Sábado, 18 de Novembro de 2017

Informações detalhadas e precisas

10 MAR 2010Por 02h:08
A cápsula é expelida pelo organismo com as fezes, após todo o percurso pelo aparelho digestório. Como, então, o médico vai coletar as imagens feitas pelo dispositivo? “Cada imagem feita durante as oito horas são transmitidas via ondas de rádio para sensores colocados no corpo do paciente. Estes enviam as fotografias para um receptor, que armazenará cada uma delas. Ao final das oito horas, o paciente retorna ao consultório e as imagens são descarregadas por meio de um computador especial”, detalha Thiago Alonso. De acordo com o médico, o aparelho lembra aqueles usados em testes para constatar a pressão arterial ao longo do dia. Em cerca de cinco minutos, a cápsula passa pela faringe, esôfago e estômago. A partir daí, ela inicia a parte mais longa da jornada: a travessia dos seis metros de intestino delgado. Depois ela segue pelo intestino grosso, para ser eliminada naturalmente pelo organismo. A cápsula endoscópica surgiu no início dos anos 2000, inspirada na tecnologia militar para a fabricação de mísseis teleguiados. Ela é formada por uma microcâmera e uma bateria com vida útil de oito horas. Antigamente, acreditava-se que as ondas de rádio poderiam causar problemas em pessoas que usam marcapasso, por exemplo, mas estudos comprovaram que não existe nenhuma contraindicação nesses casos. Tecnologia considerada de ponta, pode ser encontrada em apenas algumas cidades brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro. Por ser um procedimento caro e que exige treinamento específico de profissionais que vão executá-lo, além de não ser coberto por nenhum plano de saúde, a cápsula endoscópica ainda não se popularizou. Contudo, pontua Thiago, “ela representa um novo momento para a medicina”. (TA)

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