Cidades

RIO DE JANEIRO

Juíza manda soltar policiais que arrastaram mulher

Juíza manda soltar policiais que arrastaram mulher

FOLHAPRESS

20/03/2014 - 18h45
Continue lendo...

A juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros --titular da Auditoria da Justiça Militar do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro-- concedeu na tarde de hoje a liberdade provisória aos três policiais militares flagrados em imagens arrastando a auxiliar de serviços gerais Cláudia Ferreira da Silva, 38, no último domingo, por ruas da zona norte do Rio.

A magistrada diz que a decisão se deve à "ausência de peças técnicas da causa mortis da vítima, bem como da constatação de outras eventuais lesões".

"Da leitura dos termos constantes do auto de prisão em flagrante, não é possível verificar de onde partiram os disparos de arma de fogo que atingiram Cláudia Ferreira, constando que os indiciados não estavam presentes no local e foram acionados via rádio para lá comparecer, pois a mesma havia sido encontrada alvejada no chão por projéteis de arma de fogo. O que se deve salientar por ora é que não se pode demonizar condutas culposas em razão de suas graves e trágicas consequências, por mais tristes e chocantes que sejam", diz a juíza na decisão.

O trio será solto do complexo penitenciário de Bangu, zona oeste, nas próximas horas. A decisão já tinha o parecer favorável do promotor Paulo Roberto Mello Cunha, do Ministério Público que atua junto à Auditoria de Justiça Militar. O pedido de soltura havia sido feito pelos advogados dos PMs.

Tanto o promotor como a juíza alegaram "falta de elementos" para a prisão em flagrante dos policiais --mesmo com o vídeo divulgado pela imprensa-- que mostra a vítima sendo arrastada pendurada ao carro da PM em ruas da zona norte da cidade.

Segundo a magistrada, os policiais relatam que quando se aproximaram da vítima "foram hostilizados por moradores do local, que os chamavam de assassinos, chutavam a viatura, chegando a puxar o armamento portado pelos policiais militares".

Ana Paula Barros diz que sob a alegação de que no banco traseiro do carro da polícia havia armamento e coletes balísticos, além de não ser possível abrir totalmente as portas da viatura por conta da via estreita, e "no calor dos fatos" a moradora foi colocada no compartimento destinado a transporte de presos para seguir ao Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, zona norte.

"Por mais fortes, chocantes e, até mesmo revoltantes que sejam as imagens da senhora Cláudia Ferreira da Silva, já baleada, sendo arrastada no asfalto presa ao reboque da viatura, dos termos dos autos não é possível inferir que os policiais militares presentes na viatura conheciam tal circunstância e a ignoraram. Ao contrário, o que mostram as imagens é que a viatura parou e dois policiais desceram para a colocarem de volta no interior da viatura", afirmou.

"De certo, o compartimento de presos não é o local correto para o transporte de uma vítima de projétil de arma de fogo em estado grave, mas as circunstâncias que levaram os policiais a agir desta forma serão melhor avaliadas pelo Conselho Permanente de Justiça", disse a magistrada, acrescentando que "o caso de Cláudia Ferreira não se compara à repulsa e clamor público que se vê quando uma criança morre no interior de um veículo em razão do esquecimento de seu pai".

"Por derradeiro, ausentes todos os requisitos necessários à decretação da prisão preventiva dos indiciados, acolho a promoção ministerial e defiro os pedidos defensivos e concedo a liberdade provisória aos indiciados Rodney Miguel Archanjo, Adir Serrano Machado e Alex Sandro da Silva Alves", afirma.

A reportagem tentou contato com o advogado dos PMs, mas ele não foi encontrado. Anteontem, parentes e moradores disseram que apenas pediam que os PMs não levassem Cláudia no porta-malas do carro.


 

CAMPO GRANDE

Após chuva recorde, prefeitura faz mutirão de limpeza na Rachid Neder

Avenida amanheceu com terra, lama, galhos de árvore, folhas e pedras, que foram arrastados pela enxurrada

16/10/2026 10h29

Funcionários da Solurb limpando a sujeira deixada pela chuva

Funcionários da Solurb limpando a sujeira deixada pela chuva MARCELO VICTOR

Continue Lendo...

Após fortes chuvas, as avenidas Rachid Neder, Euler de Azevedo, Ernesto Geisel, Gunter Hans e Guaicurus ficaram alagadas e amanheceram sujas, devido à enxurrada.

Terra, lama, sujeira, galhos, folhas, lixo, garrafas e outros objetos foram arrastados pela força da água e transformaram a cor cinza do asfalto em marrom.

Por isso, a Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) faz um mutirão, nesta sexta-feira (16), para limpar a sujeira deixada pela chuva.

Funcionários da Solurb limpando a sujeira deixada pela chuvaCor cinza do asfalto virou marrom devido a enxurrada que trouxe lama. Foto: Marcelo Victor

Secretarias e órgãos municipais atuam de forma integrada nas regiões afetadas para remover árvores e galhos, desobstruir vias, limpar bocas de lobo e restabelecer semáforos afetados.

A reportagem do Correio do Estado esteve na Rachid Neder na manhã desta sexta-feira (16) e constatou que oito funcionários da Solurb faziam a limpeza do local, retirando galhos e lama.

De acordo com a prefeitura, as equipes permanecem ativas para atender as ocorrências e estão de prontidão em situações que comprometem a segurança, mobilidade e funcionamento dos serviços públicos.

Caso haja residências atingidas pelos temporais, a Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha) pode fornecer lonas para proteção provisória de imóveis danificados, conforme avaliação e disponibilidade do atendimento.

A Secretaria de Assistência Social (SAS) presta auxílio e disponibiliza serviços à famílias em situação de vulnerabilidade, como cestas básicas e cobertores.

CHUVA E MAIS CHUVA

Fortes chuvas atingem Campo Grande há três dias consecutivos, de terça-feira (13) a quinta-feira (15).

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, o maior acumulado foi registrado nesta quinta-feira (15), quando a Capital bateu recorde e contabilizou 143,1 milímetros em um período de 14 horas, das 6h às 20h.

O número representa o maior volume da história de outubro em um só dia. A média histórica para todo o mês, analisada entre os anos de 1980 a 2010, é de 165,2 mm.

A chuva alagou diversas vias, atrapalhou o trânsito, abriu buracos e crateras no asfalto, afetou semáforos e deixou muita sujeira.

Apesar do acumulado recorde, não veio acompanhada de muitos ventos, raios ou trovões. Com isso, não houve estragos significativos, como destelhamento de casas ou queda energia, postes de luz ou árvores. 

Uma cratera 'engoliu' um veículo Volkswagen Virtus e o carro está há 12 horas dentro do buraco.

Funcionários da Solurb limpando a sujeira deixada pela chuvaCarro 'engolido' por cratera. Foto: Marcelo Victor

Além de Campo Grande, a chuva atingiu outras regiões de Mato Grosso do Sul. Confira os acumulados divulgados pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec-MS):

Funcionários da Solurb limpando a sujeira deixada pela chuva

 

TRANSTORNO

Carro afunda em cratera e motorista cobra responsáveis por prejuízo em Campo Grande

Veículo foi engolido aos poucos após asfalto ceder na Vila Margarida; proprietário afirma que pavimentação havia sido refeita horas antes e aguarda providências para retirar o automóvel

16/10/2026 10h00

Volkswagen Virtus ficou preso em cratera aberta após o asfalto ceder na Vila Margarida, em Campo Grande; motorista conseguiu sair antes de o veículo afundar

Volkswagen Virtus ficou preso em cratera aberta após o asfalto ceder na Vila Margarida, em Campo Grande; motorista conseguiu sair antes de o veículo afundar Marcelo Victor

Continue Lendo...

Um motorista passou por momentos de tensão na noite desta quinta-feira (15), depois que o asfalto cedeu e seu carro afundou em uma cratera na Vila Margarida, em Campo Grande. O incidente ocorreu por volta das 19h20, quando o comerciante Antônio José da Silva estacionava em frente a um mercado da região. Apesar do susto, ele conseguiu sair do veículo antes que o buraco aumentasse.

Em entrevista ao Correio do Estado, o proprietário contou que havia chegado ao estabelecimento e aguardava a saída de outro automóvel para ocupar uma vaga, quando percebeu que o chão começou a ceder sob seu Volkswagen Virtus.

“Eu senti que o solo cedeu. Desci para ver o que era e vi que estava sendo tomado pela água por baixo”, relatou.

Ao perceber a situação, Antônio procurou ajuda de pessoas que estavam próximas para tentar empurrar o carro para trás. No entanto, a abertura no asfalto aumentou rapidamente, impossibilitando a retirada do veículo. 

Segundo ele, o automóvel levou cerca de meia hora para afundar completamente. Durante esse período,a parte dianteira ficou sustentada pelo para-choque, que acabou cedendo. 

“O para-choque ficou preso ali na frente, mas embaixo era um buraco só, não tinha mais o que fazer”, explicou.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e esteve no local ainda durante a noite. Conforme o motorista, os militares amarraram o veículo para evitar novos deslocamentos, mas a retirada dependia de um guincho. 

Antônio afirmou que tentou conseguir o serviço, porém enfrentou dificuldades devido às condições do tempo. 

Um dos pontos questionados pelo motorista é a realização de serviços de pavimentação no trecho poucas horas antes do incidente.

De acordo com Antônio, comerciantes da região relataram que o asfalto havia sido refeito na manhã de quinta-feira, enquanto chovia. Ele também contou que, durante a tarde, um trabalhador esteve no local para realizar mediações da pavimentação. 

“Chegou um rapaz de moto e disse que o superior dele pediu que viesse fazer a medição do asfalto que tinha sido feito”, afirmou.

O motorista disse que chegou a retirar seu veículo do local a pedido do trabalhador, mas retornou ao comércio no início da noite, quando ocorreu o afundamento.

Embora tenha mencionado a existência de intervenções relacionadas à rede de gás na região, Antônio afirmou não saber qual empresa executou a pavimentação nem quem deverá responder pelos danos. 

Até o momento das entrevistas, não havia confirmação sobre a causa do rompimento do asfalto ou eventual relação com os serviços realizados anteriormente. 

Além dos danos ao veículo, Antônio enfrenta a incerteza sobre quem será responsável pelos custos da retirada e dos reparos. O motorista afirmou que não possui seguro e ainda não conseguiu calcular o prejuízo. 

“É triste, né? Porque quem vai arcar com esses prejuízos? Ainda vou esperar para ver o que pode ser feito”, desabafou.

Segundo ele, representantes da MSgás já haviam sido informados sobre a ocorrência e deveriam realizar uma avaliação no local. O proprietário também mencionou a necessidade de verificar a situação da tubulação de água, já que havia vazamento na cratera. 

Apesar da presença de pessoas que foram observar a situação, Antônio afirmou que ainda aguardava uma solução concreta.

“Eu estou aguardando aparecer alguém responsável pelo local”, disse.

O motorista pretende buscar esclarecimentos sobre a responsabilidade pelo ocorrido antes de decidir quais medidas adotará para solicitar o ressarcimento dos prejuízos.

O Correio do Estado entrou em contato com a Águas Guariroba, Prefeitura de Campo Grande e MSGás (Governo de Mato Grosso do Sul) para saber de quem é a responsabilidade do prejuízo. 

A Águas Guariroba informou que a retirada do carro e o prejuízo financeiro não são de sua competência, mas que uma equipe foi enviada ao local para saber se a rede de água foi afetada.

"Não é nossa intervenção. Uma equipe seria direcionada ao local para verificar se nossa rede foi afetada em virtude do que ocorreu, mas essa intervenção realizada no local não foi feita pela Águas Guariroba", disse a concessionária. 

A Prefeitura de Campo Grande informou que uma equipe técnica esteve no local para averiguar o afundamento do asfalto.

"Conforme informações levantadas pela equipe técnica da Sisep, a concessionária MSGÁS realizou recentemente uma obra de ampliação da rede de gás no trecho. A responsabilidade pelos reparos no pavimento é da concessionária. Com a queda do veículo, houve o rompimento da rede de abastecimento de água. A Águas Guariroba é responsável pelos serviços necessários para reparar os danos na rede de água.
 O trecho já está devidamente sinalizado para garantir a segurança de motoristas e pedestres", informou a prefeitura por meio de nota enviada ao Correio do Estado.

A reportagem aguarda a resposta da MSGás.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).