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3º lugar

Invicta, Holanda 'enterra' Brasil apático

Invicta, Holanda 'enterra' Brasil apático

Terra

12/07/2014 - 17h55
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Essa foi a única vez em que o time perdeu a terceira colocação (Foto: Lancepress)

Depois de ser eliminada nos pênaltis pela Argentina, a Holanda enterrou a participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo com mais uma vitória e a confirmação da invencibilidade na competição. Na tarde deste sábado, o time de Louis Van Gaal fez dois gols nos 16 primeiros minutos e bateu o Brasil, novamente apático, por 3 a 0 no Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF), e ficar com o terceiro lugar do Mundial.

Os holandeses, que antes da partida ressaltaram a falta de importância e de necessidade em decidir o terceiro lugar, venceram se aproveitando de mais um “apagão” brasileiro, com dois gols em 16min – ambos com falhas da arbitragem. O terceiro gol saiu nos acréscimos, diante da apatia brasileira. A Copa do Mundo termina neste domingo, com a final entre Argentina e Alemanha no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 17h (de Brasília).

A última vez que a Seleção Brasileira perdeu dois jogos em uma Copa do Mundo ocorreu há 40 anos: caiu na semifinal da Copa de 1974 para a Holanda, e depois perdeu a disputa do terceiro lugar para a Polônia. Essa foi a única vez em que o time perdeu a terceira colocação: nas Copas de 1938 e 1978 venceu Suécia e Itália por 4 a 2 e 2 a 1, respectivamente. Já a Holanda havia chegado a esse ponto uma vez: em 1998, perdeu por 2 a 1 para a Croácia.

Gols irregulares e falhas brasileiras
A partida no Estádio Mané Garrincha causou um “dejavu” nos torcedores brasileiros, que apoiaram o time e gritaram “pentacampeão” no momento do apito inicial. Apenas 16min mais tarde, no entanto, a Holanda já vencia por 2 a 0, fruto de antigos problemas da equipe, embora em ambos os lances a arbitragem do argelino Djamel Haimoudi tenha, também, cometido erros decisivos.

Tudo começou logo no primeiro minuto, quando Van Persie tocou de primeira para Robben passar em velocidade entre os zagueiros brasileiros. Fora da área, o holandês foi puxado por Thiago Silva. O árbitro marcou pênalti erroneamente e não expulsou o defensor. Na cobrança, Van Persie chutou forte no canto direito para vencer Júlio César. O Brasil quase empatou aos 7min, em cruzamento de Maxwell que Ramires não conseguiu completar.

Quando a Holanda pegava na bola, assim como ocorreu contra a Alemanha, sobrava espaço e a marcação parecia perdida. Foi assim que, aos 17min, De Guzmán recebeu lançamento na ponta direita, em posição irregular não anotada pela arbitragem, e cruzou para a área; David Luiz, na frente do gol, falhou, fez o corte para trás e deixou a bola nos pés de Blind, que dominou com liberdade e chutou na saída de Júlio César.

Demorou, mas a Seleção conseguiu equilibrar o confronto, jogando com mudanças como Maxwell na lateral esquerda, Ramires no meio e Willian e Jô na frente. Aos 21min, Oscar ameaçou em chute cruzado defendido por Cillessen. Aos 34min, o meia cruzou bem na área, mas Wijnaldun salvou a Holanda. Aos 38min, em novo cruzamento, Paulinho e David Luiz passaram a centímetros de desviar a bola para o gol. Mesmo assim, o primeiro tempo terminou sob vaias.

Mudança sem efeito e vaias até o fim
O Brasil reiniciou o jogo com Fernandinho na vaga de Luiz Gustavo, mas com a mesma inconsistência. Aos 5min, Robben fez jogada pela meia esquerda e chutou forte de dentro da área, mas foi travado por Thiago Silva; na sobra, Wijnaldum ganhou pelo alto contra a zaga, mas cabeceou para fora. Aos 15min, Ramires deu a resposta: invadiu a área e chutou cruzado para fora, com muito perigo.

Felipão promoveu mais duas alterações durante o segundo tempo, com Hernanes e Hulk nas vagas de Paulinho e Ramires, respectivamente. A Holanda, enquanto isso, administrava o resultado sem conseguir criar mais oportunidades de gol. As vaias começaram a encobrir os gritos de apoio, e a paciência dos pouco mais de 68 mil torcedores no Estádio Mané Garrincha foi se esgotando conforme o final da Copa para o Brasil se aproximava.

A apatia da Seleção Brasileira ganhou níveis inimagináveis, passando a assistir ao toque de bola holandês. O time europeu quase fez o terceiro gol aos 42min, em cobrança de escanteio em que Júlio César saiu mal, mas Kuyt cabeceou para fora. No final do jogo, até a torcida se dividiu: uns gritaram “olé”, enquanto outros vaiaram os holandeses. A Copa do Mundo terminou com o terceiro gol, aos 46min: após troca de passes pela direita, Wijnaldum recebeu livre na área e, de primeira, fechou o placar.

Baixas

Brasileirão 2026 chega a 20 técnicos demitidos e só 6 clubes não trocaram de treinador

No caso de Seabra, ele até começou com uma boa campanha e levou a equipe paranaense

28/10/2026 23h00

Fernando Seabra, ex-treinador do Coritiba

Fernando Seabra, ex-treinador do Coritiba Foto: Divulgação / Twitter

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Na noite da última terça-feira, 27, Fernando Seabra não resistiu a uma sequência de sete jogos sem vitória no Campeonato Brasileiro e foi demitido do Coritiba, tornando-se a mais nova vítima da competição. Com isso, a Série A, em sua 32ª rodada, soma 20 técnicos demitidos em 2026.

No caso de Seabra, ele até começou com uma boa campanha e levou a equipe paranaense, em seu retorno à primeira divisão, a frequentar a parte de cima da tabela. Porém, na reta final, o clube perdeu fôlego e posições na tabela, enfrentando uma sequência negativa e ficando na 12ª posição do torneio, com 39 pontos conquistados, a cinco da zona de rebaixamento.

Com a troca de comando no Coritiba, o Campeonato Brasileiro chega à marca de 20 mudanças de treinadores nesta edição, com apenas seis clubes mantendo o mesmo técnico desde o início da competição.

Os únicos comandantes que seguem à frente de suas equipes desde a primeira rodada da competição são: Abel Ferreira, no Palmeiras (2ª); Rogério Ceni, no Bahia (7ª); Vagner Mancini, no Red Bull Bragantino (10ª); Rafael Guanaes, no Mirassol (15ª); Odair Hellmann, no Athletico-PR (4ª); e Jair Ventura, no Vitória (14ª)

Já a primeira saída aconteceu ainda na 3ª rodada do Brasileirão, quando o Atlético-MG optou pela troca no comando técnico após empatar em 3 a 3 com o Remo e encerrou o trabalho de Jorge Sampaoli.

Além disso, até aqui, seis equipes estão em seu terceiro treinador na competição, já tendo realizado três mudanças no comando, ou seja, demitido dois treinadores. São elas: Vasco, Remo, São Paulo, Botafogo, Chapecoense e Corinthians.

TREINADORES DEMITIDOS NESTA EDIÇÃO DO BRASILEIRÃO:

Fernando Seabra, Coritiba

Fernando Diniz, Corinthians

Paulo Pezzolano, Internacional

Léo Condé, Remo

Luís Castro, Grêmio

Franclim Carvalho, Botafogo

Luis Zubeldía, Fluminense

Renato Gaúcho, Vasco

Fábio Matias, Chapecoense

Roger Machado, São Paulo

Dorival Júnior, Corinthians

Gilmar Dal Pozzo, Chapecoense

Martín Anselmi, Botafogo

Juan Vojvoda, Santos

Tite, Cruzeiro

Hernán Crespo, São Paulo

Juan Carlos Osorio, Remo

Filipe Luís, Flamengo

Fernando Diniz, Vasco

Jorge Sampaoli, Atlético-MG

futebol

Vini Jr. é 17º e Brasil iguala sua pior Bola de Ouro em 30 anos

A última vez que o Brasil ficou sem representantes entre os dez primeiros foi em 2021

26/10/2026 19h00

Vini Jr ficou em 17º lugar no Bola de Ouro

Vini Jr ficou em 17º lugar no Bola de Ouro Divulgação/Fifa

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O Brasil teve seu pior desempenho em uma Bola de Ouro desde 2010. Na premiação que acontece nesta segunda-feira, 26, em Londres, Vini Jr. foi o brasileiro mais bem colocado, ficando em 17º lugar. O resultado iguala a pior marca do País em 30 anos, quando Ronaldo Fenômeno terminou na 26ª posição.

A temporada do camisa 7 do Real Madrid não foi das melhores. No período avaliado pela premiação, o jogador marcou 28 gols e deu 16 assistências, porém não conquistou títulos individuais nem com seu clube.

Pela seleção, o atleta teve uma boa Copa do Mundo, na qual marcou quatro vezes e deu uma assistência. Na competição, porém, o Brasil caiu nas oitavas de final para a Noruega. Além de Vini, Gabriel Magalhães, zagueiro do Arsenal, também ficou no top 30, na 21ª posição.

BRASIL NÃO REPETIA DESEMPENHO TÃO ABAIXO DESDE 2010

A última vez que o Brasil ficou sem representantes entre os dez primeiros foi em 2021. Naquela edição, Neymar terminou na 16ª posição e foi o brasileiro mais bem colocado da votação.

Em 2010, Maicon também foi o destaque nacional na lista, ao terminar em 17º lugar. A marca passou a representar a pior colocação de um brasileiro desde então, agora igualada por Vini Jr.

Antes disso, Ronaldo Fenômeno ficou em 26º lugar, em 1995. A edição marcou a primeira vez que a Bola de Ouro permitiu a participação de jogadores de qualquer nacionalidade, desde que atuassem por clubes europeus.

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