Política

SAÚDE

José Alencar volta a ser internado em hospital de SP

José Alencar volta a ser internado em hospital de SP

FOLHA ONLINE

22/12/2010 - 15h20
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O vice-presidente da República, José Alencar, voltou a ser internado nesta quarta-feira no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, menos de uma semana após ter recebido alta médica do mesmo local --no último dia 17.

A assessoria do hospital confirmou a informação, mas não soube informar a causa da internação.

Alencar luta contra um câncer na região do abdome há mais de 15 anos, e já passou por 16 cirurgias.

No último dia 27, Alencar foi operado para desobstruir o intestino. A cirurgia durou cinco horas e resultou na extração de dois nódulos e 20 centímetros de seu intestino delgado.

No final do procedimento, ele sofreu uma arritmia cardíaca, que foi revertida.

HOMENAGEM

Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou homenagem a seu vice, em evento no Palácio do Planalto para apresentar um balanço dos oito anos de governo.

A uma plateia formada por atuais e antigos colaboradores, de José Dirceu a Marina Silva, Lula disse: "Duvido que algum governante tenha um vice melhor que José Alencar".

"Um grande empresário e um médio sindicalista fizeram pelo Brasil o que muitos que achavam que sabiam não fizeram", afirmou Lula.

Com a presidente eleita, Dilma Rousseff, Alencar tem um "trato".

No período eleitoral, a petista prometeu ao atual vice que celebraria uma eventual vitória a seu lado "dançando um xaxado" em homenagem a Lula e ao Nordeste. O convite havia sido feito por Alencar meses atrás.

QUERO APOIAR

Vaquinha eleitoral arrecada menos de R$ 184 mil e não decola no Estado

Modalidade de financiamento coletivo foi liberada pela Justiça Eleitoral no dia 15 de maio e ainda registra baixa adesão

27/07/2026 08h00

Ranking dos 10 candidatos que mais receberam recursos da vaquinha eleitoral em MS até ontem, conforme o site Quero Apoiar

Ranking dos 10 candidatos que mais receberam recursos da vaquinha eleitoral em MS até ontem, conforme o site Quero Apoiar montagem

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Embora esteja liberado desde o dia 15 de maio deste ano, quando a Justiça Eleitoral autorizou o início do financiamento coletivo para as eleições, o chamado sistema de vaquinha eleitoral ainda não ganhou tração em Mato Grosso do Sul.

Em pouco mais de dois meses, apenas 23 pré-candidatos aderiram à modalidade, que soma R$ 183.837,04 arrecadados, por meio de 615 doadores, em todo o Estado.

O valor é considerado modesto para um estado com mais de 2 milhões de eleitores e indica que a ferramenta ainda não se consolidou como fonte relevante de financiamento na pré-campanha.

Os números também revelam forte concentração das doações, já que, sozinho, o deputado estadual e pré-candidato à reeleição Pedro Caravina (PSDB) responde por cerca de 48% de todo o dinheiro arrecadado pelas campanhas sul-mato-grossenses.

Com R$ 88.320,00 obtidos com 100 apoiadores, ele lidera com ampla vantagem o ranking estadual, seguido pelo pré-candidato a deputado federal Delegado André Matsushita (PP), com R$ 41.070,00 arrecadados de 47 apoiadores, e pelo pré-candidato ao governo do Estado, o deputado estadual João Henrique Catan (Novo), que arrecadou R$ 15.908,00 de 74 doadores.

Juntos, os três primeiros colocados concentram aproximadamente 79% de todos os recursos arrecadados por meio das vaquinhas eleitorais em Mato Grosso do Sul, evidenciando que a maior parte das campanhas ainda tem pouca ou nenhuma capacidade de mobilizar doações pela internet.

Na sequência do ranking estadual aparecem o pré-candidato a deputado estadual e vereador campo-grandense André Salineiro (PL), com R$ 12.850,00 arrecadados de 14 apoiadores, e a deputada estadual Gleice Jane (PT), pré-candidata à reeleição, que arrecadou R$ 10.638,33 de 31 apoiadores. 

O pré-candidato Ton Borges (Novo), por sua vez, chama atenção por apresentar o maior número de colaboradores entre os 10 primeiros colocados: são 212 doadores para uma arrecadação de R$ 5.967,00, sinalizando forte participação de pequenas contribuições individuais.

Também figuram entre os 10 principais arrecadadores Richard Chapasul (Novo), Marcos Guimarães (Novo), Miriam Gimenez (Novo) e Germano Caires (Missão), todos com arrecadações inferiores a R$ 2 mil.

Entre os nomes mais conhecidos da política estadual, o desempenho também é discreto. O pré-candidato ao Senado deputado federal Vander Loubet (PT) arrecadou apenas R$ 510,00, provenientes de seis apoiadores. 

Já o deputado federal Marcos Pollon (PL), pré-candidato à reeleição, o deputado estadual Paulo Duarte (PSDB), pré-candidato à reeleição, e o pré-candidato a deputado estadual Tiago Botelho (PT) ainda não haviam recebido nenhuma doação na plataforma quando o levantamento foi feito.

CENÁRIO NACIONAL

No cenário nacional, Mato Grosso do Sul ocupa a 10ª posição no ranking de arrecadação por financiamento coletivo.

O Estado registra R$ 183.837,04 arrecadados em 23 campanhas, enquanto São Paulo lidera, com
R$ 1,47 milhão, seguido pelas campanhas presidenciais, que já somam R$ 1,25 milhão, e o Rio de Janeiro, com R$ 913 mil.

Especialistas apontam que o financiamento coletivo é uma ferramenta importante principalmente para candidatos com menor acesso ao Fundo Partidário e ao Fundo Eleitoral ou com pouco espaço na propaganda política.

Além de captar recursos, as vaquinhas funcionam como um indicativo da capacidade de mobilização dos pré-candidatos, especialmente daqueles que conseguem transformar o alcance nas redes sociais em apoio financeiro.

O financiamento coletivo para campanhas eleitorais é permitido pela Justiça Eleitoral desde o dia 15 de maio do ano da eleição.

As doações devem ser realizadas por plataformas cadastradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com identificação obrigatória do CPF do doador, garantindo transparência e rastreabilidade dos recursos.

As contribuições de pessoas físicas permanecem limitadas a até 10% dos rendimentos brutos declarados no Imposto de Renda do ano anterior e, após o registro das candidaturas, todos os valores passam a integrar a prestação de contas analisada pela Justiça Eleitoral.

DataFolha

Para 52%, Trump usa tarifaço para tentar ajudar Flávio Bolsonaro

Entre os eleitores de Flávio, 29% consideram que a medida busca favorecer o senador. Já entre os que declaram voto em Lula, o índice chega a 73%

27/07/2026 07h18

A pesquisa indica que o tema é amplamente conhecido: 63% dos entrevistados afirmam ter conhecimento do tarifaço

A pesquisa indica que o tema é amplamente conhecido: 63% dos entrevistados afirmam ter conhecimento do tarifaço

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Para 52% dos eleitores brasileiros, o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump ao Brasil tem como objetivo ajudar a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, de acordo com pesquisa DataFolha divulgada nesta segunda-feira, 27. Outros 37% afirmam que a medida não busca favorecer o parlamentar, enquanto 11% dizem não saber.

A percepção varia conforme a preferência eleitoral. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 29% consideram que a medida adotada por Trump busca favorecer o senador. Já entre os que declaram voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o índice chega a 73%.

A pesquisa também indica que o tema é amplamente conhecido: 63% dos entrevistados afirmam ter conhecimento do tarifaço dos Estados Unidos ao Brasil. Desse total, 25% dizem estar bem informados e 34% se declaram razoavelmente informados.

As novas sobretaxas ganharam relevância no debate político após anúncios do governo americano em julho. Os Estados Unidos comunicaram a imposição de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após uma investigação comercial e, dias depois, acrescentaram uma sobretaxa de 12,5% vinculada a alegações de abusos trabalhistas.

A relação entre a família Bolsonaro e o presidente americano também entrou no centro da discussão. O deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio, atuou nos Estados Unidos durante a primeira fase da crise comercial entre os dois países, segundo o levantamento.

O instituto também perguntou aos eleitores quem está correto ao atribuir a responsabilidade pela crise. Para 34%, Lula tem razão ao afirmar que a responsabilidade é de Flávio Bolsonaro. Já 26% concordam com o senador quando ele atribui a culpa ao governo brasileiro. Outros 24% avaliam que nenhum dos dois está certo, enquanto 11% dizem que ambos têm razão. Mais 6% não souberam responder.

Ao serem questionados sobre quem é o principal responsável pela punição comercial imposta pelos Estados Unidos, 35% apontaram Lula. Outros 28% atribuíram a responsabilidade a Trump. Os irmãos Bolsonaro somaram 23% das respostas - 13% para Flávio e 10% para Eduardo. Já 10% não souberam responder.

Sobre a reação do Brasil, 74% dos entrevistados defendem que o País negocie uma solução para a crise comercial com os Estados Unidos. Outros 17% consideram que o governo brasileiro deveria retaliar os americanos na mesma proporção. Apenas 2% afirmam que o Brasil deveria aceitar as tarifas impostas por Washington.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 22 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
 

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