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LITERATURA

Irã proíbe livros de Paulo Coelho

Irã proíbe livros de Paulo Coelho

ESTADÃO

10/01/2011 - 16h48
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O escritor Paulo Coelho foi informado por seu editor no Irã, Arash Hejazi, que a publicação de seus livros foi proibida no país persa pelo Ministério da Cultura e das Diretrizes Islâmicas, segundo informações publicadas nos blog do autor.

Paulo Coelho disse contar com o governo brasileiro para resolver o caso, o que considerou como "um mal-entendido". "Espero que o Itamaraty e a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, não se omitam em relação a essa medida arbitrária pois, caso contrário, estarão assinando embaixo", disse o escritor ao Estado. "Não sei se a decisão passou pela cúpula do governo iraniano, ou seja, se foi apenas uma medida do Ministério da Cultura."

A ministra lamentou a proibição da circulação da obra do escritor e disse que procuraria ainda nesta segunda-feira o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, para pedir mais informações sobre o caso.

Coelho conta que jamais, em seus livros, fez alguma ofensa ao islamismo. "Minha obra é publicada no Irã desde 1998, já vendeu milhares de exemplares e, em 2000, eu estive naquele país, sendo esperado por aproximadamente 5 mil pessoas no aeroporto", disse ele.

O escritor suspeita de um fator que pode ter sido a origem da censura. "Em 2009, eu ajudei Hejazi a deixar o Irã logo depois das eleições", conta. "O mais surreal é que até as edições piratas estão vetadas. Não sei como vão controlar isso."

O aviso do editor iraniano chegou por email ao autor. Na mensagem, Hejazi diz que foi "informado pelo Ministério que todos os livros foram proibidos, inclusive as versões não autorizadas publicadas por outras editoras" e que "todos os livros que têm o nome Paulo Coelho não estão mais autorizados a serem publicados no Irã".

O escritor estima ter vendido mais de 6 milhões de livros na República Islâmica. O editor iraniano sugeriu a disponibilização da obra na internet para download, e o brasileiro aceitou.

Em 2005, o governo iraniano já havia banido o livro O Zahir. Os exemplares da obra de Coelho foram levados por agentes do governo da Feira do Livro de Teerã. Na época, Hejazi disse que "o Ministério da Cultura estava extremamente preocupado com o aumento da popularidade de Paulo Coelho".

O Código Da Vinci, de Dan Brown, e Memória de Minhas Putas Tristes, de Gabriel García Márquez também estão na lista de livros proibidos pelo Ministério da Cultura iraniano.

Paulo Coelho faz sucesso no exterior e tem pelo menos 300 milhões de livros vendidos em mais de 150 países. Ele foi o primeiro escritor não muçulmano a visitar o Irã após a Revolução Islâmica de 1979, de acordo com o site da Academia Brasileira de Letras, onde ocupa a cadeira 21.

Investigação

Marcinho VP comanda facção do RJ mesmo preso em MS, diz polícia

Operação realizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpriu mandado de prisão na Penitenciária Federal em Campo Grande, onde o traficante cumpre pena

30/04/2026 08h00

Marcinho VP está preso na Penitenciária Federal em Campo Grande desde janeiro de 2024

Marcinho VP está preso na Penitenciária Federal em Campo Grande desde janeiro de 2024 Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro que investiga o Comando Vermelho (CV) cumpriu um mandado de prisão contra Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, que está preso na Penitenciária Federal em Campo Grande. Segundo a investigação, o traficante, preso há 30 anos, continuaria como um dos principais cabeças da facção criminosa.

Marcinho VP está preso desde o fim de agosto de 1996 e, em 2010, foi transferido para o sistema penal federal. Nesses quase 30 anos já passou por vários presídios, até chegar ao de Campo Grande, em janeiro de 2024.

Mesmo estando em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), em que o detento permanece em cela isolada, sem contato com outros presos e tem todas as conversas com advogados e familiares gravadas, a polícia afirma que Marcinho VP ainda comanda ações da organização criminosa, como a lavagem de dinheiro.

“O Marcinho VP angaria esse dinheiro ilícito do tráfico e a sua família usufrui, ela gerencia, lavando e ocultando esse dinheiro por meio de imóveis, de comércios também”, afirmou a delegada Iasminy Vergetti, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) ao G1 do Rio.

Segundo a reportagem, a operação de ontem foi resultado de 1 ano de investigações baseadas em dados extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos e no cruzamento de informações financeiras.

Na investigação foram encontrados diálogos entre Carlos Costa Neves, o Gardenal, um dos chefões do CV, e um miliciano.

“As conversas reforçam a influência de Marcinho VP como liderança central da facção, mesmo após anos de encarceramento”, declarou a delegada à reportagem do G1.

Ainda segundo a delegacia carioca, a operação descobriu “um sistema estruturado de recebimento, pulverização e reinserção de valores ilícitos no circuito econômico formal”.

“Recursos provenientes do tráfico eram repassados por lideranças da facção a operadores financeiros, que realizavam a fragmentação dos valores por meio de contas de terceiros, além de utilizá-los para pagamento de despesas, aquisição de bens e ocultação patrimonial”, informou a delegada.

FAMÍLIA UNIDA

Para a lavagem de dinheiro, segundo a investigação, o Comando Vermelho utilizou familiares de Marcinho VP, como o filho dele, Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como o rapper Oruam, que também foi alvo de mandado de prisão, porém, estava foragido até a noite de ontem.

Foram expedidos 12 mandados de prisão preventiva pela 1ª Vara Criminal Especializada em Crime Organizado do Rio de Janeiro, porém, nem todos os alvos foram encontrados.

Entre os foragidos estavam, além de Oruam, a mãe dele, a empresária Márcia Gama, e o irmão, Lucas Santos Nepomuceno, também conhecido como Lucca.

Conforme apurado pela polícia, todos viviam com recursos provenientes das práticas criminosas do Comando Vermelho e administrados por familiares de Marcinho VP, que atuavam na lavagem e ocultação do dinheiro por meio de diferentes mecanismos.

A polícia do Rio esteve em dois endereços de Oruam para tentar prendê-lo ontem. Em uma casa na Freguesia, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, e também em uma mansão, em Angra dos Reis. O rapper não foi encontrado.

Também estiveram nas casas de Lucca, no Recreio dos Bandeirantes, e de Márcia, em Jacarepaguá. Mas nenhum dos três foi localizado.

Conforme a apuração da polícia, a quadrilha agia da seguinte forma: repassava o faturamento do tráfico a operadores financeiros, que fragmentavam o dinheiro em contas de laranjas.

MARCINHO SOLTO

Preso em Campo Grande há dois anos, Marcinho VP completa no fim de agosto 30 anos encarceirado e, pela legislação de quando foi condenado, este é o tempo limite que uma pessoa pode ficar na cadeia.

No entanto, matéria do Correio do Estado mostrou que caso ele seja condenado por outro crime, praticado após a mudança da legislação que ampliou o limite para 40 anos, poderá ficar mais tempo na prisão.

Para tentar impedir a soltura iminente, delegados e promotores buscam diversas alternativas, enquanto a defesa do traficante tenta derrubar mandados em vigor e evitar novas condenações.

A mobilização contra a liberdade se baseia no fato de que, mesmo preso há quase três décadas, o cárcere não impediu que Marcinho VP continuasse a cometer crimes, tornando-se um dos principais nomes do Comando Vermelho, sendo considerado um dos detentos de maior periculosidade do País, segundo as autoridades.

* Saiba

Marcinho VP tem cinco cartas de execução de sentença por homicídio, associação criminosa, corrupção ativa, desacato, associação para o tráfico (duas vezes) e tráfico de drogas. Acumuladas, as penas superam 55 anos.

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ABERTA

Após reforma, DEPAC Cepol reabre ao público nesta quinta-feira (30)

Unidade passou dois dias em reforma

30/04/2026 07h20

Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol), em Campo Grande

Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol), em Campo Grande Bruno Rezende/Comunicação do Governo de MS

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Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (DEPAC-CEPOL) reabre atendimento ao público nesta quinta-feira (30), às 8h, após dois dias fechada para reforma.

A Cepol está localizada na rua soldado PM Reinaldo de Andrade, número 167, Bairro Tiradentes, em Campo Grande.

De terça-feira (28) a quinta-feira (30), a unidade permaneceu fechada para reforma. A População teve que procurar a DEPAC Centro para registrar boletins de ocorrência, localizada na rua Padre João Crippa, número 1581, centro, em Campo Grande.

As forças policiais continuaram sendo atendidas normalmente, utilizando a entrada dos fundos da unidade.

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