Quarta, 22 de Novembro de 2017

Indústria de alimentos demitiu 15 mil trabalhadores

3 FEV 2010Por 07h:32
O fechamento de 17 indústrias, sendo 13 frigoríficos, teria gerado 15 mil demissões em Mato Grosso do Sul desde 2006, segundo estimativa do presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Campo Grande e Região, Rinaldo de Souza Salomão. De acordo com a Federação das Indústrias de MS (Fiems), apesar de causar alarme, as informações não caracterizam crise no setor industrial, que teve crescimento no Produto Interno Bruto (PIB) de 10,11% em 2009. A instituição aponta recuperação nos setores de alimentos e minero-siderúrgico no Estado, mais impactados pela retração econômica mundial por conta da queda nos preços das commodities (produtos não-industrializados negociados nas bolsas de valores, como soja e minério de ferro). São esses segmentos da economia que mais demitiram, conforme Salomão, que acredita que a suspensão dos abates do frigorífico Independência foi o “mais horrível para os trabalhadores”. No ano passado, a empresa pediu Recuperação Judicial para não decretar falência e conseguir pagar salários e credores, como os pecuaristas, mas nenhuma planta voltou a abater em MS. A Superintendência Federal de Agricultura (SFA) informou que essas unidades, apesar de não funcionarem, passam por manutenção. Elas teriam condições técnicas de voltar à atividade, mas não há informações sobre retomada. A abertura de outros mercados para exportação de carne, como a China, é um dos motores que podem reavivar a indústria frigorífica no Estado, e incentivar a geração de empregos. Além do Independência, Salomão cita o encerramento das atividades das fábricas de macarrão e biscoitos Incasa e D’avó, em Campo Grande, com preocupação. “Empresa parada é problema para o trabalhador”, afirma. Segundo ele, muitos trabalhadores não voltam ao mercado de trabalho porque esperam a reabertura das empresas que os demitiram. “Eles não conseguem se encaixar em outra área de atividade, e cerca de seis mil precisam de qualificação”, avalia o presidente. O sindicato não tem dados sobre a recontratação dos demitidos. A Fiems afirma estar empenhada na capacitação da mão de obra de trabalhadores sul-mato-grossenses.

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