A uma semana do 2º turno da eleição, manifestação em apoio à reeleição do petista reuniu centenas de campo-grandenses no centro da cidade, na manhã deste domingo (18)
Centenas de apoiadores do presidente da República e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participaram de um ato na manhã desta domingo (18), em Campo Grande, a uma semana do segundo turno da eleição, e marcaram forte presença ao longo da Avenida Afonso Pena e em um trecho da Rua 14 de Julho, no Centro da cidade.
Organizado pelas principais lideranças de esquerda de Mato Grosso do Sul, o ato “Todos com Lula” na Capital começou às 09h, com a concentração de apoiadores na Praça Rádio Clube. Assim que o relógio virou para às 11h, uma grande fila se formou para seguir o trio elétrico, que carregava os vereadores Jean Ferreira (PT) e Luiza Ribeiro (PT).
Ambos puxavam os gritos que ficaram famosos nas manifestações petistas depois da derrota parcial no primeiro turno, como “trabalhador, olha para cá, estou na rua para o seu filho estudar”. Ao longo da Avenida Afonso Pena, na faixa exclusiva para ônibus, os manifestantes preencheram quase três quadras da via.
Dirigente da Central de Movimentos Populares do Brasil, Cleiton Soares, de 68 anos, estava no ato e disse que o que está em jogo nessa eleição é muito maior do que um simples embate entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula, envolvendo principalmente a soberania brasileira diante da suspeita de invasão norte-americana.
“Eu estava em Brasília e cheguei ontem em Campo Grande para votar no segundo turno e ajudar os companheiros aqui no meu Estado. Não é uma eleição entre Lula ou Flávio Bolsonaro. É a soberania nacional que está em jogo, as terras raras, a Petrobras, a CLT, a Constituição Brasileira. É a liberdade do povo brasileiro de ser dono do seu país”, disse à reportagem.
Ele ainda afirmou que já conseguiu conquistar o voto de 16 idosos que não foram votar no primeiro turno, estratégia adotada pelos lulistas visto o alto número de abstenções registrado no dia 4 de outubro. Por isso, Cleiton reforça estar confiante na virada de seu candidato, um feito que nenhum outro conseguiu nas eleições presidenciais na história da política brasileira.
“Eu estou 100% com confiança porque Lula é esse fenômeno das coisas impossíveis. Eu consegui reverter muito voto de bolsonarista, sentando pacientemente. Vai ser apertado, vai ter questionamento. Para o bem do Brasil, da democracia e da nossa soberania nacional”, concluiu o apoiador.
Manifestações, tanto da esquerda quanto da direita, estão ocorrendo em todo o País ao passo que o segundo turno se aproxima. Neste domingo, mais atos devem acontecer ao longo do dia nos quatro cantos do Brasil. A decisão do próximo presidente está marcada para o dia 25 de outubro.
Outras
No dia 8 de outubro, estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande, fizeram uma manifestação em apoio à candidatura do presidente Lula. O protesto começou no fim da tarde e se estendeu até a noite, aos gritos de "Olê, Olê, Olá! Lula, Lula".
A concentração dos acadêmicos começou por volta 16h, com distribuição de cartazes e terminou em torno das 19h15. Os manifestantes pró-Lula se reuniram inicialmente nas quadras da universidade. Logo após, percorreram a área interna da UFMS e foram à Avenida Costa e Silva, onde cantavam "Trabalhador, olha pra cá, eu estou na rua para o seu filho estudar!"
Tiago Botelho (PT), eleito deputado estadual, e Pedro Kemp (PT), que cumpre seu mandato na Assembleia Legislativa, estiveram presentes na manifestação da Cidade Universitária. Além de Campo Grande, o campus de Três Lagoas também teve o apoio ao candidato Lula.
Cinco dias depois, em 13 de outubro, um novo ato organizado pelos estudantes e profissionais da educação da UFMS aconteceu em Campo Grande. Mesmo sob a chuva, centenas participaram de uma manifestação em defesa da educação pública e pelo fim da escala 6x1, em Campo Grande. O ato também foi em apoio ao presidente Lula.
A concentração começou às 16h no momunento paliteiro e a caminhada percorreu ruas do entorno da UFMS às 18h. Entoando cantos que remetiam aos temas da manifestação, o grupo saiu pelo portão 2 até a rotatória, seguindo pelo autocine e pontilhão da Rua Rui Barbosa, retornando para a universidade. A passeata foi acompanhada pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) e pela Polícia Militar (PM).
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