Cidades

FRONTEIRA

Isolados no Pantanal, militares guardam o território nacional

Isolados no Pantanal, militares guardam o território nacional

SÍLVIO ANDRADE

05/08/2011 - 13h40
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Ocupação, vigilância e reconhecimento da fronteira são as missões de um grupo especial de 15 militares que guarnece o território nacional na linha imaginária com a Bolívia, ao norte de Corumbá. Eles vivenciam uma experiência única de vida, que passa pelo patriotismo, disciplina, abdicação de conforto pelo isolamento implacável no meio do Pantanal e espírito selvagem, ao lado das mulheres e filhos.

Estes homens verde-oliva atuam no Porto Índio, destacamento do Exército encravado em lugar ermo da planície pantaneira, onde se chega apenas pelo ar ou água. Região privilegiada pela natureza, cercada por grandes lagoas (Gaíva e Uberaba) e a morraria da Serra do Amolar, distante 270 quilômetros fluviais da cidade. Uma ilha onde se deu também o reencontro dos índios guató.

A definição de carreira militar dada pelo general Octávio Costa, ex-expedicionário na Itália e personagem relevante em momentos históricos do processo de redemocratização do país, sintetiza a realidade em Porto Índio. Segundo o ex-militar, a farda "não nos exige as horas de trabalho da lei, mas todas as horas da vida, nos impondo também nossos destinos". No destacamento, se vive o Exército 24h.

"Não se trata de uma ação militar, simplesmente", explica o coronel Marcelo Dutra de Oliveira, porto-alegrense, 44, comandante do 17º Batalhão de Fronteira, ao qual Porto Índio está subordinado. "A família tem seu papel fundamental nesse processo de convivência para preencher espaços, gerar ânimo, trabalho e superar a sensação do isolamento. O destacamento é o início e não fim da linha", sintetiza.

 Big Brother

Atualmente, 13 famílias de militares ocupam a vila, que fica às margens do canal D. Pedro II, de frente para a Bolívia, sob o comando do terceiro sargento Narciso Carmo de Arruda, corumbaense de 41 anos. Dois militares vivem com suas famílias em outra unidade próxima, a Bela Vista do Norte. Hoje o destacamento tem energia elétrica em tempo integral, telefone e internet, ainda restrita ao comandol.

"É um big brother sem paredão", define o coronel Dutra, que se apaixonou pelo lugar e tem se esforçado para melhorar a estrutura daquela fração do Exército. "Estamos procurando dar condições mínimas para garantir a única presença do Estado numa faixa de fronteira que se estende pelo Pantanal", ressalta ele. "A vigilância estratégica é o cerne da missão, e precisa ser reconhecida."

 Ilha Ínsua

O destacamento foi criado em junho de 1979 em um lugar histórico. No período colonial, quando a província de Mato Grosso era governada pelo capitão-general Luiz de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, foi um ancoradouro e pouso de canoas que operavam entre Cáceres (MT) e Corumbá. A ilha ganhou o nome de Ínsua em referência ao solar dos pais de Pereira e Cáceres em Portugal.

 Peculiaridades da região

A garantia da soberania na fronteira Oeste com um país amigo não se resume a um patrulhamento corriqueiro aos oito marcos de concreto que separam Brasil e Bolívia, em água ou terra. A região tem suas peculiaridades especiais, que exigem vigilância permanente, principalmente agora que o Exército ganhou poder de polícia. A rotina da tranqüila vila militar é quebrada quando menos se espera.

Por ali os bolivianos contrabandeiam pedras semipreciosas – em 2010 uma embarcação afundou entre a Lagoa Gaíva e a RPPN Acurizal com 35 toneladas de ametista. No início desse ano os militares do Porto Índio prenderam dois traficantes do vizinho país com meia tonelada de cocaína, após queda de um avião na Serra do Amolar, numa ação articulada com a Polícia Federal.

A presença do destacamento também tornou-se uma base de apoio, sempre alerta para atender aos ribeirinhos, aos índios guató e aos turistas que vão à região em busca do peixe farto naquelas águas sem limites. "É um ponto de apoio e de confiança até do povo boliviano", cita o coronel Dutra. Os militares prestam primeiros socorros e há casos de deslocamentos de feridos para Corumbá.

Um dos fatos mais dramáticos ocorreu durante o comando do sargento Bezerra, ano passado, quando um turista, vereador em Campo Grande, teve uma crise aguda de próstata e corria risco de morte. Era início de noite e os militares sinalizaram o aeródromo com tochas para que um avião pousasse para resgatar o doente até Corumbá. "Foi uma operação cinematográfica", lembra o sargento.

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Nova Alvorada do Sul

Acidente entre carreta e carro mata homem na BR-163 no interior de MS

Corpo da vítima permaneceu no local até a chegada da perícia e da funerária

17/05/2026 15h45

Foto: Alvorada informa

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Um homem ainda não identificado morreu na tarde deste domingo (17) em um grave acidente entre uma carreta e um Fiat Siena na BR-163, em Nova Alvorada do Sul, a 116 quilômetros de Campo Grande. A colisão aconteceu no km 382 da rodovia e mobilizou equipes de resgate, policiais e funcionários da concessionária responsável pela via.

De acordo com as informaçõesdo Portal Alvorda Informa, a vítima seria moradora de Campo Grande e estava no carro de passeio, que ficou com a parte dianteira completamente destruída por causa da força do impacto.

Após a batida, a carreta saiu da pista, tombou no acostamento e caiu em uma ribanceira às margens da rodovia. O veículo parou com as rodas para cima, em uma área de vegetação próxima da pista.

Peças dos veículos ficaram espalhadas pelo trecho e os trabalhos das equipes de atendimento se concentraram ao redor do automóvel destruído.

Socorristas e funcionários da concessionária atenderam a ocorrência durante a tarde. O corpo da vítima permaneceu no local até a chegada da perícia e da funerária.

As circunstâncias do acidente ainda serão investigadas. Até o momento, não há confirmação sobre a dinâmica da colisão, nem informações atualizadas sobre o estado de saúde do motorista da carreta.

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Violência

Criança de 2 anos morre em ataque a tiros em conveniência na Capital

Atentado no Jardim Noroeste deixou outras três pessoas feridas; quatro suspeitos foram presos horas após o crime

17/05/2026 15h41

Atentado no Jardim Noroeste deixou outras três pessoas feridas; quatro suspeitos foram presos horas após o crime

Atentado no Jardim Noroeste deixou outras três pessoas feridas; quatro suspeitos foram presos horas após o crime Marcelo Victor/Correio do Estado

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Uma madrugada de violência terminou com a morte de uma criança de aproximadamente 2 anos durante um ataque a tiros em uma conveniência no Jardim Noroeste, em Campo Grande, neste domingo (17).

Outras três pessoas ficaram feridas no atentado, entre elas a mãe do menino, um adolescente de 16 anos e um homem. Quatro suspeitos de participação no crime foram presos pelas forças de segurança horas após a ocorrência.

O crime aconteceu na conveniência Prime, localizada na esquina das ruas Indianápolis e Barbacena. Segundo relatos de testemunhas à polícia, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta Honda Bros vermelha e o passageiro efetuou diversos disparos contra as pessoas que estavam no estabelecimento.

Durante os tiros, a criança foi baleada e socorrida junto com a mãe, de 41 anos, sendo encaminhada para uma unidade de saúde na região do Bairro Tiradentes.

O menino, no entanto, não resistiu aos ferimentos. A mulher foi atingida no tórax. Já o adolescente ferido ficou com um projétil alojado na cabeça. Até o fechamento desta matéria, o estado de saúde das vítimas não havia sido divulgado.

De acordo com a nota divulgada pela polícia, os atiradores tiveram apoio de ocupantes de uma caminhonete Fiat Toro vermelha, utilizada para dar suporte logístico e auxiliar na fuga.

Testemunhas relataram ainda que o veículo passou diversas vezes em frente à conveniência antes do atentado, monitorando a movimentação no local.

As investigações preliminares apontam que o ataque pode ter sido motivado por uma briga ocorrida anteriormente dentro da conveniência. Conforme a apuração policial, após a confusão, o grupo teria retornado armado ao estabelecimento para cometer o atentado.

Logo após o crime, equipes da Depac Cepol, da Força Tática do 9º Batalhão da Polícia Militar e do Batalhão de Choque iniciaram buscas pela região. Durante as diligências, os policiais localizaram uma Fiat Toro com as mesmas características informadas pelas testemunhas trafegando próximo ao cruzamento das ruas Vaz de Caminha e Evaristo da Veiga.

O motorista tentou fugir da abordagem, mas foi interceptado após acompanhamento tático. A partir da prisão dos ocupantes do veículo e das informações levantadas durante a ocorrência, os policiais conseguiram identificar a participação de cada suspeito no atentado.

Atentado no Jardim Noroeste deixou outras três pessoas feridas; quatro suspeitos foram presos horas após o crimeFoto: Policia Civil.

Segundo a polícia, o homem apontado como autor dos disparos foi localizado escondido em um imóvel na Capital. Durante a abordagem, ele indicou onde havia escondido a arma utilizada no crime, uma pistola Taurus calibre .40, que acabou apreendida.

Além da arma, os policiais apreenderam munições, aparelhos celulares, R$ 440 em dinheiro, a motocicleta utilizada no atentado e os veículos usados na ação criminosa. Os quatro presos têm entre 31 e 42 anos.

Os suspeitos foram autuados por homicídio qualificado com emprego de arma de fogo de uso restrito, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, associação criminosa e desobediência.

A perícia técnica esteve no local realizando os levantamentos necessários e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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