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Japão tenta controlar usina danificada e radiação chega ao mar

Japão tenta controlar usina danificada e radiação chega ao mar

r7

22/03/2011 - 15h43
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Mesmo com a boa notícia do restabelecimento da energia elétrica no complexo nuclear de Fukushima, epicentro da crise atômica do Japão, aumentou nesta terça-feira (22) a preocupação geral com a radioatividade detectada nas águas litorâneas da região e a temperatura crescente em volta do núcleo de um dos reatores.

A Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora da usina, disse que precisa de mais tempo antes de poder afirmar que os reatores foram estabilizados. Técnicos que trabalham dentro de uma zona da qual a população foi retirada, ligaram cabos de força aos seis reatores e ativaram uma bomba em um deles para resfriar os bastões de combustível nuclear superaquecidos.

Mas fumaça e vapor foram vistos mais tarde saindo de dois dos reatores mais problemáticos, os de número 2 e 3. Ao longo da crise já houve várias explosões de vapor, que, segundo especialistas, provavelmente liberaram uma quantidade de partículas radiativas.

Hidehiko Nishiyama, vice-diretor geral da agência japonesa de segurança nuclear, disse mais tarde que a fumaça parou de sair do reator 3 e que havia apenas um pouco de fumaça saindo do reator 2.

Ele não deu maiores detalhes, mas um vice-presidente executivo da Tepco, Sakae Muto, disse que o núcleo do reator 1 agora está causando preocupação, com temperatura chegando a 380 ºC e 390 ºC.

- Precisamos reduzir isso um pouco. Injetar água é uma opção para resfriá-lo.

Enquanto se busca controlar a usina nuclear, que opera desde 1971, as autoridades fiscalizam os níveis de radiação na zona em volta da qual foi estabelecido um perímetro de segurança de 20 km.

A inquietação pelo alcance da contaminação aumentou após a confirmação nesta terça-feira de que as zonas marinhas próximas à usina nuclear também apresentam níveis de radioatividade acima do normal.

Segundo a Tepco, uma amostra de água marinha recolhida nesta segunda-feira (21) a uma distância de 15 km da central revelou um nível de iodo radioativo I-131, mais de 126 superior ao limite legal. Hoje o nível tinha se reduzido na mesma área até ser 30 vezes superior ao limite, indicou a Tepco.

O governo japonês indicou que ainda é cedo para saber se os produtos pesqueiros da área estão contaminados e assinalou que, em breve, serão realizadas análises para avaliar o impacto da radioatividade no mar.

O governo também recomendou aos moradores que estão entre 20 e 30 km da usina que não saiam de suas casas e permaneçam com as janelas fechadas.

Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), na cidade de Namie, a 20 km da usina, o nível de radioatividade chegou a ser 1.600 vezes maior que o habitual, registrado a 161 microsievert por hora.

Nos lugares mais afastados, como as Províncias de Saitama, Chiba, Kanagawa, e na própria capital, Tóquio, as medições do Governo japonês, da AIEA, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de especialistas americanos indicam que os níveis de radiação estão muito abaixo de serem perigosos para a saúde.

As medições do governo japonês se estenderam aos alimentos da região, após radioatividade ser detectada em leite e espinafres, levando as autoridades a proibirem a distribuição desses produtos.

"Prática recorrente"

Fiscal morto por Bernal teria participado de 25 leilões e conhecia procedimentos de posse do imóvel

Advogados de ex-prefeito alegaram que Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos reconhecia trâmites legais para entrar no imóvel

25/03/2026 14h45

Foto: Gerson Oliveira/ Correio do Estado

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Fiscal tributário da Secretaria Estadual de Fazenda, Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, morto com dois tiros pelo ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal nesta terça-feira (24), já teria participado ao menos de 25 leilões, razão pelas quais reconhecia os trâmites legais para tomar posse de imóveis comprados desta maneira. 

As alegações acima foram expostas por Wilton Acosta, advogado de defesa do ex-líder do Executivo, logo após audiência de custódia realizada na manhã desta quarta-feira (25), trâmite que manteve prisão de Bernal. 

"Vários imóveis ele (Mazzini) adquiriu dessa forma, a princípio seriam 25 leilões. Ele não adotou as medidas judiciais legais, poderia entrar com integração de posse. Ele exerceu a tomada de decisão de maneira equivocada", destacou Acosta. 

Advogado Wilton Acosta - Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

Além das alegações expostas, Oswaldo Meza, advogado que também defende o ex-prefeito no processo, destacou que a forma como o fiscal decidiu entrar na casa situada no Jardim dos Estados foi bastante controversa, e que as imagens das câmeras de segurança, já em posse da polícia, vão esclarecer que Bernal agiu exclusivamente em legítima defesa. 

"O chaveiro não era chaveiro, era um servidor aposentado do Tribunal de Contas, o filho dele é GCM (Guarda Civil Metropolitano), provavelmente estava lá fora, esperando, é um caso estranho. Tudo isso vai ser esclarecido com as imagens", declarou Meza. 

Advogado Oswaldo Meza - Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado 

Conforme a defesa, Bernal foi o responsável por acionar o serviço de resgate e que em nenhum momento atirou para matar a vítima. 

"Não houve tiro nas costas, ele atirou na linha de cintura, não atirou pra matar, um dos tiros transpassou a linha da cintura e saiu nas costas, o outro foi na parte inferior da costela, foram três perfurações, mas dois tiros. Não houve tiro nas costas, houve legitima defesa", destacou Oswaldo Meza.  Também advogado, Bernal permanecerá preso no Presídio Estadual Militar. 

"(...) as imagens das câmeras de segurança vão comprovar a tese da legitima defesa. O Dr. Alcides Bernal vai ser mantido no presídio militar, vai passar por laudo médico, porque ele tem 4 stents (tubos) no coração, é cardiopata, toma remédio, vamos ingressar com pedido de liberdade, prisão domiciliar, alguma coisa nesse sentido", destacou.

Por fim, reforçou que o fiscal adentrou a casa de forma irregular, e que apesar da casa estar com processo judicial em curso, não havia uma emissão legal de posse.

"Ele (Bernal) mora na casa, as coisas dele estão lá, o escritório profissional dele é lá. Há esse processo onde a Caixa Econômica entrou com ação de cobrança, depois veio o leilão, que não havia sido finalizado ainda. Não havia uma emissão de posse, não havia um mandado de reintegração, foi uma fatalidade", finalizou. 

Histórico

De acordo com Bernal, o imóvel, avaliado em mais de R$ 2 milhões, foi levado a leilão sem que ele fosse devidamente intimado. O ex-prefeito afirma que já ingressou na Justiça com ação para anular a execução extrajudicial.

Conforme o relato, o financiamento foi feito em conjunto com a companheira, com parte já quitada ao longo dos anos. “Eu não fui intimado pessoalmente da execução, nem do leilão, tampouco do arremate para exercer meu direito de preferência”, declarou.

Bernal sustenta que há cobrança de valores abusivos por parte da instituição financeira e que, por isso, questiona judicialmente todo o processo que resultou na perda do imóvel.

Ainda segundo Bernal, ao ser informado por uma empresa de monitoramento de que havia pessoas arrombando a casa, ele foi até o local acreditando se tratar de uma tentativa de invasão. Ele afirma que não conhecia o indivíduo arrematante do imóvel e defende que, mesmo em caso de leilão, a entrada na propriedade não poderia ocorrer daquela forma.

“Quem arremata um imóvel precisa buscar a posse pela via judicial, com mandado e oficial de Justiça. Não pode simplesmente invadir, arrombar portas e entrar”, disse.

O ex-prefeito ainda informou que o imóvel já havia sido alvo de outras ocorrências semelhantes, o que reforçou a percepção de que se tratava de mais uma invasão. Ele relata que episódios anteriores foram registrados na polícia e chegaram a ser acompanhados por equipes da Polícia Civil.

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Imunização

Com circulação do vírus em alta, MS antecipa vacinação contra influenza

Estado orienta municípios a iniciarem imunização antes do pico de vírus respiratórios

25/03/2026 13h22

Crédito: Rovena Rosa / Agência Brasil

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Devido à alta circulação viral, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) indicou que os municípios antecipem a aplicação da vacina contra a influenza.

Com isso, o Estado inicia a mobilização antes do Dia D da campanha nacional, que ocorre no sábado (28). As doses da primeira remessa já foram entregues aos 79 municípios, permitindo que cada gestão local organize o início imediato da imunização em suas unidades de saúde.

A coordenadora estadual de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, explicou que o adiantamento foi estratégico diante do cenário atual.

“A vacina chega em um cenário epidemiológico ruim para o Estado, onde já registramos uma alta circulação viral. Por isso, precisamos vacinar o maior número de pessoas o quanto antes, especialmente os grupos de maior vulnerabilidade”, destacou.

A ação segue o calendário estabelecido pelo Ministério da Saúde, que tem concentrado esforços na mobilização em todo o país até o dia 30 de maio.

O objetivo é garantir que as pessoas tomem a dose da vacina e estejam protegidas antes do pico de circulação dos vírus respiratórios. A coordenadora reforça que o início imediato nas unidades não anula a importância da grande mobilização de sábado.

“A manutenção do Dia D, no dia 28 de março, é fundamental. É o momento em que conseguimos captar e ofertar a vacina para um número muito grande de pessoas de uma só vez, ampliando rapidamente a nossa cobertura”, acrescentou Ana Paula.

Distribuição

A primeira remessa enviada pelo Ministério da Saúde a Mato Grosso do Sul conta com 80 mil doses, suficientes para imunizar cerca de 6,5% da população-alvo estimada (aproximadamente 1,1 milhão de pessoas).

Quem pode se vacinar?

Com a meta de vacinar 90% de cada um dos grupos prioritários, assim como dos chamados “grupos de rotina”, podem procurar uma unidade de saúde:

  • crianças (de 6 meses a menores de 6 anos);
  • gestantes e puérperas;
  • idosos (60 anos ou mais);
  • pessoas com comorbidades.

A campanha também contempla trabalhadores da saúde, professores, profissionais das forças de segurança e salvamento, caminhoneiros, entre outros grupos definidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Ações estratégicas

Para facilitar o acesso, o Estado prevê ações complementares, como atividades extramuros com o uso do Vacimóvel e mobilizações intensificadas em cidades-polo como Corumbá, Dourados e Ponta Porã, em parceria com as prefeituras.

A SES reitera que a vacinação é a ferramenta mais eficaz para evitar casos graves, internações e óbitos. A orientação é que o público prioritário não espere e procure a unidade de saúde mais próxima o quanto antes.
 

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