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Índios cobrem gramado com cruzes na esplanada

Índios cobrem gramado com cruzes na esplanada

AGÊNCIA BRASIL

20/10/2012 - 00h00
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Cinco mil cruzes foram colocadas ontem (19) no gramado da Esplanada dos Ministérios, próximo ao Congresso Nacional. O protesto, organizado por comunidades indígenas e entidades de defesa desses povos, simboliza índios mortos e ameaçados, especialmente os guaranis kaiowás, de Mato Grosso do Sul, que hoje é a etnia que mais sofre com a violência fundiária, segundo os organizadores. Os indígenas também reivindicam a homologação e demarcação das terras.

Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), entidade ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foram assassinados no país 503 índios entre 2003 e 2011. Do total, mais da metade, 279 são do povo Guarani Kaiowá.

“Precisamos que o Estado tome as iniciativas adequadas que são de direito e dever do Estado brasileiro para a proteção física das pessoas, dos indivíduos guaranis kaiowás e, especialmente, tome as iniciativas estruturantes no sentido de implementar suas terras tradicionais e assim, superar os conflitos naquela região”, explicou o secretário do Cimi, Cleber Buzatto.

Pesar

Morre o escritor e professor Paulo Sérgio Nolasco, membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras

Nolasco participou da criação do Mestrado em Letras da UFMS e presidiu a comissão responsável pela implantação do mesmo curso na UFGD

28/10/2026 14h30

Professor Paulo Sérgio Nolasco dos Santos

Professor Paulo Sérgio Nolasco dos Santos Foto: Divulgação / ASL

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Morreu nesta quarta-feira (28), aos 68 anos, o escritor re professor Paulo Sérgio Nolasco dos Santos, titular da Cadeira nº 20 da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL). 

Natural de Dourados, nasceu em 1º de junho de 1958, Paulo Nolasco construiu uma trajetória de destaque no ensino superior, na pesquisa e na crítica literária, dedicando sua vida ao estudo da literatura e à formação de novas gerações de pesquisadores e profissionais das Letras.

Graduado em Letras pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), mestre em Teoria da Literatura pela Universidade de Brasília (UnB) e doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi professor universitário e teve atuação fundamental na consolidação da pós-graduação em Letras em Mato Grosso do Sul.

Participou da criação do Mestrado em Letras da UFMS e presidiu a comissão responsável pela implantação do mesmo curso na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). 

Reconhecido por sua atuação no campo da Literatura Comparada e dos estudos culturais, integrou importantes instituições científicas e literárias, como a Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC), da qual foi membro do Conselho, e a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (ANPOLL), onde coordenou grupos de trabalho dedicados à área. Sua participação em congressos no Brasil e no exterior e o diálogo permanente com pesquisadores nacionais e estrangeiros ampliaram sua contribuição para os estudos literários.

Como escritor e crítico literário, deixou uma produção intelectual expressiva, com livros dedicados à literatura comparada, à crítica e às relações culturais do Brasil Central.

Entre suas obras estão Nas malhas da rede: uma leitura crítico-comparativa de Julio Cortázar e Virginia Woolf (1998), Literatura Comparada: Interfaces e transições (2001), Ensaios farpados: Arte e cultura no Pantanal e no Cerrado (2003/2004) e O Outdoor invisível: crítica reunida (2006). Seus estudos contribuíram para ampliar a reflexão sobre as literaturas de fronteira, os regionalismos culturais e as particularidades da produção intelectual de Mato Grosso do Sul.

Paulo Sérgio Nolasco dos Santos tomou posse na Academia Sul-Mato-Grossense de Letras em 27 de novembro de 2006. Também era membro da Academia Douradense de Letras, mantendo estreita ligação com sua cidade natal e com os intelectuais que contribuíram para a construção da identidade cultural sul-mato-grossense. 

A Academia Sul-Mato-Grossense de Letras manifesta sua solidariedade aos familiares, amigos, colegas, alunos e admiradores, ressaltando a importância de sua trajetória e o seu legado intelectual. Até a publicação desta matéria, não há mais detalhes sobre a causa da morte e locais de velório e sepultamento. 
 

Ensurdecedor

Nem 'bolsonaristas raiz' da Assembleia defendem o fugitivo Flávio

Petistas falaram durante mais de meia hora sobre a fuga do senador para os EUA e nenhum parlamentar saiu em defesa do senador que domingo obteve 59 milhões de votos

28/10/2026 12h16

Pedro Kemp foi o único deputado a utilizadar a chamada

Pedro Kemp foi o único deputado a utilizadar a chamada "grande expediente" e o tema da fuga norteou o pronunciamento

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Praticamente no mesmo horário em que desembarcava nos Estados Unidos com a família, o senador Flávio Bolsonaro (PL) estava sendo alvo de uma série de críticas feitas por deputados petistas da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. E, ao contrário do que normalmente acontecia ao longo dos últimos anos, nenhum dos cinco parlamentares do PL que estavam presentes e conseguiram se eleger graças ao movimento bolsonarista saiu em sua defesa.

O deputado Zeca do PT, após fazer uma série de denúncias de perseguições que eleitores do presidente Lula estariam sofrendo no Estado, classificou essas supostas perseguições como ato de desespero dos “deserdados do bandido que fugiu para os Estados Unidos”. E encerrou seu rápido comentário lembrando que Lula se entregou à Justiça e ficou preso durante 580 dias depois da condenação imposta pelo então juiz Sérgio Moro.

Na sequência, o deputado Pedro Kemp, que classificou a viagem de Flávio Bolsonaro como algo vexatório, iniciou seu pronunciamento de meia hora com um trecho do Hino Nacional, dizendo que “verás que um filho teu não foge à luta”, em referência à fuga do senador.

E, de acordo com Pedro Kemp, o senador “jogou na lata do lixo os 59 milhões de votos que recebeu no domingo” e emendou dizendo que quem não deve não teme. Mas, “se foi embora, é porque tem muito a temer”.

O deputado Coronel David (PL), um dos bolsonaristas que normalmente sai em defesa do clã e confronta os petistas, acompanhou inerte o pronunciamento do petista. Paulo Corrêa, Lucas de Lima, Zé Teixeira e Mara Caseiro, todos eleitos pelo PL na onda bolsonarista no dia 4 de outubro, tiveram a mesma reação: silêncio total. Dos 24 deputados, somente Márcio Fernandes não estava presente.

O silêncio do autodenominado representante do bolsonarismo raiz na última disputa ao Governo do Estado, o deputado João Henrique Catan (Novo), também evidenciou o desapontamento que a fuga provocou entre os parlamentares da direita.

Apesar da escassez de recursos e de não ter tido direito a inserções publicitárias no horário gratuito na TV e no rádio, obteve 98.677 (7,24%) votos na disputa para governador no dia 4 de outubro. O desempenho foi atribuído à defesa intransigente que até aqui fazia da família Bolsonaro.

O único que fez um aparte durante o pronunciamento de Pedro Kemp foi o tucano Pedro Caravina, que também foi reeleito. Mas nem sequer mencionou o nome do senador fugitivo.

Em uma espécie de defesa indireta, cobrou o andamento da investigação que envolve o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Foi o ministro que atendeu ao pedido da Polícia Federal e determinou que Flávio Bolsonaro entregasse seus passaportes. Em vez disso, porém, o senador foi para a Argentina e, na manhã desta quarta-feira, chegou aos EUA.

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