Domingo, 19 de Novembro de 2017

Juiz suspende pagamento a fornecedores no Amapá

12 SET 2010Por 14h:41
BRASÍLIA

O pagamento a todos os fornecedores do Amapá foi adiado até que a situação do Estado seja controlada. O anúncio foi feito, ontem, pelo governador em exercício Dôglas Evangelista Ramos, presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Estado.
Em sua primeira entrevista coletiva, o novo governador transmitiu tranquilidade para a população e anunciou as primeiras medidas de sua gestão. Ramos afirma que a suspensão do pagamento aos fornecedores é uma medida de cautela, mas garantiu que a partir de terça-feira (14), o Estado passará a pagar “o que for necessário”.
Ramos assumiu o cargo após Pedro Paulo Dias (PP) e mais 17 suspeitos serem presos por desvio de recursos públicos, dentre eles o ex-governador e candidato ao Senado Waldez Góez (PDT). O presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Amanajás (PSDB), o primeiro da linha sucessória depois de Dias, não pôde assumir o governo porque também está sendo investigado pela operação Mãos Limpas. Além disso, o tucano é candidato ao governo.
Segundo o novo governador do Amapá – que exerce o cargo por cinco dias prorrogáveis por mais cinco, período em que Dias continuará preso –, a princípio não haverá exonerações ou demissões, mas sim remanejamento de funções.
Ele ressalta, no entanto, que pessoas de sua confiança serão alocadas na área financeira do governo, conforme orientação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ramos disse que “acompanhará de perto” o trabalho das secretarias.
Caso a prisão temporária de Dias se torne preventiva e o presidente do TJ continue por mais tempo no governo, Ramos admite partir para o que chamou de “plano B”, quando passará a exonerar e nomear servidores.
Ramos indicou para a Secretaria de Segurança Pública - cujo titular, Aldo Alves Ferreira está preso – o atual diretor da Polícia Civil do Estado, Paulo Cesar Cavalcanti Martins, que agora passa a acumular as duas funções.

Intervenção
Ramos afastou completamente a possibilidade de intervenção federal no Estado. Ele quer que a população “se despreocupe” porque conduzirá o governo do Amapá com “tranquilidade e paciência”.
“Já tem eu aqui, para que intervenção? A intervenção faz com que não se possa aprovar uma emenda constitucional, para um estado inteiro e traz um monte de militar aqui. Não é uma boa medida”, opinou.

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