Polícia Federal e espera uma audiência na tentativa de conciliação. As ações da Polícia Federal na região também devem ser suspensas.

Para o coordenador do Conselho Indigenista Missionário em Mato Grosso do Sul (Cimi-MS), Flávio Vicente, a suspensão da ordem diminui a tensão na região.

Críticas
Em carta aberta divulgada ontem (21), o Conselho do Povo Terena explicou que desde a semana passada está reocupando as fazendas que estão sobre seu território.

“Desqualificamos todos os argumentos contrários aos nossos direitos e a nossa autonomia, que tem por objetivo deslegitimar nossa luta pela terra, afirmando que estamos sendo manipulados e motivados por terceiros a retomarmos o que é nosso. Somos povos indígenas e temos nossa autonomia e organização própria reconhecida pela Constituição Federal”.

Por meio do documento, os indígenas repudiamos os atos da Polícia Federal, afirmando que ela não agiu de forma imparcial e também denunciaram o delegado Federal, Alcídio de Souza Araújo, “que de forma injustificada e arbitrária apreendeu equipamentos do jornalista Ruy Sposati”.

vigilância

Campo Grande passa a ter três novos locais monitorados por câmeras de segurança

Novos pontos de videomonitoramento foram escolhidos por terem alto fluxo de pessoas e veículos, o que pode atrair condutas que comprometem a ordem pública

03/08/2026 12h31

Novos pontos de vigilância foram escolhidos a partir de pedidos da população

Novos pontos de vigilância foram escolhidos a partir de pedidos da população Foto: Divulgação

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O sistema integrado de videomonitoramento, operado pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) em conjunto com a Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (Sesdes), foi expandido para três novos locais em Campo Grande.

De acordo com o Executivo Municipal, a cobertura foi expandida para a Rua 14 de Julho e para os acessos ao Aeroporto Internacional e ao Terminal Rodoviário. 

Os novos pontos de vigilância foram escolhidos a partir de pedidos da população.

Conforme a prefeitura, nestes três locais, o alto fluxo de pessoas e veículos atrai condutas que comprometem a ordem pública, como furtos ao comércio, atuação de transporte clandestino de passageiros e retenções de tráfego causadas por estacionamento irregular e paradas em fila dupla. 

"A expansão da rede de câmeras prioriza o combate imediato à criminalidade e a preservação de vidas no trânsito, atuando de forma preventiva para inibir atos ilícitos e destravar os gargalos viários", diz a prefeitura, em nota.

Como funciona

A tecnologia instalada nas ruas funciona sob o comando direto de profissionais qualificados e não opera de forma automatizada.

A partir de uma central de controle, agentes de trânsito e de segurança acompanham as transmissões em tempo real, avaliando o comportamento nas vias e o fluxo de pessoas. 

Ao identificar um veículo trancando a passagem de ambulâncias ou obstruindo a via principal, por exemplo, o agente analisa a situação na tela e adota as medidas cabíveis baseadas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Da mesma forma, movimentações suspeitas na área central acionam rapidamente as equipes de segurança. 

A estratégia com a ampliação da vigilância eletrônica tem foco central estabelecer a proteção do cidadão, a redução de sinistros e a construção de um ambiente ordenado, onde a população sinta segurança para caminhar, consumir e transitar livremente.

PRISÃO

Vídeo: a caminho de Campo Grande, Neno Razuk é entregue à PF em Corumbá

Neno Razuk foi preso por ingresso e permanência irregulares em território boliviano

03/08/2026 12h00

Neno Razuk foi preso pela polícia boliviana

Neno Razuk foi preso pela polícia boliviana Reprodução

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O ex-deputado estadual Neno Razuk (PL) está preso na Delegacia da Polícia Federal de Corumbá após ser detido na divisa com Puerto Quijarro, pela Polícia Boliviana, neste domingo (2). De acordo com as informações divulgadas pelo site Diário Corumbaense, o ex-parlamentar seguia de carro em direção a Santa Cruz de la Sierra.

De acordo com o delegado da PF de Corumbá, Estevão Baesso, Neno Razuk foi entregue à Polícia Federal por volta da meia-noite, na divisa que liga os dois países.

Após ser preso, Razuk foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) para exame de corpo de delito.

O advogado de Neno Razuk confirmou a prisão do ex-deputado estadual e disse que ainda aguarda a decisão da Polícia Federal. "Até o momento, não temos informações sobre quando ocorrerá a chegada dele a Campo Grande". 

Neno Razuk foi preso por ingresso e permanência irregulares em território boliviano. Ele é um dos réus em investigação decorrente da Operação Successione, que apura a atuação de uma organização criminosa ligada à exploração ilegal do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul.

Em denúncia apresentada pelo MPMS, o ex-deputado, familiares e outros investigados são apontados como integrantes de uma estrutura criminosa que teria atuado na exploração de jogos de azar no Estado.

Após o MPMS suspeitar que Neno teria deixado o Brasil, o órgão ministerial solicitou que ele fosse inserido na lista vermelha de procurados da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

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