Política

MENSALÃO

Juíza condena João Paulo e Cláudio Valério

Juíza condena João Paulo e Cláudio Valério

FOLHA PRESS

25/06/2013 - 17h32
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A justiça federal do Distrito Federal condenou o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, considerado o operador do mensalão, e o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) por improbidade administrativa em processo relacionado ao escândalo do mensalão.

O processo tramita na área civil e foi motivado por ação do Ministério Público Federal. Para os procuradores, houve pagamento de vantagem indevida de R$ 50 mil a João Paulo, em 2003, à época presidente da Câmara dos Deputados, em troca de favorecimento à empresa de Valério em um contrato da Câmara.

O dinheiro foi sacado por Márcia Regina Cunha, mulher do congressista, em uma agência do Banco Rural em Brasília.

A punição a Valério é de proibição de contratos com o poder público por 10 anos e de perda dos direitos políticos por 8 anos, além de multa de três vezes o valor oferecido.

Já o deputado foi condenado à devolução do valor conseguido ilegalmente (R$ 50 mil), suspensão dos direitos políticos por 10 anos, além da proibição de contratar com o poder público por 10 anos e a mesma multa.

A decisão ainda é passível de recurso.

Na causa ainda foram condenados Simone Vasconcelos, ex-funcionária de Valério, e os ex-sócios do empresário, Ramon Rollerbach e Cristiano Paz.

Entre os punidos também estão os ex-dirigentes do Banco Rural, Kátia Rabello, José Roberto Salgado e Vinicius Samarane.

A juíza Lana Ligia Galati afirmou no processo que "a ilicitude da verba recebida configura-se pelo fato de não representar contra-partida ou remuneração advinda do regular exercício do cargo".

No julgamento do mensalão, no STF (Supremo Tribunal Federal), os ministros julgaram o mesmo caso na área criminal e entenderam que Cunha recebeu vantagem indevida de Valério. João Paulo foi condenado por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Valério foi condenado por corrupção ativa.

Procurados pela reportagem, Cunha e Valério não responderam até o momento. Os outros condenados não foram encontrados. No processo do STF, todos negaram a participação no crime.
 

SEGURANÇA PÚBLICA

Deputado propõe ao Estado um plano integrado de segurança para fronteiras e divisas

Coronel David entregou proposta ao secretário Antonio Carlos Videira com medidas para ampliar efetivo policial, fortalecer inteligência e criar um programa permanente de combate ao crime organizado

06/07/2026 15h00

O deputo estadual Coronel David (PL) reunido com o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira

O deputo estadual Coronel David (PL) reunido com o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira Divulgação

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O deputado estadual Coronel David (PL) apresentou, nesta segunda-feira (6), ao secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, um Plano Integrado de Segurança para Fronteiras e Divisas. 

A iniciativa ocorre em meio ao avanço das organizações criminosas na faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul e poucos dias após a morte de um policial militar durante uma operação contra integrantes de facção criminosa em Corumbá.

Além da entrega do plano, o parlamentar informou que irá protocolar na Assembleia Legislativa um projeto de lei para instituir o Programa Permanente de Segurança de Fronteira e Divisas, com o objetivo de transformar as medidas propostas em política pública permanente.

Segundo Coronel David, o combate ao crime organizado deve ser tratado como uma ação contínua do Estado, especialmente em municípios estratégicos como Corumbá e Ponta Porã, além das regiões de divisa no norte do Estado.

"A prioridade é o combate ao crime organizado. Precisamos fortalecer a presença do Estado onde as organizações criminosas atuam com maior intensidade", afirmou.

Entre as principais ações previstas no plano estão a recomposição do efetivo da Polícia Militar nas regiões de fronteira, a criação do Centro Integrado de Inteligência de Fronteiras e Divisas, a instalação de um Gabinete Permanente de Gestão da Fronteira, o fortalecimento do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e da Polícia Civil, além da ampliação do uso de tecnologias de monitoramento.

A proposta também contempla o reforço da segurança fluvial no Rio Paraguai, o monitoramento permanente das rotas do tráfico, medidas para fortalecer o sistema penitenciário, proteção aos agentes de segurança, ampliação da cooperação com Paraguai e Bolívia e intensificação do combate financeiro às organizações criminosas.

Outro eixo considerado prioritário pelo parlamentar é a criação de estruturas permanentes de inteligência em Corumbá e Ponta Porã, integrando Polícia Militar, Polícia Civil, Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Perícia Criminal e demais órgãos de segurança para produção de inteligência, identificação de lideranças criminosas e compartilhamento de informações em tempo real.

O plano também estabelece metas para ampliar o efetivo policial. A proposta prevê a incorporação, em até dois anos, de 300 policiais militares para o 6º Batalhão da Polícia Militar, em Corumbá, e de outros 500 para o 4º Batalhão, em Ponta Porã, municípios considerados estratégicos no enfrentamento ao tráfico internacional de drogas e armas.

De acordo com Coronel David, o projeto de lei cria um programa permanente voltado ao enfrentamento das organizações criminosas internacionais, fortalece a integração entre forças estaduais, federais e autoridades estrangeiras, amplia o uso da inteligência policial, protege os agentes de segurança e prevê recursos orçamentários específicos para financiar ações nas regiões de fronteira.

A proposta também tem como objetivos reduzir os índices de homicídios, tráfico de drogas, tráfico de armas, contrabando, descaminho, lavagem de dinheiro e outros crimes relacionados às facções, além de aumentar as apreensões qualificadas e enfraquecer financeiramente as organizações criminosas.

Para o deputado, a morte do policial militar em Corumbá evidencia a necessidade de uma resposta estrutural por parte do poder público.

"A morte de um policial militar durante o exercício da sua missão representa um ataque direto ao Estado brasileiro. Quando organizações criminosas desafiam o poder público nas regiões de fronteira, a resposta precisa ser permanente, integrada e baseada em inteligência", declarou.
 

BRIGA EM FAMÍLIA

Jair Bolsonaro isola Michelle e põe fim ao plano de Pollon de concorrer ao Senado

Deputado federal acreditava que a ex-primeira-dama poderia convencer o ex-presidente a rever a escolha de Capitão Contar

06/07/2026 08h00

Michelle Bolsonaro e Marcos Pollon devem ficar a ver navios

Michelle Bolsonaro e Marcos Pollon devem ficar a ver navios Montagem

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A crise entre a ex-primeira-dama do Brasil Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, praticamente encerrou a principal esperança política do deputado federal Marcos Pollon (PL) de reverter a decisão da direção nacional do partido e conquistar a segunda vaga da legenda ao Senado por Mato Grosso do Sul.

Conforme apuração do Correio do Estado, a estratégia de Pollon era apostar na influência de Michelle com o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro para convencê-lo a rever a escolha do ex-deputado estadual Capitão Contar como pré-candidato da sigla ao Senado, entretanto, esse plano perdeu força após o agravamento do conflito interno envolvendo a família Bolsonaro.

A reportagem obteve a confirmação com a lideranças do partido no Estado de que Jair Bolsonaro só teria assistido ao vídeo divulgado pela esposa contra o filho 01 na madrugada de sexta-feira para sábado, ou seja, duas noites após ter explodido nas redes sociais, e ele detestou o que viu.

Diante disso, o ex-presidente revelou que não deu autorização para Michelle publicar o vídeo, desaprovando a decisão da esposa.

A reação teria sido dura: Bolsonaro determinou que Michelle deixasse a presidência nacional do PL Mulher, descartou sua eventual candidatura ao Senado pelo Distrito Federal e ainda orientou que ela evitasse manifestações públicas sobre política.

O desgaste entre Michelle e Flávio evidencia o racha que atravessa a cúpula do PL e elimina justamente a principal interlocutora em quem Pollon depositava suas expectativas para tentar reabrir a discussão sobre a disputa em Mato Grosso do Sul.

Mesmo após a confirmação oficial de Capitão Contar como pré-candidato ao Senado, o deputado sul-mato-grossense ainda alimentava a expectativa de uma intervenção de Jair Bolsonaro.

Nos bastidores, interlocutores afirmaram que Pollon acreditava que Michelle conseguiria persuadir o ex-presidente a reverter a decisão anunciada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Além disso, o parlamentar também avaliava que Bolsonaro não gostaria de repetir o que considera um erro estratégico nas eleições municipais de 2024, quando apoiou a candidatura do deputado federal Beto Pereira à Prefeitura de Campo Grande, derrotado nas urnas.

Outra opção estudada por Pollon seria solicitar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para visitar Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília, na tentativa de defender pessoalmente sua permanência na disputa.

Entretanto, com Michelle enfraquecida politicamente e afastada das decisões estratégicas do partido, aliados avaliam que as chances de uma reviravolta se tornaram praticamente inexistentes, consolidando a escolha de Capitão Contar.

A definição ocorreu na quarta-feira, durante reunião da executiva nacional do PL em Brasília. Ao anunciar o nome de Contar, Valdemar Costa Neto afirmou que o pré-candidato terá “o apoio de todo o partido”.

Capitão Contar comemorou a decisão e afirmou que o foco agora será a organização da pré-campanha e a preparação para a convenção partidária que homologará a chapa.

O presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja, explicou que a escolha seguiu o acordo firmado pela direção nacional, segundo o qual o segundo candidato ao Senado seria definido com base em pesquisas eleitorais.

Levantamentos realizados pelos institutos Quaest, contratado pelo diretório estadual, e Paraná Pesquisas, encomendado pela direção nacional, apontaram desempenho superior de Capitão Contar em relação a Marcos Pollon.

Os resultados foram encaminhados a Valdemar Costa Neto, ao secretário-geral da legenda, senador Rogério Marinho, e ao senador Flávio Bolsonaro, servindo de base para a decisão final da executiva nacional.

Procurado para comentar o cenário, Marcos Pollon limitou-se a afirmar que vai se manifestar “no momento oportuno”.

Enquanto isso, a crise envolvendo Michelle e Flávio Bolsonaro reduz significativamente qualquer possibilidade de reabertura da disputa interna, consolidando, ao menos por ora, o nome de Capitão Contar como candidato do PL.

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