Sábado, 18 de Novembro de 2017

Irmãos que não se viam há 20 anos reaproximados pela visita virtual

1 AGO 2010Por 21h:23
O Projeto Visita Virtual e Videoconferência Judicial, que ainda está em fase experimental, reaproximou irmãos que não se viam há 20 anos. Desde que a proposta foi implantada na Capital, a dona de casa Maria Elza Barbosa Pereira, de 40 anos, que mora em Goiânia, já visitou três vezes o irmão Adão Oliveira, 29 anos, que atualmente está na Penitenciária Federal de Campo Grande.
Maria e o irmão protagonizaram a primeira visita virtual do Brasil, ocorrida em maio deste ano. A dona de casa contou que viu Adão pela última vez quando ele tinha apenas nove anos e se mudou para o Tocantins. Com o passar dos anos eles perderam o contato e ela chegou a pensar que o irmão estivesse morto.
“Eu não sabia em que lugar do Tocantins ele estava e só fiquei sabendo que ele estava preso quando a assistente social entrou em contato com um irmão meu e avisou. Ela também me ligou, falou do projeto e dias depois já marcou a visita”, relembrou, explicando que já visitou Adão três vezes.
Maria contou que fez o cadastro, enviou sua documentação autenticada para o Presídio Federal de Campo Grande, conforme orientação da assistente social. Por meio da visita, Adão pode conhecer uma das quatro sobrinhas, filha de Maria.
“Quem viu ele (Adão) foi só eu e minha filha Sara, mas essa semana meus irmãos João e Clementino também fizeram cadastro”. A dona de casa disse que depois da primeira visita ao irmão preso, já recebeu cinco cartas escritas por ele e agora se prepara para respondê-las e enviar fotos de toda a família.
“Essa oportunidade foi muito boa porque agora ele tem força para lutar e sabe que tem uma família esperando por ele”, ressaltou a irmã, explicando que Adão cumpre pena por homicídio e que faltam quatro meses para conseguir progressão do regime fechado para o semiaberto.
Ela explicou que durante as visitas virtuais aconselha, apoia e fala de Deus para o irmão, que garantiu que quando sair da penitenciária irá morar com Maria, em Goiânia. “A gente não pode dar aquele abraço, mas agora sabe que ele está bem porque eu cheguei a pensar que o Adão não estava mais vivo. Se a gente tivesse condições visitaria ele no presídio, mas não temos”, ressaltou. (VS)

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