Terça, 21 de Novembro de 2017

Juros para antecipar Imposto de Renda caem meio ponto

7 MAR 2010Por 00h:20
À primeira vista parece um bom negócio: crédito rápido, sem exigência de garantias (como avalista), pagamento só daqui a alguns meses e com dinheiro que você não terá que ainda trabalhar para ganhar. É a antecipação da restituição do Imposto de Renda (IR) – linha de crédito oferecida por muitos bancos desde que começou o prazo para declaração do IR na Receita Federal. O contribuinte recebe hoje o valor a ser restituído em 2010, neste ano com taxa de juros 2,53% ao mês (em média) - menor que a do ano passado, de 3,1%. E é justamente aí, nos juros, onde mora o perigo pois, dependendo de onde esse crédito for empregado, o que parecia vantajoso pode se tornar prejuízo para o consumidor. O alerta é do economista Thales de Souza Campos. Segundo ele, contratar o empréstimo no valor que será restituído pela Receita Federal e utilizá-lo, por exemplo, para a compra de bens como carros e imóveis, pode transformar o investimento em uma conta bem maior a ser paga no ano que vem. “Existem hoje linhas de crédito com juros bem inferiores a esse da antecipação da restituição para a compra de bens, como no caso dos automóveis, que variam de 0,9% a 1,8%. Então, quem estiver pensando em contratar esse produto deve antes verificar quais são os valores dos juros em uma linha específica”, explica. No caso dos imóveis, há linhas que cobram 4,5% ao ano e ainda com parcelas decrescentes – muito mais vantajoso que a antecipação. Outro exemplo citado pelo economista é o da compra de eletrodomésticos. Atualmente, as lojas especializadas nesse tipo de produto têm crediário próprio, com juros reduzidos, que chegam a ser de 0,99% ao mês. “Vale a pena pesquisar para fazer um bom negócio e não acabar com uma conta maior do que o esperado”, afirma o economista. Recomendado Através da linha de crédito é possível antecipar de 75% a 100% do valor a restituir, dentro de determinadas condições, dependendo da instituição financeira. Mas, de acordo com Campos, só é recomendada a contratação da restituição antecipada para cobrir débitos de cartões de crédito em atraso e limite do cheque especial, que têm juros de 8,5% a 11,5% ao mês. “No caso do cartão, só compensa se ele estiver vencido há muito tempo”, recomenda, lembrando que os juros da antecipação podem ultrapassar 30% no final do contrato. Dependendo do caso, se contratante tiver condições de quitar o saldo em dois ou três meses, a antecipação pode não ser o mais recomendado. Já em parcelamentos longos o crédito da restituição é vantajoso. Outro fator importante é a data da entrega da declaração. Quanto antes for entregue melhor para quem contrata a linha de crédito. Isso porque os lotes de restituição são pagos conforme a data de recebimento do documento pela Receita Federal, o que significa que uma pessoa que contratar o crédito antecipado e estiver entre os últimos a receber a restituição, terá que pagar mais juros pelo empréstimo adquirido hoje.À primeira vista parece um bom negócio: crédito rápido, sem exigência de garantias (como avalista), pagamento só daqui a alguns meses e com dinheiro que você não terá que ainda trabalhar para ganhar. É a antecipação da restituição do Imposto de Renda (IR) – linha de crédito oferecida por muitos bancos desde que começou o prazo para declaração do IR na Receita Federal. O contribuinte recebe hoje o valor a ser restituído em 2010, neste ano com taxa de juros 2,53% ao mês (em média) - menor que a do ano passado, de 3,1%. E é justamente aí, nos juros, onde mora o perigo pois, dependendo de onde esse crédito for empregado, o que parecia vantajoso pode se tornar prejuízo para o consumidor. O alerta é do economista Thales de Souza Campos. Segundo ele, contratar o empréstimo no valor que será restituído pela Receita Federal e utilizá-lo, por exemplo, para a compra de bens como carros e imóveis, pode transformar o investimento em uma conta bem maior a ser paga no ano que vem. “Existem hoje linhas de crédito com juros bem inferiores a esse da antecipação da restituição para a compra de bens, como no caso dos automóveis, que variam de 0,9% a 1,8%. Então, quem estiver pensando em contratar esse produto deve antes verificar quais são os valores dos juros em uma linha específica”, explica. No caso dos imóveis, há linhas que cobram 4,5% ao ano e ainda com parcelas decrescentes – muito mais vantajoso que a antecipação. Outro exemplo citado pelo economista é o da compra de eletrodomésticos. Atualmente, as lojas especializadas nesse tipo de produto têm crediário próprio, com juros reduzidos, que chegam a ser de 0,99% ao mês. “Vale a pena pesquisar para fazer um bom negócio e não acabar com uma conta maior do que o esperado”, afirma o economista. Recomendado Através da linha de crédito é possível antecipar de 75% a 100% do valor a restituir, dentro de determinadas condições, dependendo da instituição financeira. Mas, de acordo com Campos, só é recomendada a contratação da restituição antecipada para cobrir débitos de cartões de crédito em atraso e limite do cheque especial, que têm juros de 8,5% a 11,5% ao mês. “No caso do cartão, só compensa se ele estiver vencido há muito tempo”, recomenda, lembrando que os juros da antecipação podem ultrapassar 30% no final do contrato. Dependendo do caso, se contratante tiver condições de quitar o saldo em dois ou três meses, a antecipação pode não ser o mais recomendado. Já em parcelamentos longos o crédito da restituição é vantajoso. Outro fator importante é a data da entrega da declaração. Quanto antes for entregue melhor para quem contrata a linha de crédito. Isso porque os lotes de restituição são pagos conforme a data de recebimento do documento pela Receita Federal, o que significa que uma pessoa que contratar o crédito antecipado e estiver entre os últimos a receber a restituição, terá que pagar mais juros pelo empréstimo adquirido hoje.

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