Quinta, 23 de Novembro de 2017

Irã ameaça deixar acordo se sofrer sanções

21 MAI 2010Por 09h:04
AGÊNCIA ESTADO, TEERÃ

O vice-líder do Parlamento do Irã, Mohammad Reza Bahonar, disse ontem que o país irá se retirar do acordo feito com a Turquia e avalizado pelo Brasil para trocar urânio com baixo enriquecimento por combustível nuclear, se o Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) impuser mais sanções contra o Irã.

Na terça-feira, os Estados Unidos apresentaram um rascunho de resolução com novas sanções contra o Irã no CS da ONU. O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, disse ontem em Washington que o esforço diplomático do Irã para escapar da quarta rodada de sanções significa que elas provavelmente funcionarão. “Eu não acredito que vocês veriam eles (os iranianos) gastarem a energia que estão gastando na diplomacia, se não fosse para evitar a aprovação (das sanções)”, disse Gates. A resolução poderá ser votada no CS em junho.

“Existe a possibilidade de que outra rodada de sanções esteja sendo preparada contra o Irã e nós sempre dissemos que se isso for em frente, então nosso acordo de compromisso não será mais considerado”, disse o vice-líder do Parlamento do Irã, Mohammad Reza Bahonar.
Os comentários de Bahonar foram feitos dois dias após os Estados Unidos e outras potências terem descartado o acordo do Irã para enviar metade do seu estoque de urânio à Turquia, em troca de urânio mais enriquecido, que funciona como combustível nuclear.

Os EUA afirmam que o rascunho da resolução tem o apoio dos cinco integrantes permanentes do CS – EUA, Rússia, China, França e Grã-Bretanha.
Contudo, Brasil e Turquia, que avalizaram o acordo para a troca de urânio por combustível, emitiram juntos na quarta-feira, um comunicado pedindo que o acordo com o Irã seja levado em conta e as sanções sejam derrubadas. Brasil e Turquia estão entre os 10 integrantes não permanentes do CS.
As potências ocidentais suspeitam de que o programa nuclear do Irã seja um disfarce para um projeto de desenvolvimento de armas nucleares.

Leia Também