Domingo, 19 de Novembro de 2017

Inquérito deve apontar que morte com arma de policial foi acidental

14 JUL 2010Por 07h:57
As investigações sobre a morte do estudante de Direito e examinador do Detran, Ítalo Marcelo de Brito Nogueira, 27 anos, apontam que o disparo que o atingiu – durante uma festa no dia 4 de junho no Bairro Piratininga – foi acidental, segundo o delegado que investiga o caso, Devair Francisco, da 5ª Delegacia de Polícia Civil, em Campo Grande. A afirmação é feita com base em depoimentos dos presentes na festa e que presenciaram o momento em que o filho do investigador da polícia, Guilherme Henrique Santana de Andrea, 22 anos, disparou contra Ítalo quando ele exibia a arma ao jovem.
Ontem, o delegado recebeu os laudos necroscópicos, que indicou como causa da morte de Ítalo, o disparo de arma de fogo, e também o exame de balística que confirma que a bala que atingiu o rapaz foi mesmo da espingarda apresentada. O documento comprovou ainda que dois disparos de uma outra arma, uma pistola, também foram efetuados no dia da morte. Ambas as armas são do pai de Guilherme, o investigador da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), Pedro Wlademir de Andrea, 40 anos, que também estava na festa e é apontado como autor dos disparos com a pistola – que não atingiram ninguém.
O delegado deve encerrar o inquérito em dez dias. Familiares de Ítalo mobilizaram-se no centro da cidade no último dia 10, pedindo pela punição dos responsáveis pela morte do jovem. Eles questionam a conduta do policial civil em carregar as armas para a festa, exibi-las e ainda ter deixado que estas armas chegassem às mãos do  filho. (MR)

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