Quinta, 23 de Novembro de 2017

Intimidade protegida

24 MAI 2010Por 06h:45
CRISTINA MEDEIROS

Manter uma higiene íntima adequada é muito importante para proteger a região genital de infecções e outros incômodos. É preciso estar atenta a pequenos cuidados diários, principalmente em dias de altas temperaturas, quando a atenção deve ser redobrada. A mudança de hábitos no dia a dia da mulher, como o uso de roupas justas e sintéticas, calcinhas de lycra, depilação com cera, entre outros, criou caminhos que podem interferir na saúde da região íntima ou prejudicar a sua ventilação, alterando assim o pH local criando um ambiente propício para o desenvolvimento de alguns incômodos ginecológicos.

Mas a maioria das mulheres fica em dúvida de como proceder para que o resultado seja correto e efetivo. Afinal, será que o simples uso diário de um sabonete é o bastante? Para esclarecer sobre as condutas certas, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) com o apoio da Sanofi-Aventis criou o 1° Guia de Condutas Sobre Higiene Íntima, direcionado a ginecologistas e obstetras. “Atualmente, há muitas informações desatualizadas sobre higiene íntima feminina e percebemos a necessidade de elaborar um guia para formalizar as orientações práticas sobre o tema, embasadas em investigação científica”, diz Nilson Roberto de Melo, ginecologista e presidente da federação.

Para ampliar a conscientização sobre o tema, foi lançado também o 1° folheto de “Orientações sobre higiene íntima feminina”, uma versão compacta do guia de condutas, com as principais dicas para a higiene íntima diária da mulher.  O folheto está sendo distribuído em consultórios de ginecologia, para que os médicos o disponibilizem para suas pacientes. 

“O folheto de orientações responde às principais dúvidas relativas à frequência da higienização, como ela deve ser feita, se é ou não necessário usar produtos específicos, entre outras”, explica o ginecologista Paulo César Giraldo, professor da Universidade de Campinas e coordenador do Guia da Febrasgo.

Atualmente, existem várias opções de produtos para cuidar do caso: lencinhos umedecidos, sabonetes específicos, protetores de calcinha, desodorantes. São tantos os produtos que a variedade pode até nos confundir. Daí, o que seria um prosaico momento de limpeza se revela um verdadeiro banho de dúvidas.

O que pouca gente sabe é que a vagina também tem glândulas sebáceas. E elas secretam um sebo capaz de exalar um cheiro característico quando entram em contato com o ar. O odor da genitália feminina é, portanto, normal por uma questão puramente fisiológica. Mas, se o cheiro começar a mudar ou ficar muito forte, você pode estar com algum tipo de infecção. O mesmo vale para o corrimento. Ele pode ser natural, mas, muitas vezes, é proveniente da chamada vaginite – ou seja, inflamação dos tecidos da vagina.

A vaginite acontece, na maioria das vezes, pela ação de fungos, que produzem uma secreção espessa e esbranquiçada; de bactérias, que produzem um corrimento malcheiroso; e de protozoários, que causam um corrimento espumoso e de cheiro desagradável. Portanto, a higiene é fundamental!

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