Política

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Irmão diz que Genoino não tem dinheiro para pagar multa

Irmão diz que Genoino não tem dinheiro para pagar multa

terra

13/11/2012 - 07h00
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O vice-líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), saiu em defesa do irmão José Genoino logo após a sessão desta segunda-feira do julgamento do mensalão. O ex-presidente do PT foi condenado a seis anos e 11 meses de prisão pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa, além de 180 dias-multa de dez salários mínimos cada (R$ 468 mil em valores não atualizados).

A pena ainda pode ser alterada pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mas, inicialmente, deve ser cumprida em regime semiaberto porque ficou abaixo de oito anos. Para Guimarães, apesar da condenação, Genoino é inocente. "Se existirem três pessoas honestas no Brasil, Genoino é uma delas", disse.

Segundo ele, o ex-presidente do PT é de origem pobre e não tem condições de pagar a multa fixada pelos ministros do Supremo. "Nem se vender a casa que mora no Butantã, ele não terá como pagar essa multa. A gente é de família pobre, cresceu no Ceará tomando leite de cabra. Ele vai lutar em todas as esferas do Judiciário para provar sua inocência. Se o PT fizer vaquinha, serei o primeiro a entrar na cota", declarou Guimarães.

O mensalão do PT

Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.

No relatório da denúncia, a Procuradoria-Geral da República apontou como operadores do núcleo central do esquema José Dirceu, o ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares e o ex- secretário-geral Silvio Pereira. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, Genoino e Delúbio respondem ainda por corrupção ativa.

Em 2008, Sílvio Pereira assinou acordo com a Procuradoria-Geral da República para não ser mais processado no inquérito sobre o caso. Com isso, ele teria que fazer 750 horas de serviço comunitário em até três anos e deixou de ser um dos 40 réus. José Janene, ex-deputado do PP, morreu em 2010 e também deixou de figurar na denúncia.

O relator apontou também que o núcleo publicitário-financeiro do suposto esquema era composto pelo empresário Marcos Valério e seus sócios (Ramon Cardoso, Cristiano Paz e Rogério Tolentino), além das funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Eles respondem por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

A então presidente do Banco Rural, Kátia Rabello, e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório foram denunciados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, respondem a ações penais por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) Luiz Gushiken é processado por peculato. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi denunciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) responde a processo por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia inclui ainda parlamentares do PP, PR (ex-PL), PTB e PMDB. Entre eles o próprio delator, Roberto Jefferson.

Em julho de 2011, a Procuradoria-Geral da República, nas alegações finais do processo, pediu que o STF condenasse 36 dos 38 réus restantes. Ficaram de fora o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken e o irmão do ex-tesoureiro do Partido Liberal (PL) Jacinto Lamas, Antônio Lamas, ambos por falta de provas.

A ação penal começou a ser julgada em 2 de agosto de 2012. A primeira decisão tomada pelos ministros foi anular o processo contra o ex-empresário argentino Carlos Alberto Quaglia, acusado de utilizar a corretora Natimar para lavar dinheiro do mensalão. Durante três anos, o Supremo notificou os advogados errados de Quaglia e, por isso, o defensor público que representou o réu pediu a nulidade por cerceamento de defesa. Agora, ele vai responder na Justiça Federal de Santa Catarina, Estado onde mora. Assim, restaram 37 réus no processo.

 

ELEIÇÕES 2026

Azambuja lidera convenção do PL que oficializará candidatura ao Senado e apoio à reeleição de Riedel

Evento reunirá lideranças do partido para homologar candidaturas e consolidar a aliança política que sustentará o projeto eleitoral da sigla no Estado

21/07/2026 13h10

Presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja comandará a convenção que irá homologar as candidaturas do partido em Mato Grosso do Sul

Presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja comandará a convenção que irá homologar as candidaturas do partido em Mato Grosso do Sul Divulgação

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O Partido Liberal (PL) de Mato Grosso do Sul realiza no próximo dia 1º de agosto, das 8h às 11h, sua Convenção Estadual, que irá homologar os candidatos da legenda para as eleições gerais de 2026. Sob a liderança do ex-governador e presidente estadual do partido, Reinaldo Azambuja, o encontro deve confirmar a candidatura dele ao Senado Federal, além de oficializar a aliança com a Federação União Progressista (PP e União Brasil) em apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel.

Durante a convenção também serão definidos os candidatos do partido aos cargos de vice-governador, senador, suplentes de senador, deputado federal e deputado estadual, além da confirmação dos números que serão utilizados nas urnas.

A aproximação entre PL, PP e União Brasil foi construída ao longo dos últimos meses e teve como principal articulador Reinaldo Azambuja. O apoio à continuidade da gestão de Eduardo Riedel foi uma das condições estabelecidas pelo ex-governador para assumir a presidência do diretório estadual do PL, posição que passou a ocupar com o aval da direção nacional da legenda.

Nos bastidores, a avaliação é de que a aliança fortalece o projeto político do partido em Mato Grosso do Sul e amplia as possibilidades de crescimento da bancada liberal tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara dos Deputados.

Desde que assumiu o comando estadual da sigla, Azambuja conduziu um processo de fortalecimento do PL, ampliando a presença do partido em todo o Estado com a filiação de prefeitos, deputados estaduais e federais, vereadores, lideranças regionais e representantes da sociedade civil. Atualmente, a legenda possui organização partidária nos 79 municípios sul-mato-grossenses.

Pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja demonstra confiança no desempenho eleitoral da legenda. Segundo ele, as alianças em construção permitirão ao PL eleger as maiores bancadas federal e estadual, conquistar duas vagas ao Senado, reeleger Eduardo Riedel ao Governo do Estado e contribuir para a eleição de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

"O PL tem as melhores propostas para um Brasil melhor, onde os recursos públicos serão melhor administrados e aplicados em obras e serviços de interesse da população, investindo principalmente em segurança pública, saúde, educação e infraestrutura", afirmou Azambuja.

Deliberações da convenção

Além da homologação das candidaturas, os convencionais deverão votar uma série de medidas relacionadas ao processo eleitoral, entre elas:

aprovação de eventuais coligações partidárias;
delegação de poderes à Comissão Executiva Estadual para deliberar sobre substituições de candidatos e preenchimento de vagas remanescentes;
autorização para que a Executiva pratique todos os atos necessários ao registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral;
análise de outros assuntos de interesse partidário relacionados às eleições de 2026.

A Convenção Estadual do PL será realizada na sede do partido, localizada na Rua Flamboyant, nº 681, Bairro Cidade Jardim, em Campo Grande, entre 8h e 11h.

Estatística

Voto feminino será decisivo nas eleições deste ano em MS

Estado tem 113,8 mil eleitoras a mais que eleitores, diferença que é superior ao eleitorado de 77 dos 79 municípios do Estado

21/07/2026 08h00

Reprodução / TSE

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O cenário eleitoral de Mato Grosso do Sul para o pleito deste ano apresenta um contingente recorde de 2.025.001 eleitores aptos a exercer o direito ao voto, conforme os dados consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o dia 30 de junho. Esse número reflete um crescimento de 1,43% na comparação direta com as eleições de 2022, quando o Estado tinha 1.996.510 votantes. 

No entanto, mais do que o crescimento bruto, o que chama a atenção dos estrategistas políticos é a hegemonia feminina nas urnas, que consolidou uma vantagem numérica expressiva sobre o eleitorado masculino.

Atualmente, o Estado conta com 1.069.440 mulheres aptas a votar, o que representa 52,81%. Em contrapartida, os homens somam 955.561 eleitores, ou 47,18%.

Essa diferença de 113.879 votos a favor das mulheres é um fator que pode definir o destino das candidaturas majoritárias. Há quatro anos, em 2022, a proporção já indicava essa tendência, com o público feminino representando 52,8% (1.054.157) e o masculino 47,1% (940.356).

A manutenção e o leve alargamento dessa distância reforçam a necessidade de propostas voltadas especificamente às demandas das mulheres, que hoje superam os homens em mais de 100 mil eleitores no Estado.

Em efeito de comparação, essa diferença a mais de mulheres no Estado é superior em número ao eleitorado de 77 municípios. Só Campo Grande e Dourados têm um contingente maior. 

Grandes cidades

A concentração do poder de decisão não é apenas de gênero, mas também geográfica. Mais da metade de todo o eleitorado sul-mato-grossense está situada em apenas cinco municípios.

Campo Grande, o maior colégio eleitoral, detém 640.453 votantes, o equivalente a 31,627% do total do Estado. Somando-se à Capital os eleitores de Dourados (166.157), Três Lagoas (88.672), Ponta Porã (70.104) e Corumbá (67.794), chega-se a um montante de 1.033.180 pessoas.

Esse grupo seleto de cinco cidades representa 51,02% de todos os votos disponíveis, o que torna as campanhas nesses polos urbanos fundamentais para qualquer pretensão de vitória em nível estadual.

Em Campo Grande, a predominância feminina é ainda mais acentuada do que na média estadual. Das 640.453 pessoas aptas ao voto na Capital, 348.986 são mulheres e 291.467 homens, ou seja, as mulheres têm uma vantagem de mais de 57 mil votos.

Em Dourados, a situação se repete, com 89.546 eleitoras e 76.611 eleitores. Esses números mostram que, onde o eleitorado é mais numeroso, o peso do voto feminino é proporcionalmente maior, exigindo dos candidatos uma comunicação mais assertiva com esse público.

Além da questão de gênero e localização, o perfil de escolaridade do eleitorado de Mato Grosso do Sul revela desafios estruturais.

A maior fatia dos eleitores tem o Ensino Médio completo, totalizando 487.796 cidadãos (24,08%). No entanto, o segundo maior grupo é composto por pessoas com o Ensino Fundamental incompleto, que soma 478.738 eleitores (23,64%).

Aqueles que têm Ensino Superior completo somam 285.060 (14,07%), enquanto os eleitores que apenas leem e escrevem chegam a 107.369 (5,30%) e os analfabetos somam 63.816 (3,15%).

A análise por faixa etária indica que o Estado tem um eleitorado maduro. O grupo mais expressivo está entre 35 e 44 anos, com 402.423 votantes (19,87%).

As faixas de 45 a 55 anos e de 25 a 34 anos aparecem logo atrás, com 19,43% e 19,41%, respectivamente. Já os eleitores com voto facultativo também têm relevância: os jovens de 16 e 17 anos totalizam 28.577 pessoas, enquanto os idosos com 70 anos ou mais somam 197.950 cidadãos.

Os dados informados ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral indicam que o eleitorado é majoritariamente feminino, urbano e com escolaridade média. 

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