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Jornalista do 'NYT' é condenado por ofender brasileiros

Jornalista do 'NYT' é condenado por ofender brasileiros

folha.com

16/12/2011 - 04h00
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O jornalista e blogueiro norte-americano Joe Sharkey, que escreve para o "New York Times", foi condenado nesta quinta-feira a pagar uma indenização de R$ 50 mil por ter ofendido brasileiros em seu blog. A decisão é do Tribunal de Justiça do Paraná. Cabe recurso.

Sharkey era um dos passageiros do avião Legacy que se chocou contra o voo 1907 da Gol, em 2006, matando 154 pessoas.

O jornalista, especialista na cobertura da aviação comercial, chamou o espaço aéreo brasileiro de "zona" e culpou o sistema de controle de tráfego aéreo pelo acidente, além de acusar as autoridades brasileiras de "lutarem para se eximir da culpa".

A ação de indenização por danos morais foi movida por uma viúva do acidente, a paranaense Rosane Amorin Gutjarh, que perdeu o marido na ocasião. Ela pretende doar o valor da indenização para uma instituição de caridade.

"É um absurdo ele [Sharkey] tentar culpar as autoridades e a mídia brasileira por erros que os pilotos norte-americanos cometeram e que levaram à morte de 154 pessoas", afirma Gutjarh.

Os pilotos do Legacy, Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, foram condenados em maio pela Justiça Federal pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo, por terem mantido o equipamento anticolisão da aeronave desligado por cerca de uma hora.

Os dois negam e afirmam que os equipamentos do Legacy não acusaram nenhum tipo de falha.

AÇÃO

Gutjarh, que moveu a ação contra Sharkey em 2008, perdeu a causa em primeira instância: a Justiça entendeu que ela era parte ilegítima no processo --ou seja, que as ofensas haviam sido feitas contra os brasileiros de uma maneira geral, e não contra ela e sua família.

Gutjarh, porém, recorreu ao Tribunal de Justiça do Paraná, que aceitou a apelação.

Dois dos três magistrados do Tribunal de Justiça votaram pela condenação de Sharkey e estabeleceram o valor da indenização em R$ 50 mil. Um terceiro desembargador votou a favor do jornalista, por entender que não havia nexo de causalidade entre a conduta do réu e o dano.

Sharkey ainda pode recorrer da decisão ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Em seu blog, o jornalista, que não constituiu defesa, chamou o processo de uma "coleção de mentiras e invenções".

Sharkey argumenta que as leis dos EUA garantem o direito à livre expressão e desobrigam a Justiça do país de acolher sentenças estrangeiras por injúria e difamação contra americanos.

O jornalista ainda acusou a imprensa brasileira de promover uma "histeria antiamericana" no caso do acidente da Gol e disse que os erros dos controladores de tráfego aéreo brasileiros eram "óbvios desde o princípio".

Censo Agropecuário

IBGE abre 284 vagas em MS para o Censo Agropecuário com salários de até R$ 4 mil

Inscrições seguem até julho e oportunidades estão distribuídas em 24 municípios; contratados também terão auxílio-alimentação de R$ 1,1 mil e outros benefícios

12/06/2026 17h17

Foto: Divulgação IBGE

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abriu processo seletivo simplificado para contratar profissionais que irão atuar no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.

Em Mato Grosso do Sul, estão disponíveis 284 vagas temporárias distribuídas em cinco funções, com salários que variam entre R$ 2.128 e R$ 4.008, além de benefícios como auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias e 13º salário proporcionais.

As inscrições começaram nesta sexta-feira (12) e poderão ser realizadas exclusivamente pela internet até o dia 1º de julho de 2026.

O processo seletivo integra a preparação para uma das maiores pesquisas realizadas pelo instituto, responsável por atualizar informações sobre a produção agropecuária, florestal e aquícola em todo o território nacional.

Em todo o Brasil, o certame oferece mais de 8 mil vagas temporárias. Em Mato Grosso do Sul, as oportunidades estão distribuídas entre os cargos de Agente Censitário Administrativo (28 vagas), Agente Censitário de Informática (26 vagas), Agente Operacional Regional (24 vagas), Agente Censitário Regional (24 vagas) e Agente Censitário Supervisor (182 vagas).

Salários e funções

Os cargos exigem, em sua maioria, ensino médio completo. Para a função de Agente Operacional Regional, além da escolaridade, é necessário possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) válida, no mínimo na categoria B. As remunerações variam conforme a função:

  • Agente Censitário Administrativo (ACA): R$ 2.128;
  • Agente Censitário de Informática (ACI): R$ 2.128;
  • Agente Censitário Supervisor (ACS): R$ 3.480;
  • Agente Censitário Regional (ACR): R$ 3.858;
  • Agente Operacional Regional (AOR): R$ 4.008.

Além dos salários, os contratados receberão auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte e outros benefícios previstos na legislação para contratos temporários da administração pública federal.

Vagas espalhadas pelo Estado

As oportunidades estão distribuídas em 24 municípios sul-mato-grossenses, incluindo Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã, Naviraí, Aquidauana, Coxim, Nova Andradina, Paranaíba, Jardim, Rio Brilhante, Chapadão do Sul e Amambaí.

Campo Grande concentra a maior quantidade de vagas, principalmente para a função de Agente Censitário Supervisor, com 21 oportunidades. Dourados e Amambaí aparecem logo atrás, com 12 vagas cada para a mesma função.

Já municípios como Três Lagoas, Naviraí, Rio Brilhante e São Gabriel do Oeste também possuem diversas oportunidades distribuídas entre os diferentes cargos.

Trabalho será fundamental para o levantamento rural

Os profissionais selecionados atuarão em atividades administrativas, operacionais, de supervisão e suporte tecnológico relacionadas à realização do Censo Agropecuário.

Entre as atribuições estão o acompanhamento da coleta de dados em campo, gestão de equipes de recenseadores, apoio em tecnologia da informação e organização dos postos de coleta espalhados pelo Estado.

O levantamento é considerado uma das principais pesquisas estruturais do IBGE e tem papel estratégico para a formulação de políticas públicas voltadas ao setor rural.

Os dados coletados permitem dimensionar a produção agrícola e pecuária do país, identificar transformações no campo e orientar decisões de governos e instituições ligadas ao agronegócio.

De acordo com o edital, as contratações serão realizadas com base na Lei nº 8.745/1993, que regulamenta a contratação temporária para atender necessidades de excepcional interesse público.

Os contratos terão duração inicial de até 12 meses, com possibilidade de prorrogação conforme a necessidade da operação censitária.

Como se inscrever

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, por meio da banca organizadora do processo seletivo. O prazo segue até as 23h do dia 1º de julho, horário de Brasília. A taxa de participação é de R$ 53.

A expectativa do IBGE é concluir a seleção nos próximos meses para garantir que as equipes estejam preparadas para a execução das etapas do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, que irá atualizar o retrato da produção rural brasileira.

Confira o Edital completo por meio do link: https://concursos.ibfc.org.br/informacoes/496/

É SEGURA!

Sesau alerta para 'fake news' envolvendo vacina da dengue

A Secretaria Municipal reforça que a vacina oferecida para crianças e adolescentes até 14 anos não é a mesma vacina suspensa pela Anvisa e que continua disponível nas unidades de saúde

12/06/2026 16h30

A vacina contra dengue aplicada em crianças e adolescentes é segura e não foi suspensa

A vacina contra dengue aplicada em crianças e adolescentes é segura e não foi suspensa FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Diante da suspensão temporária da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, voltou a gerar debates nas redes sociais e rodas de conversa sobre a eficácia da vacina nacional. 

Diante da disseminação de "fake news" e dúvidas da população, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) reafirmou que a vacina contra a doença, ofertada pelo Sistema Único de Saúde, em Campo Grande, é segura e continua disponível, já que não foi afetada pela medida anunciada pelo Ministério da Saúde. 

Segundo a Sesau, a vacina aplicada na Capital destinada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos contra a dengue é a Qdenga. O imunizante desenvolvido pelo Butantan era voltado apenas aos profissionais de saúde. 

O alerta das autoridades de saúde é para que a população não deixe de se imunizar por influência de notícias falsas, já que a vacinação é uma das principais formas de proteção a doenças. 

“A disseminação de informações falsas pode gerar medo e insegurança na população, reduzindo a procura pela vacinação. Como consequência, aumenta o número de pessoas suscetíveis às doenças, favorecendo a ocorrência de surtos, internações e óbitos evitáveis”, destaca a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo.

A vacina contra dengue aplicada em crianças e adolescentes é segura e não foi suspensaImunizante aplicado em crianças e adolescentes é a Qdenga / Foto: Gerson Oliveira - Correio do Estado

A medida preventiva de suspensão temporária da aplicação da vacina do Butantan foi adotada em consenso com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária quando foram registrados casos de reação severa e duas mortes foram para investigação.

No entanto, a Sesau reforça que "as duas vacinas são distintas e não interfere na imunização do público infantil e adolescente". 

A vacina Qdenga ainda continua disponível para o público alvo e está sendo aplicada normalmente nas unidades de saúde de Campo Grande. 

Baixa adesão

Mesmo disponível de forma gratuita nas Unidades de Saúde da Família, a cobertura vacinal contra a dengue continua baixa na Capital e longe da meta. 

Para o Ministério da Saúde, o ideal é que 90% das crianças e adolescentes até 14 anos estejam imunizados contra a doença. No entanto, a meta atingida até agora é de aproximadamente 40,4%. 

Isso quer dizer que foram aplicadas 43.617 primeiras doses e 24.663 segundas doses. Como o esquema vacinal é concluído somente após a aplicação da segunda aplicação, cerca de 24,7 mil adolescentes dos 61 mil de Campo Grande estão imunizados. 

Mesmo assim, Campo Grande apresenta um cenário considerado positivo em relação à dengue, não registrando óbitos nem casos graves da doença até o momento.

De acordo com a Vigilância em Saúde, das cerca de mil notificações, menos de 50 tiveram confirmação da doença. Além disso, a Capital não registra uma epidemia de dengue há seis anos, rompendo um ciclo histórico onde surtos aconteciam a cada três anos. 

E quem recebeu a vacina do Butantan

A orientação da Vigilância em Saúde é que as pessoas vacinadas há mais de 21 dias que não tiveram reação, fiquem tranquilas, pois não há indicação de sintomas após este período. 

Quem se vacinou recentemente, deve observar a ocorrência de febre, vômitos persistentes, sangramento ou dor abdominal. Caso um desses sintomas seja observado, deve procurar atendimento médico. 

No total, 1.033 profissionais da saúde receberam o imunizante em Campo Grande. Destes, 56 notificaram reações leves, como dor no local da aplicação e desconforto temporário, nenhuma reação considerada grave. 

A Sesau salienta que todas as ocorrências foram acompanhadas e não houve registro de eventos graves relacionados à vacinação no município e em todo o Estado. 

“Se houver qualquer dúvida, a recomendação é procurar um profissional de saúde ou órgão competente. As vacinas utilizadas pelo SUS passam por rigorosos processos de avaliação e monitoramento de segurança”, concluiu a superintendente Veruska Lahdo.

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