Sábado, 18 de Novembro de 2017

Juiz libera arrendamento dos armazéns da Cooagri

9 FEV 2010Por CÍCERO FARIA, DOURADOS01h:49
O juiz da Vara 2ª Vara Cível, José Carlos Coelho e Souza autorizou ontem o liquidante da Cooperativa Agropecuária e Industrial (Cooagri), Gilberto Bernardi, a fazer o arrendamento dos armazéns da cooperativa a um grupo de empresas, que têm interesse em receber a soja desta safra em várias regiões do Estado. O encontro entre os dois ocorreu a partir das 16h no Fórum de Dourados, e o despacho, aprovando a operação, foi assinado no começo da noite. A preocupação imediata de Gilberto Bernardi, como ele explicou ao juiz, é fazer o pagamento de parte dos direitos trabalhistas dos mais de 300 funcionários, sem receber salários desde julho do ano passado, compromisso que, hoje, já atinge em torno de R$ 8 milhões. A operação O arrendamento para as cooperativas do Paraná e uma trading seá pelo prazo de três anos. Segundo ficou estabelecido inicialmente pelo liquidante em seu contato com o juiz, as empresas desembolsarão R$ 4 milhões por ano, sendo o pagamento anual antecipado. A Cooagri, que entrou em liquidação judicial em setembro do ano passado, tem patrimônio de R$ 90 milhões, mas uma dívida inicial de R$ 240 milhões. O seu principal bem garantido são justamente os 18 armazéns, localizados em vários municípios no sul e sudoeste do Estado de Mato Grosso do Sul, com capacidade total para receber mais de 406.800 toneladas de grãos, por safra. As empresas arrendatárias poderão ser cooperativas paranaenses, com unidades no sul do Estado, e a norte-americana ADM. Essa multinacional foi a primeira a propor o arrendamento dos armazéns da Cooagri, no início do ano passado, com apoio dos associados. Mas um grupo de bancos credores acabou não aprovando a operação, que acabou suspensa. Não restou então a diretoria da cooperativa outra opção que não a liquidação judicial. Foi dada entrada do pedido no Fórum em agosto de 2009. Dívida com o Governo Gilberto Bernadi disse ontem no final da tarde, ao Correio do Estado, que desconhecia uma suposta ação fiscal da Secretaria de Fazenda do Estado no valor de R$ 7 milhões por dívida de ICMS, já que a Cooagri tinha regime especial na comercialização de grãos. O bloqueio dos bens de cooperativa e de cooperados seria pedido pelo governo com base nessa suposta dívida com tributos estaduais.

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